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Gabriel Braga Nunes vive momento de encantamento pela vida e pelo trabalho

No ar em "Amor Eterno Amor", trama das seis da Globo, Gabriel Braga Nunes dá vida a um homem sensível e enigmático, bem diferente do frio vilão Leonardo Brandão de "Insensato Coração"

Redação Publicado em 05/06/2012, às 12h21 - Atualizado em 22/06/2012, às 21h06

Gabriel Braga Nunes fala de seu personagem - TV Globo
Gabriel Braga Nunes fala de seu personagem - TV Globo


Gabriel Braga Nunes (40) vive um momento de redescobertas e encantamento pela vida e pela carreira que abraçou como ofício. No ar em Amor Eterno Amor, trama das seis da Globo, o ator confessa estar reaprendendo o valor das coisas simples e bonitas da vida, como pequenos gestos e gentilezas. Tudo graças a seu personagem, um homem sensível, enigmático e sedutor. Depois de ter vivido um vilão como Leonardo Brandão, desprovido de valores morais, ele encanta o público exibindo uma interpretação marcante na história de Elizabeth Jhin (63).Tive trabalhos de muito envolvimento. Tenho prazer de levantar cedo e ir gravar. Acho que sou um cara de sorte”, resume o ator, tentando, dessa maneira, explicar a excelente fase profissional que atravessa. Em entrevista à CARAS Online, num intervalo de gravação, no Projac, no Rio de Janeiro, ele falou sobre o seu trabalho no folhetim das seis.


Como avalia seu trabalho em Amor Eterno Amor?

  - Essa novela tem uma atmosfera leve e muito bonita. As pessoas ficam felizes e vêm falar comigo nas ruas. Elas dizem que é muito bom ter uma novela que fale sobre a importância da gentileza, da grandeza dos pequenos gestos. Como é bonito falar sobre o exercício do bem, das pequenas coisas, como por favor e obrigado. É algo que parece trivial, mas não é. Isso é grande, é bonito.

Como tem sido interpretar esse personagem?

  - É um personagem que exige calma, atenção com as pessoas. Muitas vezes eu chego na ansiedade de fazer cenas de mais impacto e esse personagem me joga para um lugar de respiro e diz: presta atenção, saiba dar valor às situações cotidianas, aprenda a ser feliz nas situações do dia a dia. A grande lição é que a felicidade é um exercício diário de cada um. Acho que esse é o foco do que eu estou aprendendo com esse personagem.

São valores meio em desuso na correria do cotidiano moderno...

- As novelas acabam tocando em temas mais pesados, mais fortes, mais impactantes. E essa trama trafega de uma maneira muito bonita por essas pequenas gentilezas. Neste sentido, esse personagem me enche de orgulho.

Você acha possível na vida real um amor tão forte quanto o vivido por seu personagem?

- Tudo é possível. Há uma coisa muito forte com relação ao primeiro amor da nossa vida. Todo mundo lembra da primeira vez que sentiu uma coisa que se pudesse chamar de amor ou de paixão, a gente guarda essa referência.

Percebe uma torcida do público em relação ao destino do personagem?

- As opiniões são divididas. Os homens, por exemplo, se empolgam com a Valéria. Já as senhoras acham linda a relação que ele tem com a Miriam. É muito sincero o que eles têm no olhar. E agora a personagem da Mayana (Neiva) (29). É mais um golpe da sorte. O Rodrigo está mergulhando em uma trama de paixões e esse é um dado muito interessante do personagem neste momento. Até aqui, ele foi um homem muito sábio. Ele agora está começando a se apaixonar. E quando chega a paixão, a razão fica meio turva.

Vilão, mocinho...é você quem procura essa diversidade na sua carreira ou ela simplesmente aparece?

- As duas coisas. Eu não tenho preferência por heróis ou vilões, tenho preferência por fazer personagens intrigantes, que gerem interesse, em mim e nas pessoas. Mas, em televisão, a gente também funciona por convites. Quando estava terminando "Insensato Coração", o Papinha ( diretor Rogério Gomes) me telefonou e me falou desse personagem, disse que eu ia curtir. E eu fiquei muito feliz quando li a sinopse e achei que, de fato, era um personagem que tinha a ver. Para mim, a melhor coisa depois do Leo Brandão, é um personagem como o Carlos/Rodrigo.

Você tem se declarado apaixonado pela tevê ...

- Eu gosto muito. Já senti momentos de cansaço, pelo excesso. Como em toda profissão, às vezes, você faz obras em que não está tão envolvido, é natural em todas as áreas. Eu considero que, nos últimos anos, tive trabalhos de muito envolvimento. Quando se está feliz no trabalho, a gente gosta cada vez mais, passa a se relacionar melhor com as pessoas. E eu tenho tido sorte nisso, tenho prazer de levantar cedo e vir gravar. Acho que sou um cara de sorte.

Além da novela, você tem novos projetos?

- As minhas últimas três novelas - Poder Paralelo, Insensato Coração e Amor Eterno Amor - não têm me dado tempo de fazer mais nada. Gravava seis dias por semana, dez horas por dia. Além disso, estou com 40 anos, em um momento em que tenho que ter pelo menos duas horas de vida pessoal no meu dia para me cuidar, tocar  guitarra, jantar com pessoas queridas, dar uma corridinha na praia. Senão posso me sentir sufocado. Além disso, fazendo novela, não tenho sentido vontade de fazer outras coisas. Tenho vontade de tirar uns dois ou três meses para mim, para ficar com a minha família. Nos últimos anos minha vida tem sido só de televisão. Isso não é um problema, tenho me sentido realizado. Não estou sentindo falta de teatro ou de cinema.