Revista CARAS
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS
Revista / Entrevista

As resoluções de Ana Paula Padrão

Maturidade como preciosa aliada na vida de Ana Paula Padrão

Por Fernanda Chaves Publicado em 16/05/2022, às 08h42

Ana Paula Padrão - Fotos: Melissa Haidar
Ana Paula Padrão - Fotos: Melissa Haidar

Prestes a estrear a 9ª temporada do MasterChef, na Band, Ana Paula Padrão (56) ainda sente as borboletas no estômago de quem está começando um projeto. Um dos maiores sucessos da emissora, o reality culinário também é um marco na carreira da jornalista, que migrou para o entretenimento em 2014. Ativa nas redes sociais, ela não gosta de se limitar e fala abertamente sobre temas como idade, menopausa e o direito de não querer ser mãe. Casada com o empresário Gustavo Diament (49), a apresentadora é bem resolvida e motiva as mulheres, seja na vida ou na internet.

Ana Paula Padrão

– Após tantas edições do programa, ainda sente aquele frio na barriga da estreia?
– Eu acho que essa tensão da pré-estreia sempre existe e é saudável! Faz com que a gente trabalhe dando o melhor, desejando entregar entretenimento de qualidade. Acredito que enquanto a gente sente borboletas na barriga é sinal de que existe desafio e é isso que me move: o desafio de fazer melhor!

– Na hora da avaliação dos pratos, você fica de observadora. Dá vontade de provar tudo?
– O segredo... eu provo! Quando os participantes terminam de cozinhar eles entregam dois pratos. Um deles vai para os bastidores e os chefs provam ali, sem câmeras, avaliando vários quesitos. A diretora e eu participamos desse momento. Claro que não julgamos, mas acho importante que eu prove os pratos para acompanhar o desempenho de cada cozinheiro e associar essa entrega com o momento emocional de cada um deles.

Ana Paula Padrão

– Sua relação com a cozinha mudou desde que começou a apresentar o programa?
– Sempre gostei demais de cozinhar, mas, claro, em casa. Desde que comecei no MasterChef, aprendi muito com os chefs sobre técnicas e segredinhos da cozinha. Melhorei minha performance como cozinheira também. Meu marido não reclama!

– Você se considera mais feliz hoje do que aos 30. Por quê?
– A maturidade me trouxe menos ansiedade, mais segurança e muito conforto com a vida que construí até aqui. Gosto das escolhas que fiz e amo a mulher que sou hoje. É como se eu olhasse para trás e percebesse que sou a pessoa que eu desejei, aos 30 anos, ser no futuro. Tenho um orgulho imenso disso tudo.

– Então você lida bem com o passar dos anos? Envelhecer não é um problema?
– Envelhecer é um processo que tem coisas chatas e coisas ótimas. Tenho que me dedicar muito mais à minha saúde hoje: comer melhor, manter uma rotina de exercícios… não dá mais para passar a noite dançando e trabalhar no dia seguinte. Mas o ganho em estabilidade emocional é tão grande que compensa tudo isso. Tento encarar esta como uma nova fase e aproveitar o que ela tem de bom, que não é pouco.

Ana Paula Padrão

– Fisicamente, não notamos diferença dos 30 para agora...
– Muito obrigada, mas tem muita diferença, sim! Aos 30 anos, eu era totalmente sedentária, dormia pouquíssimo, trabalhava 14 horas por dia e quase não tinha períodos de descanso. E não me importava com essa rotina. Meu corpo parecia não sofrer nada com isso. 

– E hoje, como é?
– Hoje, se eu não dormir pelo menos sete horas por noite, fico com bolsas sob os olhos, que não tem maquiagem que disfarce. Preciso me alimentar muito bem, pois tenho o intestino supersensível, cuido muito mais da pele com ácidos e hidratantes e vou ao dermatologista a cada seis meses renovar o botox. No geral, me cuido muito mais para me manter saudável e descanso muito mais do que em qualquer outro período da minha vida. 

– No seu Instagram, você fala muito sobre etarismo, menopausa, sobre mulheres que optaram por não ter filhos. Sente que serve de inspiração para outras mulheres também?
– Tenho um diálogo muito franco com meus seguidores. Falo da minha rotina sem censura e também das minhas aflições e prazeres. Não estou representando um personagem, sou uma pessoa de verdade, que divide sua vida com quem se interessa por ela. A verdade adere. Ser genuína na comunicação é um caminho que pode ser inspirador, sim. Não busco a perfeição, até porque acho que ela não me interessa. Ser de verdade, por outro lado, me interessa muito. Sou um exemplo possível, principalmente para mulheres que querem fazer suas próprias escolhas e não viver atendendo às expectativas dos outros.

– Hoje ainda existe a cobrança por uma mulher não ter filhos?
– A mulher é cobrada por quase tudo que faz e deixa de fazer. A questão é não “comprar” essa cobrança. Não me sinto pressionada porque não permito a cobrança. Já fiz muitos movimentos, nos planos pessoal e profissional, contrários ao que se esperava de mim e isso não me impediu de fazer o que eu achava que era bom para mim. 

– Há oito anos, você se arriscava e migrava do jornalismo para o entretenimento. Quais sonhos ainda quer realizar?
– Planejo muito pouco hoje. Acredito que o movimento gera mais movimento. Aproveito as oportunidades que chegam.

Ana Paula Padrão

Ana Paula Padrão