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O ORGULHO VERDE-E-AMARELO

FILMES E PROFISSIONAIS DO PAÍS SÃO ELOGIADOS EM CANNES

Redação Publicado em 20/05/2008, às 13h59

O longa Ensaio Sobre a Cegueira, do brasileiro Fernando Meirelles, abre o festival. - AFP, Getty e Reuters
O longa Ensaio Sobre a Cegueira, do brasileiro Fernando Meirelles, abre o festival. - AFP, Getty e Reuters
Palmas para o Brasil em Cannes. Concorrendo ao prêmio principal com outras 20 produções, os filmes Ensaio Sobre a Cegueira, do diretor Fernando Meirelles (52), que abriu a 61ª edição do badalado festival da Riviera Francesa, e Linha de Passe, de Walter Salles (52) e Daniela Thomas (48), emocionaram o público na Croisette, avenida onde está localizada a sede do evento, e arrancaram longos aplausos nas sessões de gala. "É uma grande pressão e uma grande honra abrir um festival como Cannes", afirmou Meirelles sobre o longa, baseado no livro do português José Saramago (85). O anúncio da premiação será no domingo, 25. Roteirizado pelo canadense Don McKellar (44) e rodado no Brasil, Uruguai e Canadá, o filme tem elenco internacional de peso: o mexicano Gael García Bernal (29), os japoneses Yoshino Kimura (32) e Yusuke Iseya (32) e os americanos Julianne Moore (47) e Danny Glover (61), além da brasileira Alice Braga (25). "Fernando entrou em contato e aceitei atuar. Ele é um diretor de grandes filmes, como Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel", elogiou Glover. Diferentemente da produção de Meirelles, Linha de Passe não traz nomes muito conhecidos do público, excetuando-se Vinícius de Oliveira (21), de Central do Brasil (1998). Mas o desempenho de Vinícius, José Geraldo Rodrigues, Kaíque Jesus Santos e João Baldessarini, que interpretam irmãos da periferia paulista, recebeu elogios da crítica. "Trabalhando com atores jovens, que estreavam em cinema, buscamos fazer algo mais solto", explicou Salles. Apesar de estar seguindo carreira internacional, Rodrigo Santoro (31) vem ajudando a alavancar o nome do cinema no país. O ator aparece em dois longas selecionados para concorrer à Palma de Ouro, o americano Che, de Steven Soderbergh (45), e o argentino Leonera, de Pablo Trapero (36). Durante entrevista, ao ouvir crítica de que o cinema brasileiro estaria mais voltado para exportação, ao contrário do argentino, Santoro reagiu. "É complicado generalizar", disse ele. O nome dos profissionais brasileiros foi lembrado até por quem só foi a Cannes para divulgar seu trabalho. Caso do ator Jack Black (38), que empresta a voz para o Panda Po, protagonista do desenho Kung Fu Panda. Deixando claro seu desejo de conhecer o Rio, ele elogiou Lúcio Mauro Filho (33), responsável pela dublagem do personagem em português. "Disseram-me que ele é muito bom, mas é melhor nem tentar me imitar", avisou o irreverente americano, ao lado dos atores Angelina Jolie (32) e Dustin Hoffmann (70), que também dublam o longa de animação. Outra produção fora da seleção do festival, Indiana Jones e o Reino da Caveirade Cristal teve uma das sessões mais disputadas em Cannes, com direito a cadeiras extras. O filme, dirigido por Steven Spielberg (61) com roteiro de George Lucas (64), traz de volta Harrison Ford (65) atuando pela quarta vez na pele do mais famoso arqueólogo do cinema.