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Marcello Novaes justifica caráter de Max

Interpretando um dos mais importantes papéis de sua carreira, o ingênuo vilão Max de ‘Avenida Brasil’, Marcello Novaes fala sobre a trajetória do personagem e justifica seu mau caráter

Redação Publicado em 25/09/2012, às 08h19 - Atualizado às 10h00

Marcello Novaes - Manuela Scarpa/ FotoRio News e FotoRio News
Marcello Novaes - Manuela Scarpa/ FotoRio News e FotoRio News

Marcello Novaes acaba de completar 50 anos e comemora o sucesso de Max em Avenida Brasil, um dos principais personagens de sua carreira de ator. “Se não for o mais importante, é um dos principais, como o Raí (de 'Quatro por Quatro', novela exibida entre 1994 e 1995), num mesmo peso de relevância numa trama. Raí foi meu primeiro protagonista, jamais vou esquecer. E o Max, o meu primeiro vilão, numa novela das 9, que tem uma relevância maior”, disse ele.

Solteiro e pai de dois filhos, Diogo (17) e Pedro (16) – o caçula é fruto de seu relacionamento com a atriz Letícia Spiller (39) –, ele fala em entrevista sobre o momento de sucesso profissional e tenta explicar o caráter do ingênuo vilão.

- Você considera o Max um dos personagens mais importantes da sua carreira?

- Com certeza. Se não o mais importante, um dos mais importantes, como o Raí (de Quatro por Quatro) foi, num mesmo peso de relevância numa trama. Raí foi meu primeiro protagonista, jamais eu vou esquecer. E o Max, o meu primeiro vilão, numa novela das 9, que tem uma relevância maior.

- Quando recebeu o papel, já percebeu que ele seria de grande importância para a trama?
- Era um bom personagem desde o começo. Mas, acho que, junto da trama, tomou uma proporção maior pela história. O Max, nos planos de João Emanuel (42) - autor da novela - já deveria ter morrido no capítulo 120. Já recebi o 164 e ele está lá. Eu não sei mais o que vai acontecer. Se ele for morrer, acho que vai ser uma surpresa para todo mundo. Não sei se pelo fato de as pessoas terem comentado que o Max morreria, o João pode ter pensando em mudar o rumo da história. A sinopse da novela já acabou seis meses atrás.

- Você recebe cenas secretas, para preservar os segredos da história da novela?
- Recebemos por um tempo, mas parece que agora vai voltar para o final da novela.

- Como você justifica o caráter do Max?
- O Max foi criado pelo Nilo (José de Abreu, 66), que é muito pesado. Parece que ele criou o Max como qualquer outra criança do lixão, daquela forma grotesca, sem base nenhuma, sem estrutura nenhuma, sem educação nenhuma. As pessoas até perguntam pra mim se eu entendo o Max. Eu digo que sim. Passei a entender, inclusive, por que existem alguns Max na vida. Basta você não ter uma boa criação, uma boa educação. Ninguém nasce ruim nem bom. As pessoas têm suas personalidades, mas, nesse quesito, ela se dá muito pelo que se ganha na vida. O Max não teve aquela educação que tivemos, não recebeu valores. O Max não tem absolutamente nada a ver com o Marcello. E, para tirar isso de mim, precisei compreender que devia ter o entendimento do que seria o Marcello sem toda a base, a educação familiar. Poderia ser um grande vilão, um marginal? Sim, poderia. E ele teve a influência do Nilo e, depois, da Carminha (Adriana Esteves, 42), que é a pessoa em quem ele confia. A ingenuidade dele é tamanha que ele vem aceitando essa submissão em relação a tudo. Para ele, no começo da novela, ele ia dar um golpe de R$ 50 mil. Aquilo era mudar de vida. Eles iam pegar aquele dinheiro, ir para São Paulo e começar uma vida nova. Mas, instigado e ingênuo, com uma sujeirinha no sangue, foi sendo levado.

- Por vezes, o Max parece violento. Você acha que houve uma mudança no personagem?
- O Max se revolta como qualquer pessoa que se decepciona com uma grande traição. Ele se sente traído quando a Carminha rouba o dinheiro que ele escondeu. E ele é um personagem que apanhou muito em todos os sentidos, não só o físico, mas de maus tratos psicológicos, de falta de carinho, de amor. Isso tudo deixa uma pessoa carente em uma série de sentidos. Ele tem um lado terno, inocente e também muito violento, que pode aflorar a qualquer hora por causa da falta de todos esses valores.