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Música / Lançamento

Vitor Kley conta detalhes de seu novo álbum, 'A Bolha': ''Não sei me definir e nem quero''

Em entrevista exclusiva para a CARAS Digital, Vitor Kley fala sobre seu novo álbum, 'A Bolha', que será lançado nesta quinta-feira, 18 de junho

Andrea Paiva Publicado em 17/06/2020, às 07h06 - Atualizado às 13h07

Em quarentena, Vitor Kley fala sobre novo álbum, A Bolha - Divulgação/Rodolfo Magalhães
Em quarentena, Vitor Kley fala sobre novo álbum, A Bolha - Divulgação/Rodolfo Magalhães

Gravado antes de realmente ficarmos em uma bolha, devido à pandemia de coronavírus, o novo álbum de Vitor Kley, intitulado A Bolha, apresenta uma mistura do pop solar do cantor com samba rock, MPB, rock n’roll, bem a cara do artista, segundo ele, e será lançado nesta quinta-feira, 18 de junho, pela gravadora Midas Music.

Em entrevista exclusiva para a CARAS Digital, o gaúcho contou detalhes da produção do álbum, falou sobre a quarentena, o namoro à distância e até mesmo sobre os projetos futuros.

O nome, A Bolha, nada teve a ver com o momento atual. O título foi escolhido há um ano, e Kley admitiu que ficou preocupado, de início, achando que alguém poderia usá-lo em algum projeto. “Acho que no fim das contas, A Bolha acabou fazendo mais sentido ainda. O nome não foi por tudo isso, não foi por causa disso, mas acabou fazendo mais sentido”.

O novo álbum do cantor, de 25 anos, é composto por 12 faixas. Duas delas, já divulgadas. O Amor é o Segredo foi lançada em abril e anunciou o álbum. Vitor afirmou que não era para ser o primeiro single, mas por conta da fase atual que estamos vivemos, acabou optando pela faixa. “A gente pensou: ‘cara, essa é a música que acho que tem uma mensagem boa para passar para as pessoas nesse momento, e pode fazer a diferença na vida delas, então vamos fazer’”.

Jacarandá é a outra canção já lançada, composta por Kley e o amigo Simão, e gravada com Vitão. Vitor, que afirmou que já tinha vontade de trabalhar com o paulista, revelou: “Quando a gente acabou de escrever, eu falei: ‘cara, parece que eu estou ouvindo a voz do Vitão aqui, preciso chamar ele’”.

Jão também é outra participação especial, na canção Dúvida. O cantor disse que sempre teve uma admiração muito grande pelos dois artistas, Jão e Vitão. “Chamei os dois, tanto o Jão quanto o Vitão toparam na hora...  A gente tem uma admiração dos dois lados, é muito legal isso, e acho que ficou perfeito, era bem como eu imaginava”. O álbum ainda apresenta as faixas: Ainda Bem Que Chegou, Menina Linda, Anjo ou Mulher, Ponto de Paz, A Bolha, O Tempo, Sua Falta, Retina e Vai na Fé.

O quarto álbum do artista foi gravado em um estúdio caseiro de Rick Bonadio, responsável pela produção do disco. Sobre sua relação com o produtor, o cantor disse que é praticamente da família, e que eles até se chamam de pai e filho. “É tipo pai e filho mesmo, é estranho dizer isso assim, não é que eu sou folgado, ele que me dá liberdade, eu sou aquele cara que chega na casa dele e abre a geladeira”, brincou.

Mantendo amizade com o Rick, que já o acompanha desde o seu primeiro EP, ele elogiou o músico. “Eu acho que isso retrata muito o que é A Bolha também, a nossa união”, disse. “Foi um arranjador de mão cheia, o bicho foi sensacional, e por ele mesmo a gente escuta isso. Ele fala que é um dos álbuns mais ricos que ele já fez, assim, de arranjo”. Kley acredita que tudo se deve ao alinhamento dos planetas e que os dois estão muito conectados. “Isso se transcende e passa no disco né, dá para ver”.

Sobre as composições do álbum, o gaúcho falou: “É um disco que é uma história mesmo, é sei lá, cinco anos de vida, né, praticamente”, por reunir canções escritas entre 2015 até o final de 2019. Vitor revelou que tem uma canção preferida no novo álbum, mas confessou que já mudou de ideia algumas vezes. “Cada dia eu to em uma. Esses tempos eu tava em Retina, aí depois eu fui pra Sua Falta, e agora eu to em Vai na Fé. Vai na fé tá um tempo já de favorito”.

