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Bia Arantes volta às telas em 'Carinha de Anjo'

Atriz muda de casa, de emissora e fala da sua estreia no cinema

por Roberta Escansette Publicado em 07/06/2016, às 11h13

Na Ilha de CARAS, Bia fala da adaptação em SP e da novela Carinha de Anjo, com previsão de estreia no segundo semestre no SBT. - MARTIN GURFEIN
Na Ilha de CARAS, Bia fala da adaptação em SP e da novela Carinha de Anjo, com previsão de estreia no segundo semestre no SBT. - MARTIN GURFEIN

Quando era criança, Bia Arantes (24) sentava-se no chão de sua casa, em São Sebastião do Paraíso, interior de Minas Gerais, para assistir à novela Carinha de Anjo, 2001, e ficava vidrada na frente da televisão com a história. Quinze anos depois, a atriz recebeu com muita alegria o desafio de fazer a nova versão da trama mexicana no SBT, com estreia prevista para o segundo semestre. “Foi a novela da minha infância, tinha 8 anos. Influenciou a mim e às minhas amigas. Chamo o meu pai, Pedro, de papi e papito, porque era assim que se falava na história”, lembrou Bia, na Ilha de CARAS. O convite para viver a noviça Cecília veio uma semana após sua mudança do Rio de Janeiro para São Paulo. “Queria fazer cursos lá. Foi uma feliz coincidência”, festejou ela, há três meses no novo endereço.

O ano de 2016 está sendo marcado por muitas conquistas para a atriz. Além de voltar à TV, após Babilônia, 2015, na Globo, ela debuta no cinema com quatro filmes de uma vez só: O Último Virgem e O Filme da Minha Vida, que estreiam este ano, e Rota de Fuga e 3000 Dias no Bunker, em 2017. “É um momento de muita alegria, de descobertas, de trabalho e adaptações. De muitas novidades”, definiu Bia, solteira e totalmente focada na nova vida que se abre. Nos fins de semana, a atriz ainda ensaia o musical Léo e Bia, no teatro no ano que vem, ao lado de Gabriel Leone (22).

Qual o maior desafio de Carinha de Anjo?
São vários. Primeiro é estar em SP, em uma emissora nova, criando uma rotina. Já me veio cobrança em rede social sobre a minha atuação, por Cecília ser tão querida. Vou fazer uma mocinha que não quero que caia na mesmice, com um olhar mais curioso, até porque, nesta versão, terá núcleos novos e ela não circulará apenas pelo convento.

Ter feito uma protagonista em Malhação, em 2011, dá a você mais tranquilidade?
A Alexia, minha personagem na época, me preparou muito. Encaro uma cansativa sequência de trabalho com toda a responsabilidade do mundo. Hoje, me preparo de uma maneira mais tranquila, a experiência, a vivência, vai fazendo isso. É claro que tem dias que sofro mais com a demanda do trabalho, mas continua sendo uma loucura muito boa. E estou bastante animada para ver a reação do público infantil com essa nova trama do SBT feita para eles.

Em cena, você já grava com crianças. Como se sente?
Sim, com 15 delas. São muito espontâneas. É uma delícia, não tem tempo ruim. O SBT tem uma fórmula de sucesso para fazer novelas voltadas ao universo infantil. Eu e o elenco recebemos toda a orientação possível para que saia um projeto especial, assim como aconteceu em Carrossel e Chiquititas. Estou curiosa para saber a reação de quem vai assistir. Eu amo crianças, então, já está sendo incrível para mim.

Vai fazer uma noviça, tem muitas referências católicas?
Estudei a vida inteira em um colégio de irmãs, supertradicional. Várias coisas que tenho visto em cena já sabia. A preparação veio da vida, da convivência com as freiras, participava de eventos religiosos e da Pastoral da Juventude Estudantil.

Pensou em ser freira?
Não, só participava desses eventos mesmo. (risos) Tenho os meus questionamentos com relação a esse assunto. Não sigo nenhuma religião.

Seu figurino é mais fechado. Isso a fez malhar menos?
Não tenho como relaxar, porque, independentemente da novela, continuo me preparando para o teatro. Claro que, quando morava no Rio, era mais frenética na malhação, tinha um personal trainer... Agora, tenho ido fazer caminhadas e corridas no Parque Ibirapuera, mantenho uma alimentação saudável e, de vez em quando, faço exercícios funcionais com meu irmão, Rafael. Ele não mora comigo, mas sempre que pode me visita e fazemos atividades juntos.

Adaptou-se bem a SP?
Sempre gostei da cidade. Estou conhecendo devagar, por causa do trabalho. Mas percebo que tem arte acontecendo em todos os lugares, além de se comer muito bem. Não me canso de conhecê-la. Além de estar mais perto da minha família. São Sebastião do Paraíso fica mais distante do Rio de Janeiro, que foi meu endereço durante os últimos anos, quando saí da casa deles para trabalhar.

Então, agora não está mais com tanta saudade?
Na verdade, é mais reconfortante saber que estou mais próxima fisicamente deles. Mas ainda fico com saudade de cada um, de voltar para minha cidade, rever minhas amigas. Sinto falta da rotina com a minha mãe, Regina, da calmaria que é ficar com eles e da comida! Não há quem faça uma costela assada melhor do que meu pai. Na verdade, os dois cozinham muito bem. Brinco que me esforço para ser magra, porque sou muito bem servida por eles seja quando vou visitá-los em MG, seja quando estão na minha casa em São Paulo, o que tem tornado-se muito mais frequente.

Ainda se sente só?
Batia uma solidão, sim. Mas agora tenho um cachorro, o Guto, da raça Lulu da Pomerânia. É muito amor, uma gracinha. Acho que ele cuida mais de mim do que eu dele.

É por causa de tanto trabalho que não está namorando?
Não culpo a falta de tempo. Quando a gente quer, se adapta aos compromissos. Estou tranquila quanto a isso.

Que tipo de metas ainda sonha realizar?
Fazer uma faculdade de Psicologia, por exemplo. Só estou esperando minha rotina entrar mais nos eixos para estudar mais. Esta minha mudança de casa, de emissora, de vida está muito no início. Também quero voltar a escrever poesias e contos. Comecei essa atividade quando era pequena. Acho que tinha uns 11 anos. Até hoje guardo cada texto que fiz, mas esses primeiros não mostro para ninguém. Apesar de ser algo que se reflete no que uma menina dessa idade sente, prefiro deixá- -los guardados na caixinha da vergonha. (risos) Os de 2013 para cá são mais maduros. Quem sabe não faço um projeto com eles mais para a frente?

Quer abandonar a atuação?
Jamais cogitei isso. Na verdade, acredito que a psicologia seja um complemento para o meu trabalho como atriz, para que consiga compreender melhor um personagem. Acredito que faça toda a diferença.