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Rafa Brites faz desabafo sobre o consumo de produtos de luxo: "Cartão de visita"

Repórter do 'Vídeo Show' relatou uma situação em que deu mais importância à marca do que ao produto

CARAS Digital Publicado em 15/03/2018, às 11h10 - Atualizado às 11h45

Rafa Brites - Reprodução Instagram
Rafa Brites - Reprodução Instagram

Nesta semana, Rafa Brites falou através das redes sociais sobre a distorcida ideia de que é preciso adquirir produtos de luxo para 'ser alguém'. Para introduzir o tema, a repórter do vídeo show compartilhou com os fãs a história da compra de seu primeiro óculos de grau. "Preciso usar óculos. Descobri visitando um oftalmologista dia desses. Saí dali e fui direto para uma ótica, já pensando no meu novo modelito. Olhando a vitrine logo vi uma armação fofa. Provei, amei, fui ver a marca... Era nacional. Pedi para ver Fendi, Prada, Celine... Como assim algo que usarei todos os dias não terá um desses selos que fazem a gente se sentir melhores que as outras pessoas por termos dinheiro para comprá-las? Testei a loja toda acabei escolhendo o primeiro. Um décimo do preço dos demais.", contou a loira.

"Cheguei em casa e dei uma olhada em meu closet. Vi aqueles sapatos de sola vermelha que dou dois passos e dói meu pé. O cinto da Gucci que roubou uma tarde em Berlim pra achar. As bolsas da Hermés que deviam ser de ouro pelo preço. Me deu pena de mim. Pensei em que momento da vida me vi tão frágil a ponto de precisar disso para me afirmar. O quanto elas eram minhas donas e não o avesso. Me perguntei quem me ensinou isso. Meus pais não foram. Muito menos minhas irmãs. Eu sempre comprei em todas as lojas, amo departamento, marcas baratas... mas pra compor o look que chamam de high-low, taca uma chanel miga... Assim será bem vinda e paparicada", ironizou.

"Não é uma questão de valor monetário. Pois gasto com restaurantes, passagens, shows... a experiência é diferente, faz sentido. Algumas peças que tenho desse mercado do hiper luxo eu adoro mesmo. Valeram cada centavo. O resto é uma etiqueta a mais em um produto que eu poderia ter comprado numa loja bacana, linda, nacional e por um valor justo. Pessoas ficam cheias de dívidas ou pior, se sentem piores por não terem a tal bolsa. Eu também precisei daquilo por um tempo como cartão de visita. Sou fã de moda. Amo me vestir. É uma hora feliz do meu dia. Sei que essas grifes tem um papel fundamental na história: novos tecidos, novos cortes. A alta moda quebra tabus e nela estão muitas das mentes mais geniais do mundo. Vejo como arte. Mas meu consumo estava longe de ser artístico. Precisei chegar aos 30 e ter que usar óculos pra enxergar. Olhar o mundo louco tomar consciência", desabafou Rafa, que é casada com o jornalista Felipe Andreoli e mãe do pequeno Rocco, de apenas 1 ano.


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