Entenda o problema de distúrbio de imagem, que afeta famosas como Bruna Marquezine

quarta 3 outubro, 2018
Bruna Marquezine
Bruna Marquezine Reprodução/Instagram


Psicóloga alerta para a patologia em que o paciente se vê com um ''defeito''

No começo de setembro, Bruna Marquezine usou o Stories do Instagram para fazer diversos vídeos revelando que já sofreu de distúrbio de imagem.

O assunto veio à tona depois que a atriz  recebeu inúmeros comentários de haters criticando seu corpo, que segundo eles está muito magro. "Eu já sofri e muito. As pessoas comentavam que eu estava um pouco gordinha, bochechuda, quadril largo, por aí vai... E eu acreditei. Eu acreditei na opinião alheia e comecei a detestar meu corpo, achei que eu tinha que emagrecer de qualquer jeito", desabafou ela, na época. 

Segundo a psicóloga Ellen Moraes Senra, esse distúrbio caracteriza uma disfunção que consiste basicamente em ver a autoimagem diferente do que ela realmente é. "Você enxerga seu próprio corpo ou sua imagem como um todo como algo além do que realmente é, seja para mais ou para menos", disse. No caso de Bruna, como uma figura pública, a especialista ressalta que é comum essa exigência do corpo esbelto para manter sua profissão. "Todavia, considerando a época de redes sociais e mídia de imposição de padrões de beleza, sem dúvida alguma todos estamos sucetíveis a passar pelo mesmo, embora acredita-se que seja necessário mais do que o estímulo externo, ou seja, precisa haver predisposição para o transtorno também."

Ellen ainda alerta que esse distúrbio pode desenvolver outros problemas, como os transtornos alimentares, por exemplo, como forma de tentar mudar a “realidade” que a pessoa enxerga sobre si mesma. 

LAXANTE

No desabafo, Bruna admitiu que chegou a usar laxante para perder peso. "Tomava laxante todos os dias, por mais de três meses. Junto com tudo isso eu tive depressão, não só por isso, mas principalmente por esses motivos, por muitas questões de autoestima. Não me achava bonita o suficiente, e, consequentemente, não me achava boa o suficiente para nada. Tomava laxante todos os dias e me alimentava mal. Ou eu não comia, ou comia besteira, porque eu não sentia prazer em ter uma boa alimentação e cuidar de mim, eu não estava me amando", contou a musa.

De acordo com a profissional, além do laxante é importante o alerta para outras práticas de emagrecimento. "Qualquer pessoa que tome medidas nocivas contra si mesma está dando claros sinais do quanto precisa de ajuda psicológica, mas não só o laxante como também outras práticas que não vamos mencionar aqui para não dar incentivos indiretos, muitas vezes já são sintoma, ou seja, a prática em si já indica a presença de um transtorno, mas não são utilizadas geralmente para esconder o transtorno, e sim como medida para o emagrecimento em si, como forma de resolução do problema que a distorção proporciona", disse a especialista.

TRATAMENTO

O mais ideal é o tratamento que envolve psicoterapia voltada para a autoaceitação e elevação de autoestima. Em casos mais extremos, é indicada a psiquiatria para a devida medicação. Caso venha a evoluir para um transtorno alimentar, também é necessário um apoio nutricional.

"A família faz parte da principal rede de apoio do ser humano, portanto geralmente é a primeira a notar mudanças no indivíduo, permitindo assim um reconhecimento precoce de possíveis transtornos e orientando para o devido tratamento", concluiu Ellen.

por Bruna Nastas
Atualizado quarta 3 outubro, 2018 (307523)

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