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Famosas e a moda dos brincos grandes; conheça os problemas em longo prazo!

Lindos e exuberantes, os maxibrincos podem trazer muitos danos à saúde, como desenvolver câncer e estimular rasgos nas orelhas. Cirurgião plástico e dermatologista comentam!

Luiza Camargo Publicado em 03/06/2014, às 16h29 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Bruna Marquezine, Giovanna Antonelli e Tainá Müller - AgNews/Reprodução/Globo
Bruna Marquezine, Giovanna Antonelli e Tainá Müller - AgNews/Reprodução/Globo

Os maxibrincos estão em alta e conquistam, cada dia mais, novas adeptas. As argolas são as principais “representantes” deste tipo de acessórios, que têm como fãs celebridades como Bruna Marquezine, Giovanna Antonelli e Eliana.

Porém, usar maxibrincos tem seus perigos. Um dos principais é que seu uso constante, principalmente de peças muito pesadas, pode fazer com que a orelha rasgue ou o furo tenha uma abertura excessiva.

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Essa abertura do furo se deve a diversos fatores. É causada primariamente pelo peso excessivo e contínuo de brincos pesados e grandes, tanto em voga hoje. Eles funcionam como pêndulos em uma estrutura sem nenhuma sustentação. A causa secundária é o fato do lóbulo ser totalmente desprovido de estruturas de sustentação (ligamento, músculo ou tecido celular subcutâneo adequado). Temos somente pele e gordura que resistem muito pouco a esta agressão contínua”, explica o cirurgião plástico Noel Lima.

Para reconstruir a pele rasgada, apenas cirurgias plásticas podem ser feitas ou, em cortes mais leves, há procedimentos estéticos como preenchimento com ácido hialurônico.

A dermatologista Gabriella Vasconcellos, da Goa Health Club, diz ainda que, além da orelha “rasgar”, outro grave problema são as possíveis infecções. Uma substância encontrada em muitos maxibrincos é o Cádmio, que é muito tóxico. Ele é liberado na queima de combustíveis e descartado no meio ambiente. Há brincos grandes que têm uma concentração altíssima de Cádmo, principalmente as argolas: “Nos casos mais graves do acúmulo de cádmio no organismo, a pessoa pode desenvolver até câncer. A dica é apostar nos materiais mais leves e não tóxicos”.

Se você está em dúvida e não sabe qual tipo de brinco pode ser perigoso ou não, faça um teste do “peso”, como explica o cirurgião plástico.

Na verdade, o peso que uma orelha suporta varia de acordo com características individuais. Portanto, não existe um peso pré-determinado capaz de provocar um rasgo no lóbulo. Se ao colocar o brinco, a mulher sentir que o adorno está provocando uma tensão na pele, deve substituir a peça por um mais leve. Utilizando o bom senso, toda mulher é capaz de escolher o brinco mais apropriado para não lhe trazer nenhum dano".