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Atualidades / Charles Fricks

Ademir de Terra e Paixão, ator defende pauta LGBTQIAP+: "Acho importante poder falar"

Em entrevista à CARAS, Charles Fricks, de Terra e Paixão, falou sobre como artistas podem ser aliados na luta contra a discriminação de pessoas LGBTQIAP+

Charles Fricks interpreta Ademir da novela Terra e Paixão, da TV Globo - FOTO: MARCIO FARIA
Charles Fricks interpreta Ademir da novela Terra e Paixão, da TV Globo - FOTO: MARCIO FARIA

Abertamente bissexual, o ator Charles Fricks (51), o Ademir da novela Terra e Paixão, da TV Globo, é do tipo de artista que faz questão de usar sua voz para falar sobre pautas da comunidade LGBTQIAPN+. Em entrevista à CARAS, ele afirmou que famosos são grandes aliados na luta a favor de causas sociais importantes.

"Não acho que tem obrigação de se colocar assim, mas vendo os holofotes que um artista tem quando está no ar, em evidência, acho importante poder falar sobre o assunto pra levantar essas questões e mostrar que está tudo bem", declara. 

"Porque a gente viu muita coisa ruim acontecendo e sendo falada nos últimos anos, muito preconceito, até pastores tendo falas homofóbicas, transfóbicas, então, acho importante quando tem uma pessoa falando sobre isso, acho que pode ajudar pessoas que se sentem mal por serem gays, não binárias, trans e isso tem que acabar", completa.

Charles reforçou que tratar do assunto com naturalidade em público ajuda muitas pessoas a superarem seus traumas e dificuldades. "Muita gente sofre por causa de pessoas que falam coisas horrorosas, seja um pastor ou um presidente, e isso mata. Então, é importante falar para normalizar, porque é normal", frisa.

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Mas apesar do comentário, o global, que tem sido apontado como um dos galãs de Terra e Paixão, confessa que não se acha tão ativista. Ele conta que, por conta dos últimos anos, acabou achando necessário dar mais destaque para o assunto na mídia. 

"É uma coisa que eu tinha dificuldade até alguns anos atrás, de falar sobre a minha sexualidade. Não é à toa que, pouco antes do outro governo assumir, em 2018, teve um aumento de 40% nos casamentos e uniões estáveis do mesmo sexo. Não foi coincidência, as pessoas estavam com medo", disse ele.