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Votar, do latim votare, é escolher, votar. Selecionamos pelo voto os nossos...

...representantes políticos. Agora, está aberta uma votação diferente, que vai redefinir as Sete Maravilhas do Mundo. Entre as candidatas, há um símbolo do Rio, o Cristo Redentor, do latim redemptore.

Deonísio da Silva Publicado em 29/03/2007, às 12h05

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Deonísio da Silva
Deonísio da Silva
Arrepio: do verbo arrepiar, variante popular da forma erudita horripilar, do latim horripilare, sentir horror, medo, estado em que os pêlos ficam eriçados, porém com mudança de significado para forte emoção. Os franceses se utilizam de frisson para designar o mesmo estado de ânimo, neologismo de largo uso no Brasil e proveniente do latim frictio, fricção, com influências do caso acusativo frictionem, derivado de frictus, do verbo frigere, tremer de frio. No entanto, o arrepio, como sinônimo de frisson, não é motivado pelo frio e sim por emoção e entusiasmo extraordinários. Etanol: de etano, do inglês ethane e do francês éthane, com raiz remota no grego hyles, madeira, designa o álcool etílico. A presença da partícula "eth" vem das raízes gregas e latinas de éter, que em inglês é ether e em francês éther. No grego, é aithér e no latim, aether. A ciência considera o éter "um hipotético fluido cósmico extremamente sutil, que enche os espaços, penetra os corpos e é considerado, pela teoria ondulatória, o agente de transmissão da luz, do calor, da eletricidade". A pesquisa de novas fontes de energia fez do etanol um recurso precioso que poderá, em futuro próximo, amenizar a dependência do petróleo. O etanol esteve na pauta da visita que o presidente George Bush (60) fez recentemente ao Brasil. O presidente Lula (61) reivindicou dos Estados Unidos menos dificuldades no comércio entre os dois países, porque o etanol será item importante de nossas exportações nos próximos anos. O mundo quer evitar o petróleo, que está cada vez mais caro, e deseja como substituto o etanol, que o Brasil tem de sobra. Ele é a nova maravilha dos combustíveis. Redentor: do latim redemptore, redentor, aquele que redime ou resgata, conceito herdado do povo hebreu, que assim designava aquele que, se antecipando ao ano do jubileu, quando as dívidas eram perdoadas, resgatava pessoas e propriedades. Na antiga Roma, tinha o significado de empreiteiro das obras públicas e fornecedor do Estado. Por antonomásia, passou a designar Jesus Cristo, que, morrendo na cruz, redimiu o homem da queda sofrida no Paraíso. Ocorre antonomásia quando substituímos o nome próprio por um substantivo comum. A estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, foi concebida pelo engenheiro Heitor da Silva Costa (1873- 1947) e pelo artista plástico Carlos Oswald (1882-1971), ambos cariocas, mas quem a construiu foi o escultor francês Paul Landowski(1875-1961). Ele trabalhou cinco anos no monumento, mas nunca o visitou. As peças foram montadas e transportadas por via férrea de Niterói até o topo do morro. A idéia da estátua já tinha sido apresentada à princesa Isabel (1846-1921), pelo padre lazarista Pedro Maria Boss, em 1859. Apesar de já existir em 1824 uma estrada de rodagem que levava ao cume do Corcovado, a de ferro só veio a ser construída em 1884. Construído nos anos 1920, o Cristo Redentor foi inaugurado no dia 31 de outubro de 1931, já no governo de Getúlio Vargas (1882-1954), líder da vitoriosa Revolução de 1930. Votar: do latim votare, votar, escolher. Nas eleições, para votar é preciso apresentar o título de eleitor ou um documento de identidade que garanta a máxima "uma cabeça, um voto", evitando, assim, a fraude. Mas está aberta agora uma votação universal pela Internet para escolher, não candidatos políticos, mas as Sete Maravilhas do Mundo, uma idéia do cineasta suíço-canandense Bernard Weber(54), que trabalha no projeto há seis anos. Para ele, esta é "a primeira votação global da história". A votação começou com uma lista de 177 lugares, depois reduzidos a 77, dos quais foram escolhidos 21 finalistas. No processo, votaram 25 milhões de eleitores. Entre os finalistas, está a estátua do Cristo Redentor, do Rio, representando o Brasil. Também concorrem, entre outros, a estátua da Liberdade (Estados Unidos); a pirâmide de Chichén Itzá (México), centro de referência política e econômica da cultura maia; o Coliseu (Itália); o castelo de Neuschwanstein (Alemanha); a torre Eiffel (França); as pirâmides de Gizé (Egito); o palácio de Alhambra (Espanha); o conjunto do Kremlin e da Praça Vermelha (Rússia); a Grande Muralha (China); a cidade de Machu Pichu, (Peru). Quando listou as sete maravilhas do mundo antigo, o engenheiro e escritor grego Philon de Bizâncio (século 3 a.C.) votou sozinho. De suas escolhidas, apenas uma, as pirâmides do Egito, construídas no terceiro milênio antes de Cristo, ainda pode ser vista. As demais estão desaparecidas. São elas: os jardins suspensos da Babilônia, erguidos no século 9 a.C; o templo dedicado à deusa Diana, com 138 metros de altura, do século 4 a.C; a estátua de Zeus, em Olímpia, Grécia, que tinha 12 metros de altura; o mausoléu de Halicarnasso, antigo nome de Bodrum, atual Turquia; o colosso de Rodes, como ficou conhecida a estátua de Apolo construída entre 292 e 280 a.C. e destruída por um terremoto em 225 a.C; e as Muralhas da Babilônia. Estas últimas foram retiradas da lista no século 4 de nossa era, dando lugar ao farol de Alexandria, edificado em 280 a.C. Você pode votar nas novas maravilhas pelo site www.new7wonders.com.

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