Revista CARAS
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS

Mito ou verdade: consumir carboidrato à noite engorda?

O nutricionista explica que abusar dos carboidratos à noite também prejudica o sono; saiba mais

Bruna Nastas Publicado em 16/06/2016, às 09h56

Carboidratos - Shutterstock
Carboidratos - Shutterstock

Consumir carboidrato à noite engorda? Não engorda? Qual das duas afirmações é verdadeira? O nutricionista Leonardo Canellas, da clínica homônima de São José dos Campos, interior de São Paulo, explica que estudos científicos mostram que a ingestão de carboidratos à noite aumenta "a secreção da leptina, hormônio contra-regulatório no processo de acúmulo de gordura. E que constataram também uma diminuição da grelina, responsável pelo controle da fome".

"Nosso cérebro e sistema nervoso central tem como principal fonte de energia a glicose. Portanto é necessária uma constante oferta desse nutriente para que haja pleno funcionamento do cérebro durante o sono. E, por fim, o carboidrato contribui para a produção de seretonina, que é o hormônio do bem-estar, que é importante nas sensações de prazer e combate à insônia".

Segundo ele, não exite um padrão mínimo de carboidrato que deve ser consumido, pois ele varia para cada pessoa. "Definir o quanto consumir vai depender de vários fatores como a composição corporal, rotina, atividades fícias, período de sono e hábitos alimentares".

Vale lembrar que abusar de qualquer alimento antes de dormir pode prejudicar a qualidade do sono. Leonardo afirma que na hora do repouso, o corpo terá que "trabalhar" para digerir esse alimento. "Consumir grandes volumes de alimentos antes de deitar pode causar refluxo ou azia durante a noite. O ideal é comer por volta de duas a três horas antes de dormir. Dessa maneira damos tempo para nosso organismo digerir o alimento e, durante o sono, fazer uso dos nutrientes".

Os melhores carboidratos são os integrais, com baixo índice glicêmico. "Pães, massas e cereais integrais", conclui.