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"A vida tem de ser boa e tranquila para todo mundo", diz Aline Fanju

Politizada e sempre pronta ao diálogo, ela fala de manias e volta ao teatro

CARAS Publicado em 27/06/2016, às 08h17

Na Ilha de CARAS, a atriz conta do adeus a Maristela de Totalmente Demais, sua estreia em humor na TV. Em agosto, encena Decadência - CÉSAR ALVES
Na Ilha de CARAS, a atriz conta do adeus a Maristela de Totalmente Demais, sua estreia em humor na TV. Em agosto, encena Decadência - CÉSAR ALVES

Aos poucos, Aline Fanju (36) começa desconstruir a periguete Maristela de Totalmente Demais, trama das 7 que terminou em 30 de maio. O papel foi uma novidade, representou sua estreia fazendo humor na televisão. Um dos primeiros passos para despedirse da personagem foi dar uma pausa na malhação e no balé fitness. Aliás, parar e recomeçar os exercícios já é corriqueiro na vida da atriz, que subiu ao palco pela primeira vez aos 13 anos. “Acho importante estar bem fisicamente nessa profissão, mas sou um tanto indisciplinada com a ginástica. Sou daquelas que, quando o trabalho acaba, abandonam. Depois volto, aí paro de novo. Para compor a Maristela, escolhi estar mais magra. Por isso, intensifiquei meus exercícios”, contou. Em suas férias, Aline reservou um tempo para matar saudades da irmã, a assessora de imprensa Carol Fanjul (34), que está com o marido, o ator Miguel Thiré (33), em Lisboa, onde ele foi gravar a novela A Impostora para a emissora portuguesa TVI. As duas planejam viagem a Espanha e Alemanha. Depois do tour, a atriz começa preparar sua volta ao teatro. Ela vai encenar o espetáculo Decadência, ao lado de Erom Cordeiro (39), que estreia em agosto no Sesc Copacabana, Rio.

– Você incorporou algo da personagem Maristela? Está sendo fácil desconstruí-la?

– Vira e mexe me vejo falando alguma coisa do jeitinho dela, fazendo uma piada no seu tom de voz... Mas já estou estudando os personagens da peça, então, daqui a pouco, vou estar preenchida com outros trejeitos e tons. Mas o alto-astral dela podia ser o meu também, e a gargalhada fui eu quem emprestei para ela. No resto, somos muito diferentes. Eu gosto muito de arte, de ler, de ir a exposições e de turismo cultural. E a maneira como ela lidava com o amor e a relação amorosa não é a minha, por exemplo.

– E como você é nas relações?

– Sou supersensata e totalmente a favor do diálogo. Se estou me sentindo insegura ou não estou gostando de alguma coisa, vou sempre conversar. Não tenho nada de barraqueira.

– Considera-se vaidosa?

– Tenho as minhas manias. Sou viciada em creme hidratante. Então, tenho para o pé, o corpo, o rosto, a mão. E sempre tive um carinho especial com o cabelo, gosto de cuidar dele.

– Curtiu o visual loiríssimo?

– Achei que tinha ficado muito legal e divertido, mas que trabalho! Hidratação, retoque...

– Você mostra-se bastante politizada nas suas redes sociais. O que a mobiliza?

– A luta contra a homofobia, contra o racismo e a luta do feminismo são causas que me sensibilizam e faço questão de endossar. A vida tem de ser boa e tranquila para todo mundo. Há pessoas que precisam deixar de ser egoístas!

– Em breve estará no teatro. Tem alguma superstição ou ritual antes de subir ao palco?

– Faço uma reza minha, própria, na coxia sozinha. Em um momento, peço ajuda a Dionísio/ Baco e a todas as entidades simpatizantes do teatro.