Revista CARAS
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS

Luana Piovani confessa: "Continuo chata, mas muito gostosa"

Em entrevista a CARAS Digital, Luana Piovani fala sobre a vontade de engravidar, revê frases polêmicas ditas por ela ao longo de 21 anos de carreira e diz que a maturidade a modificou: "A panela de pressão se acalmou"

Flávia Faccini Publicado em 27/11/2014, às 15h25 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Luana Piovani - TV Globo / Divulgação
Luana Piovani - TV Globo / Divulgação

"Quer um café, um bolo de cenoura? Está uma delícia, come um pedacinho, fica à vontade". Foi assim que Luana Piovani recebeu a reportagem de CARAS Digital no camarim do musical infantil Mania de Explicação, de Adriana Falcão e Luiz Guilherme Lins, em cartaz até 30 de novembro no teatro do Shopping Frei Caneca, em São Paulo.

O lado gentil da atriz de 38 anos, que também pode ser vista na TV Globo como a psicóloga forense Vera no bem sucedido seriado Dupla Identidade, muitas vezes fica oculto por quem se deixa levar pela avalanche de notícias publicadas sobre ela em sites de celebridades.

Luana, que é casada com o surfista Pedro Scooby e mãe do pequeno Dom, como ela mesmo se define, "assusta pela sinceridade": fala o que pensa, e isso a leva para bem longe do politicamente correto que cerca a maioria das atrizes de seu porte. Como resultado desse temperamento, fica difícil encontrar quem não tenha uma opinião formada sobre ela: há quem ame - e quem odeie. Luana? Pouco se importa. "Eu sou uma pessoa que banca as minhas escolhas", afirma, não sem deixar transparecer um certo orgulho na voz.

Isso se reflete não só na sua relação com a fama, mas também em suas escolhas profissionais. Sem pestanejar, deixou de lado a segurança de um contrato longo com uma emissora de TV para dedicar-se a outros paixões, como o teatro infantil. "Não me arrependo nunca de ter escolhido o caminho que escolhi, porque acho que as escolhas que fiz é que me levam a ser a pessoa que sou.  Não me adiantava nada ter aceito alguns papéis que recusei, ter ganhado um monte de dinheiro e não ter contado as histórias que eu queria contar, feito as coisas que quis fazer.  Não me arrependo nem um pouco das escolhas que fiz", garante.

A firmeza com que faz suas escolhas e com que banca suas atitudes, no entanto, não fez de Luana inflexível. Tal qual Raul Seixas - não por acaso, são deles as canções da trilha do espetáculo - a atriz garante ser "uma metamorfose ambulante".

"Tenho isso dele, com certeza. E faço muitos planos, sou virginiana: quero falar duas línguas até fazer 40 anos, quero muito engravidar o ano que vem... Eu me permito mudar de opinião. Sou gente, reflito, mudo se for necessário", afirma.

Pensando nisso, CARAS Digital separou algumas frases ditas por Luana em seus 21 anos de carreira para que a própria atriz analisasse as mudanças que a passagem dos anos fez em suas convicções. Confira abaixo:

"Minha mãe e meu terapeuta dizem que eu falo demais. Talvez eu fale demais mesmo".

Nisso eu acho que mudei bastante com o passar dos anos. Minha mãe talvez não ache que eu fale demais,  e eu mesma não acho que eu falo demais. Acho que eu me acalmei, embora não deixe de expressar as minhas opiniões quando julgo necessário.

" Na minha opinião, mulher de fio dental nunca vai ser sensual".

Continuo achando que mulher de fio dental não é nada sensual. Acho que a sensualidade está na naturalidade, não na exposição óbvia, no dedo na boca. Se você tem a intenção de ser sensual, se você procura isso, aí já não tem mais sensualidade.

"Quero vencer na vida para nunca ter que ir para A Fazenda".

Penso igual. E não é? São as escolhas que fiz e faço.

"Sempre achei a tristeza mais bonita que a alegria".

Não é que eu acho que a tristeza é mais bonita, mas acho que há uma beleza na tristeza, sim.

"Fidelidade é utopia".

Taí, nisso eu mudei. Não acho mais que fidelidade é utopia. Eu já fui assim... Fidelidade é escolha, é uma escolha que fiz para mim agora. É o que cabe na minha vida nesse momento.

"Eu não me acho o máximo. Se me achasse, estaria na capa da Playboy, porque é isso que as capas dessas revistas pensam".

Sim, é meio por aí. Continuo achando que quem está na capa da Playboy é porque se acha o máximo. Quanto a mim, nunca posei porque não pagaram o valor que acho justo.

"Sou chata, mas sou gostosa".

Nisso penso igualzinho. Continuo achando que sou chata mas sou muito gostosa, com certeza.

"É um porre ter que dar satisfação o tempo todo, ser simpática mesmo estando com cólica."

Penso igual. É mesmo muito chato ter que ser simpático o tempo todo, sorrir o tempo todo, mesmo quando a gente não está com vontade. Não é o natural. As pessoas acham que quem é famoso tem que estar em um molde, sempre sorridente, sempre feliz, e não é assim.

"Sou uma panela de pressão em ebulição."

Eu falei isso? Que engraçado... Não, eu acho que essa panela de pressão se acalmou. Mas acho que o que me fez acalmar não foi a maternidade, não, foi a maturidade, a passagem dos anos. Não tenho mais a impulsividade que tinha quando disse isso. Eu, definitivamente, me acalmei.