O Amor é o Segredo, primeiro single do álbum, também ganhou um clipe mega especial, com a participação da namorada do loiro, a atriz portuguesa Carol Loureiro. O vídeo foi gravado quando já estávamos em quarentena, e retrata o momento em que o casal está distante por conta da pandemia. Apaixonado, Vitor contou que a gravação foi legal, mas, ao mesmo tempo, triste, porque ele já estava com tudo programado, antes da pandemia, para ir visitar a amada em Portugal, onde ela mora, e acabou não conseguindo viajar.

“Eu tava de passagem comprada e tudo, e acabou que não deu. E aí surgiu essa oportunidade da gente lançar O Amor É O Segredo, que inclusive é a música favorita dela”, revelou. Longe um do outro, o casal tem mantido contato por vídeo chamadas, e ele garante que assim que puder, vai encontrar a namorada. “Eu to esperando pra ver se quando liberar o voo aí, que dê pra ir, eu quero ir, no momento que der, já quero ir”.

Sentindo falta dos palcos, o cantor afirmou que tenta estar presente com os fãs, e que nas últimas semanas só ficou ausente nas redes sociais por conta do lançamento de A Bolha. “Tentando passar, do meu jeito né, uma mensagem positiva, acho que tá tudo meio doido assim, então, o que eu puder acrescentar de bom pra eles, eu vou fazer de tudo, acho que essa é a maior missão”.

Nesta quarta-feira, 17, Vitor fará uma live especial em que apresentará, em primeira mão, o novo disco. Ele falou sobre as expectativas para a transmissão. “Eu to tipo assim, renovado, 12 músicas novas pra gente tocar, vou fazer uma live, po, para a galera assistir, e a primeira mão é renovador. É uma loucura, mas é uma loucura muito boa”.

Sobre A Bolha, ele disse: “Não sei me definir e nem quero, eu acho que tipo, não tem uma definição. A Bolha é uma coisa muito única na minha vida, na minha carreira mesmo”. “Ao mesmo tempo que não sei me definir, é aquilo ali que eu sou, é muito eu”, completou.

“É muito o que eu sou e acho que cada vez mais assim, os planetas estão se alinhando, sabe, eu to chegando mais no que eu gosto, e conseguindo passar isso pro meu público, que, po, é a coisa mais linda, fazer o que tu gosta, ser cada vez mais quem tu é e passar pro teu público isso, e com isso, deixar eles mais próximos de ti”, disparou ainda.

Vitor até sugeriu uma das músicas do álbum para que as pessoas ouçam, principalmente neste período de isolamento social. “Vai na Fé acho que é uma música que vai interpretar e passar muito bem não só a minha história, que é o que eu conto na música, mas muita gente vai se identificar e vai ter um pouco de fé mesmo, que isso tudo vai passar e as coisas vão melhorar e que a gente vai andar para frente logo mais”.

Mesmo tendo acabado de finalizar o novo álbum, Kley já está pensando em projetos para o futuro. “Queria fazer clipe para todas as músicas de A Bolha, eu tenho um carinho muito grande por todas as músicas”, disse, mas ponderou que não sabe se a ideia vai se concretizar. Ele também contou que estava com uma turnê planejada, inclusive na Europa, principalmente em Portugal. “Infelizmente, teve que travar tudo isso, então, nós estamos esperando, mas, po, a gente tá com tudo engatilhado, daqui a pouco quando liberar tudo, a gente volta com tudo”.

Segundo ele, um cantor nacional com quem gostaria de fazer uma parceria é Armandinho. Vale lembrar que o artista apadrinhou Kley no início de sua carreira. Questionado sobre a possibilidade de rolar uma parceria com o artista, o gaúcho disse: “Com certeza vai sair”, mas ponderou que vai ser no momento certo. “É muito especial o que a gente tem e a música tem que ser muito especial do tamanho que nossa amizade é”, declarou. “Mais cedo ou mais tarde vai sair e vai ser incrível. Com certeza vai ser uma das grandes participações porque é conexão máxima”, completou.

Vitor Kley lançará seu novo álbum, A Bolha

Vitor Kley lançará seu novo álbum, A Bolha

Vitor Kley lançará seu novo álbum, A Bolha

Fotos: Rodolfo Magalhães