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"Batemos um bolão", avalia Gabriel Braga Nunes sobre trabalho em 'País do Desejo'

Em clima de grande amizade e admiração, Fabio Assunção, Maria Padilha e Gabriel Braga Nunes trocam elogios sobre trabalho em equipe realizado no filme 'País do Desejo', com direção de Paulo Caldas

Redação Publicado em 23/01/2013, às 01h14 - Atualizado em 24/03/2020, às 15h20

Fábio Assunção, Maria Padilha e Gabriel Braga Nunes lançam o filme 'País do Desejo' em São Paulo - João Passos
Fábio Assunção, Maria Padilha e Gabriel Braga Nunes lançam o filme 'País do Desejo' em São Paulo - João Passos

Se tem algo que a convivência em um set de filmagem proporciona a sua equipe é a rica experiência de conhecer melhor seus colegas de trabalho e até criar fortes vínculos profissionais e pessoais. Mas para o elenco do filme País do Desejo, formado por Fabio Assunção (41), Maria Padilha (53) e Gabriel Braga Nunes (40), parece que a convivência durante dois meses na zona da mata de Pernambuco fortaleceu uma amizade bastante verdadeira.

Com um entrosamento afinadíssimo, o trio de atores passou a noite desta terça-feira, 22, rasgando elogios sobre o trabalho em conjunto realizado no filme de Paulo Caldas, que teve pré-estreia em São Paulo e entra para o circuito nacional no próximo dia 25.

"Trabalhar com os meninos foi um prazer enorme. O Gabriel já era próximo, foi ótimo estar com ele. E adorei contracenar com Fabio também, ele é um ator muito disponível, concentrado e sério durante o trabalho. Ele joga totalmente a favor da cena e do que está acontecendo", elogiou Maria Padilha, a grande dama do filme, enumerando as qualidades dos colegas de trabalho. Na trama de País do Desejo, Maria interpreta a pianista Roberta, refém de uma doença terminal que se envolve em um triângulo amoroso com os personagens de Fabio e Gabriel, irmãos na ficção. Relação de irmão, inclusive, apontada como um dos pontos altos do longa-metragem por Gabriel Braga Nunes. "Existe uma relação muito bonita entre meu personagem e o do Fabio. Somos dois irmãos, muito cúmplices, muito amigos, que cresceram no mesmo contexto e foram para caminhos diametralmente opostos. E apesar de todas as diferenças, eles têm muita cumplicidade. Ao longo das filmagens conseguimos traçar muito bem não só as diferenças, que estavam muito claras no roteiro, mas também a cumplicidade. A gente bateu uma bola muito redonda", avaliou, orgulhoso.

Fã do trabalho de Paulo Caldas, o ator Fabio Assunção também aproveitou a oportunidade para enaltecer a experiência ao lado do diretor. “O filme do Paulo é muito lindo, ele é um diretor muito sensível e autoral, que conseguiu dar um tom muito inteligente para a história. De um lado você tem as instituições e de outro lado você tem os desejos dessas pessoas. É uma polêmica boa e leve, que só preenche o filme de coisas boas. E Paulo conduziu tudo isso com muita personalidade”, disse o ator.

E do lado de trás das câmeras, o diretor Paulo Caldas também não poupou elogios a seu elenco. “É um elenco maravilhoso, são atores muito experientes tanto em cinema como em televisão e teatro, e foi uma felicidade poder contar com um elenco tão bom como esse. E para mim foi ótimo porque eles estão em personagens que nunca fizeram. Maria faz muita coisa cômica, Fabio está geralmente ligado à imagem do galã, assim como o Gabriel. Eles fizeram esse trabalho com muito cuidado”, elogiou.

Bastidores da gravação

Para rodar País do Desejo, o elenco do filme se refugiou durante dois meses na pequena cidade de Pau D’Alho, localizada na zona da mata de Pernambuco. Para o ator Gabriel Braga Nunes, a proximidade com este recorte do Brasil foi determinante para entrar no clima da história que iriam contar.

Passamos dois meses em Olinda, completamente imbuídos do espírito daquele lugar, o que é sempre muito importante. Sair de casa, estar na locação específica daquele trabalho, dá um outro grau de concentração e atenção às filmagens. Foi genial!”, recordou o ator.

E se por um lado o contato com o Brasil interiorano contribuiu para a formação da identidade do longa-metragem, a coparceria com uma equipe portuguesa deu oportunidades únicas para o filme rodar no mundo velho. “O filme é uma coprodução com Portugal. Então, além de contar com a atuação do português Nicolau Breyner, no papel de um arcebispo, o filme acabou ganhando espaço na Europa”, revelou o diretor Paulo Caldas.

Enquanto os rapazes do filme fizeram uma espécie de laboratório interno, em suas próprias referências, para encontrar a cara que dariam a seus personagens, a atriz Maria Padilha resolveu dar um passo mais longe em sua pesquisa sobre o universo de sua pianista clássica.

Tinham dois aspectos nesse personagem que eram fundamentais: um era a doença e o outro era o piano, que eu tinha que tocar para parecer uma concertista. Claro que tivemos recursos de dublagem, mas eu quis aprender a tocar as duas músicas que ela apresenta no filme. Esse contato com a música já me deu muito sobre ela. Tomei tanto gosto que resolvi continuar tomando aulas de piano e desenvolvi um pouco mais”, contou a atriz.

Em cartaz em todo o Brasil a partir do dia 25 de janeiro, o filme País do Desejo retrata a relação de uma pianista clássica à beira da morte que encontra na relação de dois irmãos, um padre e um médico, a possibilidade de reparar sua doença. "É um filme que trata de estupro, aborto, doação de órgãos, excomunhão, tudo isso permeado pela libido", acrescentou Gabriel Braga Nunes.