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Teatro / O PAI

Carol Gonzalez relembra origem de peça após deixar o Brasil: 'Entusiasmou'

Em entrevista à CARAS Brasil, a atriz falou sobre trabalhar com Fúlvio Stefanini em O Pai, peça que irá percorrer cidades do interior de São Paulo

Carol Gonzalez estrela peça ao lado de Fúlvio Stefanini - Foto: Victor Vieira
Carol Gonzalez estrela peça ao lado de Fúlvio Stefanini - Foto: Victor Vieira

Carol Gonzalez, responsável por trazer a peça O Pai ao Brasil e adaptá-la, vai percorrer cidades do interior de São Paulo com a produção após temporada já encerrada na capital paulista. Em entrevista à CARAS Brasil, a atriz, que vive a filha de Fúlvio Stefanini (83) no espetáculo, falou sobre trabalhar com o ator e relembrou origem da peça após deixar o país: "Entusiasmou".

"Descobri esse texto na França em 2015, li a peça e achei muito boa. Tinha ganhado o Prêmio Molière de melhor texto e melhor ator, ainda não tinha virado filme e o sucesso mundial, mas percebi que era boa. Apresentei para o Fúlvio, ele gostou. Pensei no Léo [Stefanini] para dirigir, achei que tinha tudo a ver, ele tinha acabado de dirigir uma peça da qual gostei bastante da direção. Eles gostaram da ideia e começou dessa maneira", compartilhou Carol Gonzalez, também tradutora da peça para a versão brasileira.

"O que me moveu foi a qualidade do texto. Percebi que era bom – apesar de confuso – também pelo Fúlvio, um ator excepcional. Gosto de termos ligados à terceira idade, acho que foi uma junção de motivos", acrescentou a atriz, que garantiu a vontade de trabalhar com Fúlvio Stefanini desde o início do projeto.

A produção, que já esteve em cartaz entre 2016 e 2018, retornou depois da pandemia e vai passar por Valinhos, no dia 22 de setembro, Indaiatuba, no dia 23, e Campinas, no dia 24, além de voltar a São Paulo em outubro no Shopping Frei Caneca. "Não esperava que fosse durar tanto e, com a pandemia, eu tinha o receio de tudo de triste que passamos. As pessoas não iam ficar em uma peça que traz aspectos que falam de morte e fragilidade", relembrou a atriz sobre a peça com Fúlvio Stefanini.

Carol Gonzalez entregou que não teria imaginado o retorno e sucesso da produção teatral depois do período pandêmico: "Após a pandemia, tive um sentimento maior de acolhida do público, muito pelas vivências do período . A gente sente do palco uma sensibilidade maior do público, tem um entendimento maior".

Carol Gonzalez e Fúlvio Stefanini na peça
Carol Gonzalez vive filha de Fúlvio Stefanini na peça - Foto: João Caldas Filho

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Com trabalhos ao lado de Zé Celso (1937-2023), Cibele Forjaz (57), Celso Frateschi (71) e Diogo Vilela (65), a atriz construiu a carreira na atuação dentro do teatro, que contou ser sua maior paixão: "Nunca fiz nada de audiovisual por escolha. Acho séries e filmes bacanas, mas sempre me dediquei [ao teatro]. Me formei com o Antunes Filho, que ficou bastante comigo. Morei 10 anos na França e fiz mestrado". "Mas o teatro ficou mais profissional, entusiasmou a voltar para o Brasil", completou.