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Wagner Pinto apresenta sua arte

Artista plástico gaúcho comemora sucesso da exposição “Graphias – do Papel ao Pixel”, que esteve em cartaz no Memorial da América Latina, em São Paulo

Redação Publicado em 26/01/2010, às 13h11 - Atualizado em 27/01/2010, às 16h39

Wagner Pinto - Divulgação
Wagner Pinto - Divulgação
Desde criança ele queria ser artista. Hábil com os desenhos, o gaúcho Wagner Pinto iniciou jovem sua trajetória profissional. Dedicado, estudou artes gráficas, trabalhou como diretor de arte e a cerca de quatro anos está realizando um sonho. "Falo que os caminhos se cruzaram e pude realizar o meu plano de vida, que era viver da minha arte". Festejando o sucesso da exposição Graphias - do Papel ao Pixel, que esteve em cartaz no Memorial da América Latina durante o mês de janeiro, ele falou com exclusividade ao Portal CARAS. - Como foi participar da exposição em um espaço de arte tão conceituado do nosso país? - Um enorme prazer. O espaço é maravilhoso, a curadoria ficou muito boa. Acho o tema bem pertinente, pois tem muito artista que transcende a pintura e o desenho tradicionais e vão muito além do que podemos imaginar. A mostra deu um panorama bem completo do que anda acontecendo no Brasil e no Mundo. - Ano passado você esteve bastante presente no exterior com seu trabalho. Como tem sido a recepção? - Fui muito bem recebido em todos os países onde estive. Existe um respeito muito grande aos artistas brasileiros, as pessoas realmente se informam sobre seu trabalho, se aprofundam, os questionamentos durante as aberturas são sempre muito pertinentes. Os estrangeiros são muito deslumbrados com a nossa cultura e como meu trabalho traz referências do candomblé e do Santo Daime a curiosidade é inevitável. - Muitos artistas plásticos falam que é muito complicado viver de arte no Brasil. Você concorda? - Concordo em parte. Acho que hoje em dia está muito mais fácil viver de arte no Brasil do que antigamente. O advento da internet contribui a cada dia com isso, é um fenômeno, uma globalização da arte. O que pra mim é difícil no Brasil é em relação a tributações, leis de importação e exportação de arte. Acho que é um assunto que não foi visto ainda da maneira certa pelo ministério da cultura, pois as coisas estão acontecendo muito rápido hoje em dia. - A arte está cada vez mais inserida na vida urbana através de instalações e projetos comerciais. Você acredita que isso é uma tendência? - Sim, certamente é uma tendência, principalmente no mercado de propaganda, o que de certa forma é bom para a sociedade de uma maneira geral. Um galerista de São Paulo uma vez comentou que a arte no futuro próximo seria consumida assim como a música, ou seja, em grande escala. Ele fez uma comparação interessante com o surgimento do rock, que mudou e popularizou a música no mundo, com o surgimento do grafite, que vem tornando a arte cada vez mais acessível a toda população. - Onde você nasceu no Rio Grande do Sul? - Nasci em Porto Alegre, mas passei parte da minha infância em Santa Maria, uma época muito preciosa. - Tem parentes por lá ainda? Como é sua relação com sua terra natal? - Tenho toda minha família por lá, e tenho um filho também, o Zack, que tem 9 anos. Eu vivo entre Porto Alegre e São Paulo. Gosto muito do Rio Grande do Sul, ainda pretendo voltar para lá um dia. Tenho vontade de morar um tempo na fronteira, no extremo sul do litoral, é uma região muito bonita e inspiradora. Hoje em dia meu lugar é em São Paulo.