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Música / JETLAG!

Das passarelas internacionais aos palcos: Conheça a trajetória de Thiago Mansur do JetLag

Thiago Mansur, do JetLag, deixou a carreira de modelo de lado para tocar nos principais festivais de música

Emilly Nascimento Publicado em 28/01/2020, às 13h32 - Atualizado em 29/01/2020, às 11h27

Conheça a trajetória de Thiago Mansur - Divulgação
Conheça a trajetória de Thiago Mansur - Divulgação

Thiago Mansur começou sua carreira como modelo, atuando em diversos desfiles internacionais para grifes famosas, participando inclusive de diversas semanas de moda em São Paulo e Nova York. Agora, o DJ se dedica ao JetLag, que compõe em conjunto com Paulo Velloso. O duo ganhou visibilidade tanto nacional como internacionalmente chegando a tocar em grandes festivais pelo mundo, como, por exemplo, Rock In Rio, Lollapallooza e Tomorrowland. 

O músico falou com exclusividade à CARAS Digital sobre sua trajetória, explicando como foi sua transição das passarelas aos palcos: “Foi uma transição meio que natural, porque enquanto modelo eu já trabalhava dando pitaco nas trilhas sonoras dos desfiles das grifes que eu tinha mais abertura. Eles me passavam o arquivo da trilha e eu conseguia colocar uma música que eu achava que tinha a ver, lógico que várias grifes falavam “ah não, você é modelo. Vai desfilar”, mas tinham outras grifes que me ouviam e aí começou. Depois eu fui convidado para tocar nas festas pós desfiles. Essa foi a minha entrada e como migrei da moda para música, até porque a carreira de modelo tem uma vida útil mais curta e eu já queria ter uma profissão que pudesse me levar mais longe e que eu pudesse me dedicar para o resto da vida”, destacou. 

Quando questionado se sentia falta da vida de modelo, Thiago foi claro: “Não sinto saudade até porque hoje eu trabalho muito ainda como “modelo”, por causa dos contratos de publicidade que tenho. E é até mais legal agora, porque antigamente eu tinha que ir em casting para um cara olhar na sua cara, folear seu book e te mandar embora, era muito mais desgastante. Hoje em dia quando eu sou chamado para uma campanha eu já sou previamente escolhido pelo meu material e relevância no cenário musical, aí eu vou mais para curtir o lado bom que é fotografar, curtir esse lado bom da carreira de modelo. O que eu tenho as vezes é saudade de passarela, que eu tenho feito muito menos. As vezes faço, porque convidam e eu gosto muito da energia da passarela, era o que eu mais gostava quando era modelo, fiz muito SPFW e NYFW”, afirmou. 

O artista ainda falou sobre como conheceu Paulo Velloso e de onde surgiu a ideia de criarem o JetLag: “Eu sou dois anos mais novos que o Paulo, e eu conheci ele porque estudava com o irmão dele, Mário Velloso que também é DJ e músico, durante a faculdade. Então eu acabei frequentando a casa deles por causa de trabalhos da faculdade e da amizade que tinha com o Mário, e acabei conhecendo o Paulo nessa dinâmica. Nisso a gente descobriu que tinha os mesmos gostos musicais e frequentávamos os mesmos eventos e boates, e passamos a nos encontrar com mais frequência e acabamos virando muito amigos. Eu fui morar em Nova York e o Paulo e Miami, e eu já estava começando minha carreira como DJ e a gente viu que tinha um movimento de duplas e trios de DJs, como o Sweet House Mafia que fez muito sucesso com Don’t You Worry Child, e não tinha no Brasil nenhuma dupla ou trio de DJs que estava em alta. Nesse mesmo tempo a agente estava voltando para o Brasil e começamos a tocar como back to back, e a gente viu que deu muito certo e vários contratantes viram e gostaram”, revelou.

Duas canções da dupla que ganharam muita visibilidade no Brasil foram os mixes de Trem Bala e da canção Oração: “Foram nossos divisores de águas na carreira. Quando a gente fez o remix de ambas, a gente mudou o cenário da música eletrônica no Brasil. Quando o brasileiro pensava em música eletrônica, ele pensava em David Gueta, Calvin Harris e Tiesto. A gente veio com o vocal em português, meio que trazendo a música eletrônica para dentro do nosso país e isso foi muito legal. A Brisa, foi uma música autoral nossa em português, é uma das nossas músicas mais tocadas nas plataformas e passou Trem Bala e Oração, isso é sensacional. E o nosso último lançamento, Floripa, surpreendeu de mais, porque ela é uma música com história. Eu sou de Santa Catarina e a Zoo, quem canta a música, é de Floripa, o primeiro show do JetLag no Brasil foi em Floripa”, destacou. 

