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Atualidades / Festa em Wakanda!

Junto com os recordes, o Oscar 2019 quebrou um paradigma importantíssimo; entenda!

Representatividade foi exaltada em parte das categorias da cerimônia

Pedro Henrique Publicado em 25/02/2019, às 16h01 - Atualizado às 17h24

Produção da Marvel venceu três das categorias da premiação - Divulgação/Getty Images
Produção da Marvel venceu três das categorias da premiação - Divulgação/Getty Images

O Oscar 2019 ficou marcado por mais uma cerimônia incrível organizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O evento contou com a presença de grandes nomes durante toda a noite do último domingo, 24, desde os apresentadores até os concorrentes e vencedores. Ao todo, foram 24 categorias que contaram com diferentes celebridades para anunciar os vencedores da 91ª edição da premiação mais renomada do universo cinematográfico.

Porém, um recorde foi quebrado em 2019! O que fez com que milhares de pessoas pudessem celebrar a representatividade que foi ressaltada pela Academia ao definir quem receberia as sonhadas estatuetas. Deixando para trás o número atingido em 2017, quando cinco personalidades negras venceram o prêmio, nesta edição o número aumentou para sete representantes, a maioria relacionada ao sucesso Pantera Negra, o herói negro da Marvel.

Somente da produção que conta a história de T'Challa, príncipe do reino de Wakanda, foram três categorias: Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora. Em todas, os responsáveis pela produção fizeram questão de ressaltar a representatividade em seus respectivos discursos. Vale ressaltar que outro marco importante veio à tona. Pela primeira vez, em duas das categorias, o Oscar premiou mulheres negras. As vencedoras foram Ruth E. Carter, em Figurino, e Hannah Beachler, em Design de Produção.

“Isso levou tanto tempo… Spike Lee, obrigado por ser meu começo. Espero que isso te deixe orgulhoso”, disse Ruth. “A Marvel pode ter criado o primeiro grande herói negro, mas graças ao figurino nós o tornamos um rei africano”, completou.

Além deles, as honras de Melhor Atriz e Ator Coadjuvante também foram para grandes nomes da cultura afrodescendente: Regina King e Mahershala Ali venceram com suas atuações em Se a Rua Beale Falasse e Green Book, respectivamente. Vale ressaltar que esta não é a primeira vez que o rapaz conquista o Oscar. Devido a sua atuação em Moonlight, ele também levou na mesma categoria.

Outra obra que também deu o que falar durante a cerimônia foi Infiltrado na Klan, que conta a história de um policial negro que entra em um dos movimentos mais extremistas dos Estados Unidos a fim de saber um pouco mais sobre os responsáveis. O roteiro, que foi assinado por Spike Lee,rendeu mais um prêmio para o icônico produtor norte-americano ao lado de Kevin Willmott.

Em seus respectivos discursos, ambos fizeram questão de ressaltar o poder dos negros no universo cinematográfico. Em tons de crítica, eles deixaram uma mensagem bem reflexiva para todos os presentes e telespectadores.

"O dia é 24, o mês é fevereiro, que é o mês mais curto do ano e também é o Mês da História Negra. O ano é 2019, o ano é 1619, 400 anos. 400 anos que nossos antepassados foram roubados da África e trazidos para a Virgínia  e escravizados. Nossos ancestrais trabalharam na terra durante o dia e a noite. Minha avó economizou 50 anos para me mandar seu neto mais velho para a faculdade", disse ele.

Por fim, Peter Ramsey, que venceu na categoria de Melhor Animação com Homem Aranha no Aranhaverso, protagonizou um grande marco, justamente por ser o primeiro negro a conquistar o Oscar nesta categoria.

Wakanda está em festa! E que essa festa se repita a cada ano que passa com mais recordes e paradigmas quebrados. Parece que a mensagem que fica explícita na obra da Marvel realmente se fez valer ao mostrar que a união e igualdade podem realmente mudar qualquer cenário.

Que continuemos nesta mesma linha de raciocínio.