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AS PAIXÕES DO ATOR ANTONIO CALLONI

ELE SE DECLARA A PEDRO E ILSE, MAS EVITA O CLICHÊ DE UMA FAMÍLIA PERFEITA

Redação Publicado em 18/04/2007, às 11h19

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No jardim da Ilha, sentados em um edredon Mmartan, Calloni e Ilse lêem sobre história da arte
No jardim da Ilha, sentados em um edredon Mmartan, Calloni e Ilse lêem sobre história da arte
por Luciana Marques Ator, escritor e até pintor nas horas vagas. A paixão pela arte sempre permeou a vida de Antonio Calloni (45). Porém, a dedicação aos inúmeros papéis em 28 anos de carreira fica em segundo plano diante do filho, Pedro (12), e da mulher, a jornalista Ilse Rodrigues (45), com quem está casado há 14 anos."Quero ficar com ela para o resto da vida. Nunca pensei em me separar da Ilse. E não imagino outro filho que não seja o Pedro", declara-se ele, que viveu o Padre José, em Amazônia, e vai filmar, no Sul, o longa-metragem Dias e Noites. Orgulhoso do clã, ele só evita o clichê de família perfeita. "Ninguém mais quer passar esta imagem, não é real", afirma, na Ilha de CARAS. Ponderado, Calloni confessa ainda que dificilmente algo lhe tira do sério. "Tento sempre o caminho do equilíbrio. Mas, se explodir, vai ficar tudo escuro na minha frente", conta ele, que acumula cerca de 30 trabalhos na televisão, 20 filmes e 18 peças. "Meu caminho na profissão de ator está dentro do que tem que ser. Nunca pensei em fazer outra coisa a não ser atuar. Sou apaixonado por meus personagens", afirma. Autor de quatro livros, entre eles o de poemas Os Infantes de Dezembro, de 2000, premiado como revelação pela Academia Carioca de Letras, e o romance Amanhã Eu Vou Dançar, de 2002, ele já planeja lançar o próximo. "Estou trabalhando no quinto. Mas não tenho esta preocupação de quando eu vou editar. Escrever para mim é um prazer, não uma obrigação. Faço, se não gosto, jogo fora e escrevo de novo. É um exercício da melhor qualidade", diz. - Feliz com a carreira?Calloni - Não me acho supervalorizado, nem que tenham cometido injustiças comigo. O meu último papel na TV, o Padre José, de Amazônia, foi maravilhoso, eu amei fazer. Ele era um padre completamente atípico, adorava pescar, estar no meio do mato, era extremamente amoroso, contava causos, mentiras... Sou apaixonado pelos meus personagens. Meu caminho está dentro do que tem que ser. Não teria outra coisa a fazer, talvez abrir um açougue. Já disseram que tenho cara de açougueiro. - Você parece ter um casamento feliz...Calloni - Só nunca quis pintar uma família como um mar de rosas, isso não existe. A rotina de um casamento faz você se sentir seguro, mas cansa. É um jogo difícil de lidar. Então é bom surpreender, uma viagem muda o ritmo, uma palavra, um presente. Temos brigas como todo o casal, mas nunca passamos por uma grande crise. Nunca pensei em me separar da Ilse. Quero ficar com ela para o resto da minha vida. - O que um admira no outro?Calloni - Ilse é linda e tem várias facetas. É companheira, amante, mãe, inteligente, batalhadora e muito gostosa. Ilse - A tranqüilidade, a dedicação e a compreensão como pai. Nunca disse: 'meu filho tem que fazer isso'. Sou irritada às vezes e ele me respeita. Fora a entrega aotrabalho. Calloni é muito focado. - E os defeitos?Calloni - Eu não sou tão calmo quanto pareço. Quando explodo, fica tudo escuro na minha frente. Mas são poucas as vezes em que isso acontece. Tento sempre o caminho do equilíbrio. Mas a Ilse é absolutamente perfeita. (risos) Ilse - Ele é muito bem-humorado. E eu sou pilhada, ansiosa. O que mais me incomoda é que ele deixa um monte de coisa espalhada pela casa. Pedro é igualzinho. É uma competição para ver quem desarruma mais. Fora isso, os dois são muito calmos, na maioria das vezes me irrito por isso (risos). - Fidelidade é importante?Calloni - Acho essencial. Tem que ser fiel, senão não funciona. Eu não acredito em casamento aberto. Mas esse é o meu modo de viver. Para quem consegue isso, pode ser um barato. Ilse - Fidelidade é fundamental. Não sou nem um pouco moderna. Não admitiria uma traição. - Como é a relação com Pedro?Calloni - Ele é minha paixão. Faz música e toca muito bem bateria. É inteligente. Sinto que está crescendo bem. Esta parte da educação, a Ilse está sempre assessorando. Não que eu fique de fora, mas acho que faz mais parte do universo feminino. Eu deseduco. Ilse - Ele mima muito o filho. E fica até mais chocado do que eu com as namoradinhas do Pedro. É engraçado (risos). - Como está após a depressão?Calloni - Isso foi superado. E não sofri com ela ano passado. Foi um engano o que falaram. Saí de Páginas da Vida porque estava cansado. Já havia tido depressão e estava no caminho de voltar a ter. Agora me cuido. E tenho a ajuda do meu analista. Independente da depressão, é ótimo fazer análise. - O que faz nas horas vagas?Calloni - Adoro viajar em família. Nossos programas são sempre a três. Sonho em poder viajar sempre, conhecer o mundo... Também gosto muito de pescar. Pesco na Baía de Guanabara, saio em alto mar. É uma forma de você aprender a gostar e respeitar mais a natureza. Ela não está aí só para ser apreciada, a gente precisa verdadeiramente dela. Tem que extrair da natureza, só que com equilíbrio, o que não está havendo. Não se pode deixar de pescar, de derrubar árvore, mas tudo tem que ser feito com equilíbrio FOTOS:MARIANA VIANNA/A7 FOTOGRAFIA