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O que fazer para ter uma boa prótese total e viver bem com ela

Gustavo Lacerda Publicado em 12/04/2007, às 15h54

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Gustavo Lacerda
Gustavo Lacerda
Pesquisa da Ibope Solutions para a linha Corega da GlaxoSmithKline, em 2006, revelou que apenas 54% dos adultos no país têm todos os dentes originais na boca. Ela apurou, ainda, que um em cada grupo de quatro adultos - ou cerca de 30 milhões - usa dentadura ou prótese total, como os dentistas preferem. Desse total, 11% são da classe A, 23% da B e 28% da C. Como se vê, muitos usam prótese total no Brasil. A preocupação com a reposição dos dentes é antiqüíssima. Achados arqueológicos mostram trabalhos feitos no ano 300 a.C. A prótese total na forma que temos hoje é antiga. Um dos trabalhos mais famosos, feito para um estadista americano, data do século 18. Nessa época, reuniram-se os melhores artesãos do mundo para desenvolver tal trabalho, feito de ouro e sustentado com molas para se manter preso nas arcadas. Desde então, as técnicas de confecção e os materiais evoluíram muito. Hoje se emprega resina acrílica de coloração próxima à da gengiva e dentes artificiais com qualidades diferenciadas, o que faz com que nem se perceba quando alguém a está usando. Sobretudo pessoas com mais de 60 anos usam próteses, mas muitos esportistas, como os surfistas, as têm porque sofreram acidentes e perderam dentes. São obrigados a usá-las, ainda, aqueles que fazem radioterapia e depois, por algum motivo, perdem os dentes. Quem se trata de câncer com quimioterapia tem os ossos fragilizados e não pode fazer implantes. É possível usar dentadura em um maxilar ou nos dois. O processo começa, claro, com a escolha de um bom profissional. Se você não conhece nenhum, boa estratégia é optar por um especialista em prótese que tenha agradado a amigos e parentes. A primeira providência do profissional, após exame criterioso, é extrair dentes que subsistam na boca do paciente. Então, faz um molde de alginato e, com base em um modelo de gesso e um registro em cera, monta os dentes artificiais na posição correta, de modo a garantir uma boa estética e funções fonética e mastigatória adequadas. São necessárias quatro a seis consultas para a confecção de uma dentadura; mas, numa emergência, é possível fazê-la em um único dia. No começo, a prótese incomoda e pode até machucar. É normal. Outro fenômeno comumé certa dificuldade para se manter no lugar a do maxilar inferior. Nesse último caso, a saída pode ser utilizar um produto fixador (adesivo). Caso os dois problemas persistam, volte ao dentista para que ele os corrija. Se você pôs dentadura logo após extrair os dentes, saiba que não é definitiva. Nos seis meses seguintes, em função da cicatrização óssea, a arcada sofrerá alterações que irão desestabilizar a prótese. É preciso, então, passados os seis meses de uso, fazer a "definitiva". Uma prótese total, vale destacar, dura em média seis anos. Então é necessário fazer outra. Dentaduras não causam infecção. Podem, provocar, entretanto, entre outros problemas, o aparecimento de hiperplasia fibrosa - aumento no volume de tecido em um local por traumas crônicos - por má adaptação e inflamações na mucosa por microrganismos por falta de higienização. Quem não higieniza bem a boca também pode ter mau hálito. Para evitar tais problemas, se você se utiliza de dentadura deve fazer uma higienização completa tanto dela como da boca depois de cada refeição. Proceda desta maneira: tampe a pia e junte água até a metade dela; desse modo você evita que, se cair, venha a quebrar-se. Retire a dentadura. Lave a boca e, com escova específica, limpe a prótese e a devolva à boca. É recomendado, também, o uso de pastilhas efervescentes para melhor desinfecção das dentaduras. Dormir ou não com elas é decisão do usuário. Agindo assim você terá prazer em usar dentadura e manterá a sua boca saudável.

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