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O universo lúdico de Giselle Batista

A musa de 'A Regra do Jogo' conta sua história na temporada CARAS/Neve

CARAS Publicado em 25/07/2015, às 08h26 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Em Termas de Chillán, a atriz, que viverá uma homossexual na próxima trama das 9, com estreia em 31 de agosto, brinca com suas fantasias - Cadu Pilotto
Em Termas de Chillán, a atriz, que viverá uma homossexual na próxima trama das 9, com estreia em 31 de agosto, brinca com suas fantasias - Cadu Pilotto

Em A Regra do Jogo, trama das 9 que estreia em 31 de agosto,Giselle Batista(29) vai viver uma homossexual. Mas com suas tiradas espirituosas, como mostrou durante a 16ª temporada CARAS/Neve em Termas de Chillán, Chile, a atriz está confiante em impregnar sua Duda dessa leveza.

Formada em Artes Cênicas, Giselle leva muito a sério seu ofício, mas não perde o humor. “Laboratório é para químico”, brinca, citando frase de Antônio Fagundes (66). “Óbvio que você pode fazer um trabalho específico para um personagem, mas se não tiver olhar aberto e ampliado para as pessoas e diversidades do dia a dia, não há laboratório que salve um ator”, avalia.

Gêmea de Michelle Batista (29), atriz da série O Negócio, da HBO, ela se diverte com uma “ironia da vida”. Há dois anos namora o também gêmeo Otávio Pandolfo (41), que ao lado do irmão realiza reconhecido trabalho como grafiteiro. “Nunca pensei que algo assim pudesse acontecer. E aconteceu”, atesta, rindo.

Como será a novela?
Não é meu primeiro trabalho na TV, já fiz Boogie Oogie, Cheias de Charme, Malhação, Mulher Invisível, Clandestinos, mas é minha primeira novela das 9. Isso não tem peso diferente na hora de trabalhar, meu empenho é o mesmo, mas a recepção é diferente, mais gente vê, comenta, é uma responsabilidade grande estrear no horário nobre. Chegou em momento precioso, me sinto preparada.

Como vai compor a Duda?
A maior diferença talvez seja a abordagem. Não faço nada sozinha, é trabalho em conjunto. Mas pelos textos, a abordagem é muito leve. Até por isso não tenho medo da rejeição, como tem acontecido. Ela não vive em crise porque é gay, está bem, tem a namorada — vivida por Júlia Rabello—, é sua primeira relação homossexual, está tudo certo. Tem outros conflitos.

Vai ter beijo?
Sequer perguntei sobre isso. Por enquanto, nada. Mas confio tanto, a equipe é tão legal que estou deixando me surpreender.

Como cuida da beleza?
Primordial é protetor solar todos os dias. Aprendi que cuidar da pele é fundamental. Sem isso, nem boa maquiagem resolve. Tenho todos cuidados e rituais para limpar a pele. Sou bem mulherzinha. – E tem outras vaidades? – Perfume. Se não passar, parece que nem saí do banho. Quando faço mala, não sou exagerada com roupa, mas a nécessaire vai cheia.

Como se cuida fisicamente?
Acredito em rotina. O corpo se constrói durante anos. Nunca saí de casa para malhar com o objetivo de ter bar riga negativa. Quero ter um corpo pronto, preparado, em forma, mas sem exagero estético. Gominhos na barriga nunca encheram meus o lhos. Nada contra quem quer, mas cada um tem seu objetivo de vida. E o meu não passa por aí.

A ligação com sua irmã é maior por ser gêmea?
Não sei. Não consigo olhar de fora. Estou dentro da relação, mas, às vezes, acho que sim. Desde sempre estamos juntas. Hoje, existe toda uma psicologia com gêmeos, cortam cabelo e matriculam em turmas diferentes na escola. Mas não sou dessa época. Fazíamos tudo juntas. E não só vestíamos roupinhas iguais, como minha mãe costurava. Era estilo boneca, mangas bufantes, laço que combinava com o vestido e o cadarço. A gente cresceu unha e carne mesmo. Só na questão profissional resolvemos romper isso conscientemente para não fazer apenas papel de gêmeas.

E namorar um gêmeo?
Sempre brinco que não namoro um gêmeo, mas o Otávio. Acredito que o fato de admirar o trabalho dele contribuiu. Não que a gente escolha namorado pela profissão, mas admiração aproxima, traz identificações.

Você tem planos de casar?
Não passa pela minha cabeça a princípio. Estamos juntos há dois anos, acho muito pouco. Mas terei minha família. Queria muitos filhos, mas a vida não é tão fácil, o trabalho de atriz, também não. Então, muitos, é difícil. Mas dois, certamente terei. Acho que todo mundo merece ter irmão.

E gostaria de gêmeos?
Ah, não. Dá medo. Já tenho muitos gêmeos por perto. (risos)