O artista ainda falou sobre a experiência que é tocar para milhares de pessoas em grandes eventos internacionais: “A gente tocou nos maiores festivais do mundo, como o Tomorrowland, Lollapalooza, Rock in Rio e Ultra, é difícil dizer um festival. Eu acho que o EDC no México, nesse ano de 2019, foi muito especial. Tinham 100 mil pessoas no festival e a gente tocou no mesmo horário que o DJ Snack, ficamos pensando que o horário iria atrapalhar e que o público ficaria no palco dele e não no nosso, e aí o nosso palco deu superlotação. Tiveram que fechar a porta dele e colocar aquelas grades de segurança, e os bombeiros tiveram que isolar a área para as pessoas não se machucarem, foi muito legal. O Lolla Chile e Argentina, também foram sensacionais, porque a gente não achou que tivéssemos um público tão grande nesses dois países. Rock In Rio sempre foi um sonho, quem é brasileiro cresceu vendo na televisão e eu nunca imaginei subir num palco lá e a gente subiu. O Tomorrowland da Bélgica é o maior festival de música eletrônica no mundo, e a gente faz parte dos pouquíssimos brasileiros que se apresentaram lá, na história inteira do festival”, afirmou. 

O músico revelou como foi trabalhar com grandes nomes da música nacional como Anitta,Alok, Di Ferrero, entre outros: “Foram várias parcerias especiais que a gente fez, como Frejat que sou fã desde criança, cresci ouvindo Barão Vermelho e Cazuza, e poder fazer uma música com o Frejat e no estúdio dele, foi surreal. Fazer música com o Alok e Vintage Culture, a gente tem essa parceria grande e somos grandes amigos. Acho que viemos todos desse movimento de fazer crescer e ficar muito notável a música eletrônica brasileira, então as parcerias que a gente já lançou com o Alok e Vintage são muito especiais. O Di Ferrero, também foi uma grande surpresa, porque eu curtia o NXZero e quando acabou a banda a gente acabou conhecendo o Di e compusemos uma música autoral, que foi um sucesso também. E acho que a mais especial foi com a Anitta, que além de ser uma grande amiga minha a gente fez uma música que é a mais tocada do nosso repertório e gravamos ao vivo durante o show da Anitta no Planeta Atlântida, então essa parceria foi especial primeiro pela nossa amizade e segundo pelo talento e por tudo que ela representa no mundo”, destacou. 

E ainda concluiu revelando quais seriam suas parcerias dos sonhos: “Acho que Martin Garrix seria e The Chainsmokers, seri muito legal. Também gostaria de gravar uma música com o Drake, Post Malone ou Billie Eilish no vocal, produzir alguma coisa para eles seria incrível, porque são artistas que eu amo ou com algum clássico, como Coldlpay e Guns. Não custa sonhar”, completou.

Como nem tudo são flores, o gato também fez questão de falar um pouco sobre os bastidores e os perrengues que já passou durante sua trajetória: “Já fui tocar em evento que não aconteceu, porque foi embargado, já toquei em mesa de plástico, já toquei em lugares sem equipamento, sem mesa de som e caixa de som, já tomei calote e várias situações difíceis que eu acho que tem em qualquer carreira. É claro que no começo de carreira as dificuldades são maiores, para você conseguir conquistar seu espaço, mostrar seu trabalho, para as pessoas te darem oportunidade, mas hoje as dificuldades que temos é a de cansaço e stress, pela quantidade de shows e logísticas muito penosas. Um dia você dorme em um país, toma café em um outro e acorda em um outro. A logística é muito desgastante, mas até chegar nesse ponto tem o outros perrengues”, ressaltou. 

Para finalizar, o DJ adiantou pra gente um pouco do que vai rolar nesse ano: “Em 2020 a gente tem muita coisa legal acontecendo. A gente tem o Lollapalooza Brasil, o after party do Super Bowl em Miami, a gente tem uma ação bem legal no Coachella, tem o Arenal e o Medusa Festival que são os maiores festivais os maiores da Espanha e a gente vai tocar no palco principal. A gente tem uma agenda bem legal esse ano, com bastante coisa fora, temos datas em Miami, Nova Iorque e Chicago, e lançamentos importantes aqui no Brasil”.

E completou, dando um conselho para aqueles que querem ingressar nessa carreira: “Estudem muito mesmo, estudo o que puder de música, teoria musical, conceito musical, pratiquem muito e treinem muito, porque só a repetição leva a perfeição. Se inspire em alguém para ser seu espelho e você ir seguindo esse caminho e faça tudo com muita calma, base e principalmente estudo. Conhecimento ninguém te tira e você consegue transmiti-lo de várias formas, e uma delas e fazendo música e colocando seu sentimento nela. Então os conselhos básicos são: coração, dedicação e estudo”, concluiu. 

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