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"Não vamos abrir uma porta, vamos escancará-la", diz Marcello Antony sobre casal gay em "Amor à Vida"

Marcello Antony interpreta o advogado Eron em 'Amor à Vida'. O personagem é casado com Niko, vivido por Thiago Fragoso, e vai se envolver com Amarilys, personagem de Danielle Winits

Renan Botelho Publicado em 07/06/2013, às 07h51 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Niko (Thiago Fragoso) e Eron (Marcello Antony) - Divulgação/ Globo
Niko (Thiago Fragoso) e Eron (Marcello Antony) - Divulgação/ Globo

Marcello Antony está empolgado com o desafio que começa a enfrentar a partir desta sexta-feira, 7, em Amor à Vida, da Globo. O ator interpreta Eron, um advogado bissexual que vai planejar um filho de barriga de aluguel com seu marido, Niko, vivido por Thiago Fragoso.

“Acho que qualquer desafio para qualquer profissional traz essa empolgação. É o que me faz querer mergulhar fundo, querer abordar um assunto que está tão em voga hoje em dia”, diz Marcello, que afirma ter feito a lição de casa e estudado tudo sobre os direitos dos homossexuais e a adoção de crianças por casais gays. “Dizem que ‘vamos abrir uma porta’. Não, não vamos abrir uma porta, vamos escancará-la de vez. A porta já tinha sido aberta. A novela vai abordar vários temas, mas acredito que esse tema, a homossexualidade, do jeito que vai ser colocada, como nunca foi, vai trazer a sociedade para falar e pensar sobre isso”, diz o ator, que apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

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Niko e Eron vão pedir para a médica Amarilys, personagem de Danielle Winits, ser a barriga de aluguel do casal. O problema é que ela acabará despertando algo a mais em Eron, deixando o casal em conflito.

“Como é novela e todo casal passa por uma crise, eu espero que o público acabe torcendo para eles [Niko e Eron] ficarem juntos. O grande barato vai ser perceber que quando tiver esse atrito com a Amarilys, o público vai torcer para eles. Se isso não acontecer, não vai ter sentido nenhum essa trama ser desenvolvida”, comenta Marcello.

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O ator acredita que interpretar Eron é um risco. “São vários adjetivos: delicado, prazeroso e desafiante. É como andar em um slackline (esporte de equilíbrio em uma fita estreita de nylon) no topo da montanha, sem proteção. Você tem que estar muito seguro, treinado e focado para não cair. É um mergulho no escuro”, afirma Marcello.

Sem estereótipos

Eron e Niko vão mostrar dois homossexuais com perfis diferentes. Enquanto o personagem de Thiago será mais desinibido, o papel de Marcello faz a linha séria. “O Niko é muito mais ousado. Mas não vai ter o estereótipo. Os dois formam um casal convencional, normal, mas sem fazer caricatura”, comenta.

Para o trabalho, Marcello viu séries estrangeiras que abordam temáticas gays, como Queer as Folk (2000 à 2005) e Brothers and Sisters (2006 à 2011).

Além da crise no relacionamento e da tentativa de ter um filho, Eron também vai se envolver nos problemas do Hospital San Magno, cenário central da novela. “Em um determinado momento da trama, ele vai advogar pelo hospital e vai acabar descobrindo as falcatruas todas que o Félix (Mateus Solano) está armando para se dar bem. Mas isso é muito mais lá na frente”, revela.