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TV / MARIA GAL

Empreendedora, atriz de Amor Perfeito abriu negócio para diminuir racismo na TV

Em entrevista à revista CARAS, a atriz Maria Gal, de Amor Perfeito, comentou como surgiu oportunidade de criar produtora e revelou sonhos

por Surenã Dias

sdias_colab@caras.com.br

Publicado em 18/08/2023, às 18h51

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Atriz Maria Gal, da novela Amor Perfeito, revelou sonho de virar apresentadora da TV Globo - FOTO: MARIANA QUINTÃO
Atriz Maria Gal, da novela Amor Perfeito, revelou sonho de virar apresentadora da TV Globo - FOTO: MARIANA QUINTÃO

Com dez anos de carreira, a atriz Maria Gal (47), a Neiva da novela Amor Perfeito, da TV Globo, sabe muito bem o espaço que ocupa e como pode usar dele para potencializar ações de representatividade. Em entrevista à revista CARAS, a artista revelou como decidiu montar sua própria produtora de audiovisual, a Move Maria. 

Criada com objetivo de ampliar a presença negra na mídia, a produtora surge a partir de uma inquietação de Maria Gal diante do cenário cultural brasileiro, que ainda tem dado pouco espaço para pessoas como ela. 

“Pessoas negras têm muito valor, é importante contar suas narrativas e memórias. O audiovisual tem uma imensa importância para a gente e é preciso trazer essa temática, não só na frente, mas por trás das câmeras também”, pontua. 

Segundo a atriz, ainda é muito difícil ver pessoas de pele retinta tendo destaque na mídia e sua produtora chega para mudar esse contexto. "Eu sou uma mulher preta, retinta nordestina, nariz largo, lábios grossos, fora do padrão de mulher. Existe o colorismo: quanto mais traços afro, menos oportunidades no mercado de trabalho", afirmou.

"Por conta dessa necessidade de trabalho, abri essa empresa para demonstrar o oposto do que vemos. Pessoas negras têm muito valor, é importante contar as suas narrativas, memórias. Nasce, então, a Move Maria", completou.

No ano passado, a artista tirou do papel o programa Preto no Branco, que foi transmitido nas emissoras Band News TV e Arte1. Ela conta que ficou surpresa com a repercussão positiva do talk show, que se preocupava em levar informação sobre a temática racial de maneira acessível. 

"Tivemos números de audiência que nem imaginávamos. A missão da produtora é trazer não só essa representatividade, mas também audiência, agregar valor. Eu brinco que foi um programa de letramento racial disfarçado, para falar de racismo e finanças, racismo e mundo corporativo, racismo na publicidade", disse. 

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Com o ótimo desempenho na frente das câmeras, Maria agora sonha em ter mais oportunidades para desenvolver seu lado comunicadora e confessa que subir em um palco da TV Globo é seu maior desejo. 

"Eu sonho alto, sim, por que não? Quero comunicar para mais pessoas. É uma coisa que comecei a trilhar há pouco e que gosto muito. Tem tão poucas mulheres pretas retintas nessa função de apresentadora. Nós temos a maravilhosa Maju Coutinho, mas ainda falta mais. Quero também construir família. Tenho um relacionamento, quero ter um filho logo e ter uma família maior", declarou.