Revista CARAS
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS

'Me chamam de sortuda', diz Maria Casadevall, que enrola o personagem de Caio Castro em ‘Amor à Vida’

Maria Casadevall, a Patrícia de 'Amor à Vida', fala sobre traição e cenas quentes com Caio Castro em 'Amor à Vida'. Confira!

Renan Botelho Publicado em 05/06/2013, às 15h06 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Maria Casadevall, a Patrícia de 'Amor à Vida' - Divulgação/ Globo
Maria Casadevall, a Patrícia de 'Amor à Vida' - Divulgação/ Globo

Maria Casadevall (25) conseguiu duas coisas que toda atriz jovem almeja de uma vez só: estrear em uma novela das nove, na Globo, e conquistar o público com seu trabalho. Em duas semanas de Amor à Vida, a personagem Patrícia, interpretada por ela, caiu nas graças dos telespectadores e deixou muitas mulheres com inveja – mesmo tendo sido traída na lua de mel logo nos primeiros capítulos. O motivo do sucesso? Além do carisma e do talento de Maria,  ela também se destaca em cenas quentes ao lado do ator Caio Castro, que vive o médico Michel na trama.

“Me chamam de sortuda. É unânime: todo mundo na rua me diz que a Patrícia é uma mulher de muita sorte. Primeiro por que ela casa com o Guto (Márcio Garcia) e depois acaba se envolvendo com o Michel”, conta Maria, em entrevista à CARAS Online. A atriz também recebe elogios por uma de suas primeiras cenas, em que se vinga do marido após descobrir a traição dele. “As mulheres me dizem que a Patrícia fez certo, que é isso mesmo, que o homem merecia, que ele foi cachorro... Depois perguntam como ela consegue resistir ao Michel. Essa é abordagem mais imediata, mas recebo muitas mensagens generosas e carinhosas pelas redes sociais”, diz.

Novata no mundo das novelas, Maria estreou na televisão na série Lara com Z, em 2011. Mas sua jornada no teatro vem de antes disso. Ela já fez um workshop de interpretação para cinema e televisão com o cineasta Fernando Leal. Depois, ela entrou na faculdade de jornalismo ao mesmo tempo em que frequentava as aulas do curso de atores da Escola Wolf Maya. A atriz acabou desistindo do curso de comunicação e focou apenas no teatro, entrando para o grupo Os Satyros, em 2009, do qual faz parte até hoje. 

- Antes de tudo, como é ouvir o Caio Castro gritando ‘Sua safada!’ na janela da sua casa? (A cena foi ao ar no capítulo dessa terça-feira, 4).
Ah... (risos). Eu nunca tive o Caio na minha janela para saber como é. A Patrícia com certeza deve ter achado incrível, ela o acha um homem muito charmoso. Mas eu nunca tive um homem gritando na minha janela, não.

- Você é muito diferente da Patrícia nos relacionamentos?
Sou bastante diferente no modo de reagir em algumas situações. Todo ser humano tem um substrato comum, mas eu e a Patrícia reagimos de maneiras diferentes.

- Além das pessoas na rua te chamarem de sortuda, o que suas amigas falam sobre suas cenas com o Caio?
É sempre muito recorrente essa história dela ser sortuda, o que é normal, porque o Caio é o frenesi das meninas, todo mundo brinca.

- E como é sua relação com o Caio?
Profissionalmente maravilhosa. A gente conseguiu construir uma parceria muito fértil, de troca mesmo, que é necessária. A gente tem total liberdade para experimentar, errar, fazer de novo, dar sugestões... Ele é generoso e espontâneo.

- Você é solteira convicta como a Patrícia ou namora?
Não acho que ela seja solteira convicta, acho que ela é uma apaixonada convicta. E eu estou 'enamorada' pela vida. Estou feliz.

- Teve alguma experiência parecida com a da Patrícia, de enrolar o parceiro?
Acho que eu evito pré-estabelecer qualquer coisa. Já passei por um relacionamento de cinco anos, já tive fases tranquilas, amizades coloridas, tudo depende da pessoa.

- Já foi traída como na ficção?
Que eu saiba não, mas acredito que sim.

- E você já traiu?
Se eu já traí?... Não.

- Ficou em dúvida na resposta?
É que acho muito relativo. Traição é uma palavra muito forte. Você estar com uma pessoa e sentir atração por outra, e que isso aconteça de maneira verdadeira, para mim não é trair. Trair é faltar com caráter.

- Você estreou em uma novela no horário nobre e de cara teve que fazer cenas mais quentes. Ficou com medo?
Pelo contrário, todo o processo foi muito legal. Fizemos uma viagem para Búzios toda voltada para a lua de mel, tanto a parte boa quanto a parte mais chocante, a da traição. A equipe me deixou à vontade, o Márcio [Garcia] também. Conversamos bastante sobre qual seria a ideia. A partir do momento em que estou em função da personagem, eu não me importo, eu confio muito na equipe.

- Antes da novela, você morou um ano na Austrália e cinco meses em Paris. O que fazia nesses países?
Fiquei vivendo experiências diversas. Fui para Austrália aprender o inglês e tomar distância das coisas que estava fazendo aqui e ver se era isso mesmo o que eu queria da vida. Fui conhecer outra cultura e conhecer outra Maria. Foi a primeira vez que cortei laços com o meu ambiente. Foi muito importante. Eu fui viver.

- O cabelo da Patrícia é algo bem marcante no visual dela. Você tinha esse corte antes?
O cabelo é uma história engraçada. Um dia eu cansei do cabelo comprido que eu usava. Fui ao salão de beleza e pedi para o meu cabeleireiro cortar. E falei para fazer um chanel. Cheguei em casa e achei que ainda estava muito quadrado. Coloquei um som, comecei a repicar dos lados e daí cortei a franja. A única diferença é que era uma franja muito mais curta do que é hoje. Mas no teste para Patrícia disseram que ia ser esse visual mesmo.

- Para encerrar, o que faria você perder a cabeça, como a Patrícia perdeu quando descobriu a traição?
Qualquer coisa ligada a uma injustiça muito grande. Injustiça me tira do sério no geral. Mas as minhas reações são sempre mais contidas. Eu reagiria de uma maneira mais silenciosa. Disse isso uma vez e é verdade: quanto maior a dor, maior o silêncio.