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Cláudia Rodrigues interpreta nova empregada doméstica e confessa saudades de 'A Diarista'

Com a esclerosa múltipla controlada, Cláudia Rodrigues volta aos palcos com a peça 'Muito Viva', onde interpreta uma nova empregada doméstica diferente de Marinete, a eterna 'Diarista'

Renan Botelho Publicado em 08/05/2013, às 13h19 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Cláudia Rodrigues - Alex Nunes/Divulgação.
Cláudia Rodrigues - Alex Nunes/Divulgação.

Cláudia Rodrigues (41) está pronta para voltar aos palcos. A atriz, que precisou desacelerar o ritmo de sua carreira em 2009 por conta do agravamento do quadro de esclerose múltipla, vai sair em turnê nacional com a peça Muito Viva a partir deste final de semana, com pré-estreia marcada em Campo Grande, no Teatro Arthur Azevedo, nos dias 10 e 11. Na história, ela interpreta a faxineira Litinha, que, segundo ela, é bem diferente de Marinete, do seriado A Diarista, da Globo.

“Não tem nada a ver uma com a outra. A Litinha existe há muito tempo, bem antes da Marinete”, conta Cláudia, que criou a personagem na época do seriado Caça Telentos (1998). “Acho que sou criativa porque observo muito. Estou parada e estou observando, chego em casa e escrevo. A Litinha surgiu assim. É uma personagem que sempre quis botar no palco”, diz.

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Gravando participações esporádicas no Zorra Total, Cláudia não nega a saudade que tem da época de A Diarista, que precisou ser cancelada para a atriz dar continuidade ao seu tratamento. “’A Diarista’ foi tão bem que as pessoas sentem falta até hoje. Me chamam na rua de Marinete. Meu diretor [Ernesto Piccolo] fala que as pessoas me amam. Elas me amam porque não me conhecem [risos]. Mas nunca vou pedir para a Globo voltar com a série. A Globo tem a programação dela”, comenta. “Esperança eu sempre tenho, mas não há expectativa de nada. Estou muito feliz de fazer o que faço hoje. O resto está nas mãos de Deus”, completa.

Cláudia afirma que nunca sonhou com a fama e o trabalho na televisão. “Me descobriram no teatro e me chamaram para fazer um teste. Mas eu nunca quis isso. Não gosto de ser famosa. Tem gente que comemora uma ponta em novela, eu não ligo. Pode ser ponta, esquina... nunca dei valor para isso”, brinca a atriz. “Eu dou valor para saúde. Sem saúde você não é nada”, declara.

Com a esclerose múltipla controlada, Cláudia diz que faz questão de pedir o laudo para os seus médicos cada vez que vai ao Hospital Albert Einstein, em São Paulo, fazer um novo exame. “Eu vou lá e os médicos dizem que eu estou ótima. Tive alta médica há meses e meses. Só vou lá de vez em quando para ver como estou e falo para o médico: ‘faz o laudo aí que eu preciso levar na Globo para as pessoas verem que não estou de bobeira’. Eu estou apta para fazer o que eu fazia, da maneira como eu fazia”, fala.

Muito Viva tem direção de Ernesto Piccolo e texto de Rogério Blat, além de contar com Ítalo Guerra no elenco. Depois de Campo Grande, a peça irá estrear oficialmente no teatro Jorge Amado, em Salvador, onde fica nos dias 17, 18 e 19 de maio. Depois disso, Cláudia começa a viajar o Brasil com o espetáculo, que deve chegar ao Rio de Janeiro em 2014 e depois ir para São Paulo.