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As vitórias da piloto Bia Figueiredo

Com o amado e o avô, única brasileira na Indy exalta sua trajetória

CARAS Publicado em 09/09/2013, às 11h26 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

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Sintonia de Bia com o eleito, Fábio, na casa da família, em SP - Murillo Constantino
Sintonia de Bia com o eleito, Fábio, na casa da família, em SP - Murillo Constantino

A brasileira Bia Figueiredo (28) é uma das quatro únicas mulheres do mundo a pilotar na Fórmula Indy. Ficou em 15º lugar nas 500 Milhas de Indianápolis esse ano, sendo quem mais ultrapassou e ganhou posições na corrida e fez a quarta melhor volta da prova. Tem duas décadas de carreira, se contarmos a partir do momento em que começou a correr de kart, aos 8 anos, levada pelo avô materno, José Caselato (86), e pelo pai, o psicanalista Jorge Figueiredo (61). “Sou uma pessoa que não desiste nunca. Se acontece algo que poderia fazer com que eu desistisse, basta uma noite de sono e eu já acordo animada de novo e quero saber: ‘Qual é a próxima?’ Sou movida a desafios.”

Bia, que mora nos EUA, em Indianápolis, está sempre no Brasil, visitando a família em São Paulo, onde nasceu, e o namorado, o empresário de software Fábio Souza (31), no Rio. “Entre idas e vindas,
posso dizer que a gente namora há muitos anos. Nos conhecemos quando ele era piloto de kart. É um cara espetacular. Por conhecer o automobilismo, entende minhas ausências e não tem ciúme por eu trabalhar cercada de homens. Não ficamos um mês sem nos ver e a tecnologia ajuda por a gente estar sempre conectado”
, diz Bia, que utiliza a internet também para se relacionar com os fãs.

Vaidosa, aos poucos ela foi deixando o jeito moleca e o estilo esportivo no vestir para ousar no guarda-roupa. Faz limpeza de pele regularmente para evitar acne, provocada pelo calor do capacete. Segue uma dieta balanceada com saladas, proteínas e carboidratos e malha todos os dias. Lembra que compete com homens, que têm musculatura mais forte que a da mulher. Em cada corrida a piloto perde de três a quatro quilos. “Meu cabelo fica ensopado de suor, mas coloco um bonezinho e tudo bem”, fala ela, que sabe da importância de manter uma boa aparência também por questões profissionais.

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Desde que começou a correr de kart ela sabia que a velocidade estava definitivamente ligada ao seu destino, para desespero da mãe, a dentista Marcia Figueiredo (56). “Não dá para não sentir medo quando a vejo correndo. Mas, se é o que ela quer, a gente só reza”, comenta ela. O avô era quem a levava aos treinos de kart, porque os pais estavam trabalhando. Seu José é um apaixonado por motociclismo. Quando jovem, comprou duas motos originais Harley-Davidson de 1929 e delas fez uma nova. Desde menina, os carros fascinam Ana Beatriz, nome de batismo da piloto. “Eu colocava as
bonecas nos carrinhos”
, lembra.

A fé é outro ponto importante na vida da piloto. Meia hora antes de uma corrida, ela fica sozinha e reza. “Me preparo como se fosse para uma luta, mas vou sabendo que tem uma luz me protegendo”, confidencia. Bia é católica, mas estudou várias religiões. “Digo que sou espiritualista. Aplico um pouco de tudo o que aprendi do catolicismo, do budismo, do espiritismo. Tenho as minhas rezas”, explica. A família também é fundamental para dar força a ela.“Meus pais sempre me apoiaram nessa profissão difícil. Me ensinaram a lutar pelo que quero. Meu avô era quem me levava aos treinos, me incentivava e me orientava”.

Além de ser a única mulher brasileira na Indy, ela também é a única latina. Sua equipe é a DaleCoyne Racing. Por pouco, Bia não se tornou tenista profissional. Já jogou futebol, vôlei e handebol. Atualmente, fora o automobilismo, gosta de esportes náuticos: wakeboard e esqui. Sabe, contudo, que quando decidir ser mãe vai ter de levar uma vida mais calma e até mesmo abandonar a carreira: “Entendo que, pela minha idade, ainda tenho um tempo nas pistas antes de ser mãe. Diferentemente dos homens, tenho de parar de correr para ter um filho e acho muito difícil voltar depois de ser mãe. Vou procurar outra atividade ligada ao automobilismo, que é a minha paixão”, conclui.

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