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Decoração / Anuário

Ilumine a casa

Na hora de decorar, uma iluminação bem feita garante o sucesso e a beleza de um projeto. Dessa opinião compartilham Os principais arquitetos e designers de São Paulo.

Redação Publicado em 12/12/2008, às 12h54 - Atualizado às 12h56

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Roberto Migoto
Roberto Migoto
Unir beleza, criatividade, funcionalidade e tecnologia é a palavra de ordem na hora de trabalhar a iluminação de uma casa. Através dela você cria cenários, destaca móveis, quadros e detalhes que mais gosta. Existem pessoas mais sensíveis à claridade, que não toleram luzes diretas, e outras que têm pavor de lugares escuros. É importante conversar com seu decorador e deixar claro - sem trocadilho - como se sente mais confortável. Léo Shehtman, que atua no mercado de arquitetura e design há quase 28 anos, resume a ciência da iluminação em uma palavra: "milagre". E acrescenta: "Com ela é possível destruir ou valorizar muito um ambiente. Luzes podem deixar um lugar triste, alegre, romântico ou em clima de festa", afirma. Tecnologia de ponta é fundamental. "Nos projetos mais sofisticados, a casa é toda inteligente. Você regula a cena como quer, uma para receber, outra para o dia-a-dia, uma para a leitura, uma para assistir a um filme. Tudo é programado, basta apertar um botão do controle remoto e a iluminação da casa toda muda", explica Oscar Mikail, designer de interiores. "Não é preciso ir de abajur em abajur, interruptor em interruptor, você programa do jeito que quer e controla tudo. É a automação", esclarece. O ideal é trabalhar luzes específicas para cada ambiente. A iluminação do living deve ser versátil. Crie efeitos utilizando vários spots espalhados, externos ou embutidos, no teto ou em cantos de parede, com lâmpadas dicróicas que têm foco concentrado. Mas tenha cuidado para não colocá-los sobre sofás, de forma muito dirigida, para não causar desconforto aos olhos. Uma boa opção é acendê-los alternadamente, o que é possível através da automação, como ensinou Oscar Mikail. Já existem placas com diferentes dimmers que são programadas previamente. Abajures e luminárias podem fazer parte dessas combinações. Isso possibilita que sejam acesos, por exemplo, um determinado número de spots juntamente com um único abajur. Tudo com o simples acionamento de uma tecla. Mas se você dispõe de apenas um dimmer, controle a intensidade da luz para criar um ambiente mais confortável.
"Luzes podem deixar um lugar romântico, alegre ou triste." Léo Shehtman
Na sala de jantar, um belo lustre pendente sobre a mesa confere uma atmosfera quente e deve ser colocado a uma distância de no mínimo 70 cm. Lâmpadas dicróicas, nesse caso, só devem ser utilizadas para compor algum cenário, ressaltando pratos, talheres ou objetos. Nos quartos, o ideal é ter uma iluminação aconchegante, porém com a possibilidade de luz intensa para a hora de se vestir ou ler. Um ponto central, plafon ou pendente, com foco voltado para o teto é uma boa opção, mas, se ele for baixo, instale spots embutidos com foco dirigido, distribuídos por todo o espaço. Para as mesas laterais à cama, luminárias articuladas facilitam a leitura. De novo nos quartos, não se esqueça do dimmer. Ele ajuda a compor cenários mais agradáveis e até românticos.
"Nos projetos mais sofisticados, a casa é toda inteligente." Oscar Mikail
Cozinhas devem ser sempre bem iluminadas. No banheiro, não confie nos spots que ficam em cima do espelho: a luz fria torna a pele pálida e, por isso, as mulheres correm o risco de exagerar na maquiagem. Para corrigir, o melhor é misturar lâmpadas quentes e frias. No local de trabalho, utilize luz direta e aproveite a luminosidade natural das janelas. Patrícia Serralha, jovem designer de interiores de São Paulo, já discutiu o tema em alguns congressos e aprendeu que, mesmo que deseje fazer a decoração mais sublime, se não planejar uma boa iluminação, corre o risco de torná-la o pior trabalho da sua vida. Roberto Migotto, consagrado arquiteto paulista, que participa da Casa Cor desde 1993 e foi várias vezes finalista do prêmio A&D de Arquitetura e Decoração, assina embaixo: "Se você quer estragar um projeto, erre na iluminação", diz. "Não gosto de nada muito pontuado, nem de iluminação que parece um céu estrelado, uma nave-mãe chegando, prefiro a mais indireta, as obras de arte focadas com uma luz específica, acho essa brincadeira bem interessante", opina. Para o arquiteto e designer italiano Ugo di Pace, radicado em São Paulo desde os anos 1960, é realmente a iluminação que faz o clima da casa. "Com ela, a gente cria uma porção de cenas. Conforme muda o seu estado de espírito, muda o clímax, muda a atmosfera, muda tudo", explica.
"Se quer estragar um projeto, erre na iluminação." Roberto Migotto
Lustres, luminárias, arandelas, abajures. Escolha a opção mais indicada para cada ambiente com a ajuda de um especialista e use as luzes a seu favor.