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Cobrindo a 5ª olimpíada, Glenda Kozlowski revela planos para documentário: 'Aprender com o esporte'

Em conversa exclusiva para a CARAS Digital, Glenda Kozlowski conta detalhes da experiência na Olimpíada de Tóquio 2020

Daniela Santos e Tabatha Maia Publicado sexta 23 julho, 2021

Em conversa exclusiva para a CARAS Digital, Glenda Kozlowski conta detalhes da experiência na Olimpíada de Tóquio 2020
Glenda Kozlowski fala do trabalho na Olimpíada de Tóquio - Reprodução/Instagram

Glenda Kozlowski (47) desembarcou em Tóquio, no Japão, para cobrir a sua quinta olimpíada, desta vez pelo Grupo Bandeirantes. Em entrevista exclusiva para a CARAS Digital, a apresentadora da Band e do canal pago BandSports contou um pouco sobre a emoção de estar na capital olímpica, a realização da cobertura dos Jogos e analisou a chance brasileira de medalhas. 

"O sentimento antes de mais nada é de gratidão por estar viva e por estar no dia 23 de julho de 2021 no lugar onde eu mais gostaria de estar, na capital olímpica e dentro da cerimônia de abertura, e já acompanhado os atletas desde o momento que eu pisei aqui em Tóquio", disse ela, citando a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, que ocorreu nesta sexta-feira, 23, às 8h (horário de Brasília). 

"Eu gosto muito de Olimpíada, dos valores olímpicos, gosto dos valores do esporte. Acredito que é o momento que a humanidade precisa aprender com esporte, porque de certa forma ele tem vários ensinamentos que levamos para o nosso dia a dia, que quando abraçamos esses ensinamentos e colocamos em prática eles nos ajudam muito. A cerimônia de abertura e os Jogos vieram num momento que a humanidade precisa desses valores para poder se reerguer e poder continuar em frente com fé e com coragem", emendou Glenda, que também é ex-atleta, da época em que se arriscava nas ondas em cima de um body board.

glenda
Reprodução/Instagram

Chegada em Tóquio e os protocolos de segurança contra Covid-19

Ao chegar em Tóquio, Glenda contou que se surpreendeu com os protocolos rígidos de segurança. Além da educação, calma e cuidado dos funcionários do aeroporto.

"A chegada foi uma chegada de responsa, primeiro porque eu fiquei quatro horas para sair do aeroporto para seguir todos os protocolos necessários, tudo com muito cuidado, com muita calma, os japoneses recebendo a gente com muita educação [...] muito educados e muito atenciosos e isso nos dá um conforto enorme porque é muita novidade para todo mundo​", relembrou.

Mesmo em meio à pandemia, Glenda ressaltou que está se sentindo totalmente segura: "Esta é a minha quinta Olimpíada, mas é como se fosse a primeira porque são tantas situações novas, que é como se fosse a primeira. Estou me sentindo super segura em trabalhar e estar aqui. Não me sinto ameaçada em nenhum momento."

Devido às restrições do Comitê Olímpico Internacional (COI), os jornalistas precisam seguir algumas regras: "São muito rígidos e eu sou uma que não posso ficar na rua, inclusive eu faço todas as minhas refeições no quarto. Eu saio do hotel, entro no transporte oficial dos jogos e vou para os venue —  locais de competições ou centro de imprensa — e volto para o quarto. Como todos nós, que estamos trabalhando junto ao Time Brasil, existe esta rigidez de não poder sair mesmo", explicou ela, acrescentando que pretende voltar ao Japão em outra oportunidade: "Vou ter que voltar porque eu estou vendo o Japão da janela do ônibus, mas tudo bem, faz parte e eu já sabia que seria assim."

Glenda Kozlowski fala sobre os bastidores da cobertura dos Jogos Olímpicos

A quinta Olimpíada da jornalista tem um sabor especial isso porque, além da cobertura para o BandSport, Glenda está trabalhando junto ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e mostrando os bastidores em suas redes sociais. 

"É uma cobertura muito curiosa para mim porque tem todo esse peso nas redes sociais, basicamente a minha cobertura é na WEB, então é novidade para mim. É uma linguagem nova, muito mais real, verdadeira, espontânea, sem textos marcados e de oportunidades. Eu mostro o que eu estou vendo na hora, o que eu acho legal dividir [...] é tudo no celular, sou eu sozinha, não tenho um câmera, não tenho um produtor, e é assim a minha cobertura", contou. 

A experiência está sendo tão incrível que Glenda já está com planos de criar um documentário: "Estou tendo acessos espetaculares na base do Time Brasil, acompanhando a preparação, aclimatação dos atletas, comendo a mesma comida, tomando café, conversando e ouvindo o que eles tem a dizer. Quero fazer um documentário disso, quando eu voltar eu pretendo fazer porque eu acho que vale a pena dividir todo esse conhecimento com o público brasileiro e trazer uma aproximação com os atletas. Como eles são legais, especiais e como têm muito, muito, muito a nos inspirar."

Vem recorde para o Brasil na Olimpíada? 

Na Olimpíada do Rio 2016, o Time Brasil conquistou o recorde de 19 medalhas, sendo sete de ouro, seis de prata, seis de bronze, e a inédita 12.ª colocação no quadro geral de medalhas, empatado com a Holanda. Para Glenda, o Brasil tem tudo para bater esse recorde. 

"Eu acho que o Brasil tem a melhor delegação de todos os tempos. As maiores chances de medalhas que temos são nesses jogos. Se tem uma chance da gente bater o recorde do Rio de Janeiro que são 19 conquistas é dessa vez, porque abrimos um leque nas modalidades esportivas", explicou ela, citando a estreia de novas modalidades: "A entrada do skate e do surf trouxe a possibilidade de um número grande de medalhas serem conquistadas".

Ela ainda citou outros esportes: "Temos chances no taekwondo, em modalidades diferentes do atletismo como, por exemplo, 400 metros barreiras, que não estamos muito acostumado a ver, os 100 metros e o revezamento 4 × 100 metros, enfim, esgrima com a Nathalie Mollhausen. Temos outras possibilidades de medalhas que não são muito famosas, vamos dizer assim, no nosso país", emendou. 

No final da entrevista, Glenda fez questão de elogiar o suporte do Comitê Olímpico do Brasil aos atletas: "Foi fundamental durante a pandemia, fundamental com o projeto Europa, que levou no auge da pandemia mais de 200 atletas para Portugal para poderem treinar em um centro fechado, numa bolha, numas instalações espetaculares, então os atletas puderam voltar a treinar no auge da pandemia enquanto vários outros países estavam em casa treinando."

"Eu espero que todo esse investimento, todo esse trabalho e o esforço dos nossos atletas virem agora medalhas. Se isso vai acontecer ou não, não dá para dizer, mas temos chances reais de conquistar mais medalhas", encerrou. 

Último acesso: 16 Sep 2021 - 06:14:31 (395326).

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