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Protetor solar com antioxidante, uma força a mais contra o câncer de pele

Redação Publicado em 01/11/2011, às 12h14 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

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A primavera e o verão são as estações em que o sol é mais forte no Brasil. Também há mais dias ensolarados nesse período. Com isso, aumenta muito o risco da aceleração do processo de envelhecimento da pele e do desenvolvimento do câncer. O câncer de pele é o mais comum no País. Sua incidência aumenta em todo o mundo. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que haverá no Brasil 113850 casos novos neste ano.

O alerta vale sobretudo para a população de Natal (RN). Afinal, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a região da cidade é a terceira com maior incidência de raios solares no planeta, perdendo apenas para a capital boliviana, La Paz, e para áreas da Austrália. Isso se deve ao fato de que tais regiões têm poucas nuvens.

Pode-se evitar o envelhecimento da pele e o câncer, você sabe, protegendo-se dos raios solares com chapéu ou boné, camisa de mangas compridas e calça comprida. Também é fundamentalo usar sempre protetor solar e, na praia e na piscina, tomar sol apenas até as 10h00 e depois das 16h00.

Existe uma novidade, aliás, no setor de protetores solares. Os fabricantes estão incorporando substâncias antioxidantes a esses produtos, o que os torna mais eficazes na prevenção do câncer de pele. Ao comprar, portanto, escolha um que tenha antioxidantes.

Pessoas que têm casos de câncer na família, ou são brancas demais, ou já tiveram câncer de pele, de outro lado, podem aumentar a proteção contra a doença tomando protetor solar por via oral. Isso deve ocorrer apenas em ocasiões especiais, como em um período em que vão ficar por um tempo na praia. Mas a ingestão da substância não dispensa o uso de protetor diretamente na pele.

Já aquelas que têm casos de câncer na família, ou são brancas demais, ou já tiveram câncer de pele e apresentam queratose actínica devem consultar um dermatologista e tratarse, porque pode tornar-se câncer. A queratose actínica se caracteriza pelo surgimento de pequenas áreas ásperas cobertas de minúsculas  “escamas” ressecadas na pele. É mais comum nas faces, careca, orelhas, braços e pescoço a partir da quarta década de vida. Quando há apenas uma lesão pode ser tratada com curetagem, nitrogênio líquido ou até com creme anticancerígeno. Já o tratamento mais eficaz para lesões múltiplas é a fotodinamicoterapia. Consiste em aplicar ácido aminolevulínico nas lesões, deixar por 3 horas e, então,  queimá-las com luz especial.Com isso se destroem as células pré-cancerosas e se evita que se tornem câncer.


O câncer de pele resulta da exposição excessiva à radiação ultravioleta do sol sem protetor. É mais comum em pessoas de pele, cabelo e olhos claros. Forma-se mais em áreas descobertas, como careca, rosto e braços. Os tipos mais comuns são:


• Carcinoma basocelular. É o mais frequente, constituindo 70% dos casos. Em geral surge como uma lesão elevada, meio dura e avermelhada na pele. Cresce e se torna uma ferida que não cicatriza.
• Carcinoma espinocelular. É o segundo mais comum. Surge na forma de uma aspereza que se transforma em ferida, sangra e não cicatriza. Pode espalhar-se para outros órgãos e matar.
• Melanoma. É o menos frequente, mas espalha-se rapidamente para órgãos como o pulmão, o fígado e o cérebro. Em geral se inicia por uma pinta escura. Se não for descoberto logo e tratado, pode matar.