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Aguinaldo Silva relata discriminação por conta do Crô de ‘Fina Estampa’

Aguinaldo Silva, autor do folhetim ‘Fina Estampa’, relatou discriminação que sofreu por conta do personagem Crô, vivido pelo ator Marcelo Serrado na novela

Redação Publicado em 01/12/2011, às 08h45 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Aguinaldo Silva, autor de Fina Estampa - Roberto Filho/Agnews
Aguinaldo Silva, autor de Fina Estampa - Roberto Filho/Agnews

Aguinaldo Silva (67), autor da trama de Fina Estampa, recebeu ofensas enquanto caminhava em uma orla do Rio de Janeiro na semana passada. Tudo por conta do personagem Crodoaldo (mais conhecido como Crô), que no folhetim é vivido pelo ator Marcelo Serrado (44).

Os xingamentos vieram de um rapaz que caminhava de bicicleta no local e, em seu caminho, encontrou com o dramaturgo. Segundo o relato de Aguinaldo, o homem, que era homossexual, recriminou o escritor por ter criado um gay ‘afetado’, que não o representaria na novela. “Nós gays não somos ‘pintosos’ daquele jeito, somos pessoas normais, que queremos viver vidas comuns, casar e ter filhos”, teria dito o sujeito.

“Você não passa de um cínico! Um cara que escreve novelas, ainda mais um homossexual – como você diz que é, mas eu não acredito -, tem que dar um bom exemplo às novas gerações de gays!”, continuou o homem, referindo-se aos adolescentes homossexuais.

Sempre ácido, Aguinaldo contou que continuou batendo boca com o rapaz enquanto caminhava e devolveu as acusações que recebeu. “Para onde irão, eles [gays adolescentes] terão que descobrir por si mesmos, como acontece com todo mundo, inclusive os heterossexuais! Não é por mim!”.

Homossexual assumido, o autor teve que ouvir também um pedido de ‘respeito pelos gays’ e ainda aguentou alguns palpitecos do rapaz que o incomodava. “Faça pelo menos com que no final da novela aquela médica (Renata Sorrah, 64) e sua paciente (Júlia Lemertz, 48) tenham um caso e possam criar o filho!”, aconselhou. “E se nascer uma abóbora?”, provocou Aguinaldo.

Questionado pelo autor sobre o que deveria, então, fazer com o personagem Crodoaldo, o sujeito acrescentou que o mordomo deveria morrer atropelado - junto com seu próprio criador. “Mesmo antes que isso aconteça, eu não saio mais pra caminhar no calçadão, qualquer que seja a hora…Pois da próxima vez ele pode estar armado”, ironizou Aguinaldo, no final de seu relato.