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Ivete Sangalo: ‘Se eu vivesse nos anos 20, eu ia ser quenga’

Intérprete de Maria Machadão em ‘Gabriela’, Ivete Sangalo fala dos desafios de viver uma personagem importante na telinha e dispara: “Eu não sei se eu me adequaria às regras daquele tempo”

Redação Publicado em 30/07/2012, às 08h56 - Atualizado em 31/07/2012, às 20h46

Ivete Sangalo como Maria Machadão em 'Gabriela' - Divulgação
Ivete Sangalo como Maria Machadão em 'Gabriela' - Divulgação

Consagrada por sua voz e simpatia, Ivete Sangalo (40) também está surpreendendo como atriz. Intérprete de Maria Machadão em Gabriela, ela encara o desafio de viver uma personagem forte e marcante nas telinhas da televisão. O resultado, para a artista, tem sido favorável. “Hoje eu já me considero uma atriz”, disse. “Estou me dedicando muito, mas sei que sou uma iniciante. ‘Gabriela’ é uma obra fechada, mas quem traz à tona a personalidade dos personagens é o ator”.

Sem papas na língua, Ivete ainda analisou o contexto de sua personagem. “Se eu vivesse naquela época, eu ia ser quenga! Eu não sei se eu me adequaria às regras daquele tempo", disparou. "Existe um drama em torno dessa época, mas acredito também que existiam mulheres que se casavam por amor e maridos que amavam suas esposas”.

Para a cantora, e agora atriz, Maria Machadão é uma mulher já endurecida pela vida, que amou, mas não teve retorno. Isso explica algumas atitudes da cafetina que repudia os sonhos de menina de suas funcionárias, na tentativa de protegê-las.  “Ela ama muito as quengas sem poder dar ousadia, então pune as meninas com severidade, mas sem perder a doçura”, ponderou.

‘Empurrãozinho’ de um veterano

Ivete Sangalo não está sozinha em sua nova trajetória da carreira artística. Ela teve ajuda de um veterano experiente, e que soube muito bem encaminhá-la para o estrelato na televisão.Antonio Fagundes (63) me pegou pela mão e disse: ‘Olhe, querida, você se acalme, você vai arrasar!”. Sabe quando você tá no escuro e a pessoa te traz uma lanterna? Foi assim. Ele é maravilhoso. E ele tem uma coisa incrível que é acreditar no que está acontecendo enquanto atua. Eu pensava comigo: ‘Eu não tenho outra alternativa senão ser Machadão’. Não era Fagundes, não era eu. Éramos Ramiro e Maria Machadão. É constrangedor se eu não fizer bem”, desabafou.

Falando em Ramiro e Machadão, a intérprete da cafetina sempre aposta no amor, e em Gabriela, a sua opinião não é diferente. “Eu quero que venham mais emoções da Machadão com o Ramiro. Toda personagem que tem um romance o público gosta, ainda mais porque ela é uma mulher forte e o Ramiro é um homem dominador”, concluiu.