Revista CARAS
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS

Maitê Proença recebe colegas em sua peça 'À Beira do Abismo me Cresceram Asas'

Maitê Proença recebeu colegas na estreia de seu espetáculo 'À Beira do Abismo me Cresceram Asas' nesta quinta-feira, 7, no Rio de Janeiro

Redação Publicado em 07/03/2013, às 23h57 - Atualizado em 30/05/2019, às 10h04

Maitê Proença recebe colegas em sua peça 'À Beira do Abismo me Cresceram Asas' - Felipe Assumpção/AgNews
Maitê Proença recebe colegas em sua peça 'À Beira do Abismo me Cresceram Asas' - Felipe Assumpção/AgNews

Maitê Proença (55) recebeu seus colegas de profissão como Carolina Dieckmann (34) e Giuseppe Oristanio (54) na noite de estreia da peça À Beira do Abismo me Cresceram Asas nesta quinta-feira, 7, no Rio de Janeiro. A produção leva a assinatura de Maitê, além de ela ter dirigido a peça em parceria com Clarice Niskier, com supervisão de Amir Haddad, e atuado no espetáculo ao lado de Clarisse Derzié Luz.

A peça se apropriou de histórias reais, colhidas em diferentes asilos do Brasil, para criar um novo texto, dando origem às personagens Terezinha (Clarisse Derzié Luz) e Valdina (Maitê Proença). Enquanto Valdina parece levar o dia a dia com otimismo, sem nostalgias, mas carrega um grande segredo; Terezinha tem um temperamento carrancudo, ainda que bem resolvido. Em comum, a praticidade dos que aprenderam a simplificar a vida e a amizade construída ao longo dos anos de convívio.

Radiante, Maitê comentou o espetáculo, relembrando seu processo: "Esta peça foi uma pesquisa do Fernando Duarte que eu larguei de lado e depois de 6 meses eu revi o texto e pensei que aquilo daria pano para a manga. Eu logo pensei que ali eu poderia colocar meus conceitos, ideias. Também achei que seria engraçado porque velhos é uma idade boa, as pessoas não têm muita cerimônia, não falam para agradar. Isso gera uma peça com cenas cômicas, mas às vezes muito cruel. Foi um projeto que deu muito trabalho, mas que deu certo", pontuou. "Algumas histórias eu criei, outras adaptei porque nem tudo cabia na história. Para virar teatro precisa ter um pouco de suspense, um segredo... então toda a ideia vem de dentro, da observação, da vontade de escrever", completou ela.

Sobre a velhice, Maitê se mostrou preparada para receber o que a vida lhe prepara: "Eu não sei o que é a urgência de ter poucos dias pela frente. Eu posso imaginar, eu coloquei no texto o que eu sei porque desde que eu nasci, já nasci com o olho bem aberto", disse.

Carolina Dieckmann elogiou o texto e a atuação da colega: "Eu adorei a peça, eu adoro o tema e acho lindo falar disso. A Maitê estava linda com todos aqueles trejeitos de velhinha", completando que vai encarar bem a velhice, já que "o mais importante que a velhice é ter saúde", garantiu ela que está filmando um longa chamado Julio Sumiu, de Roberto Berliner.