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Fora da avenida, Dandara Mariana abraça novo desafio carnavalesco: 'Amarradona'

Em entrevista à Revista CARAS, Dandara Mariana explora seu lado apresentadora ao fazer cobertura do Carnaval

Habituée da avenida do samba, desta vez, a musa muda de posto como apresentadora da Globo - Foto: Divulgação
Habituée da avenida do samba, desta vez, a musa muda de posto como apresentadora da Globo - Foto: Divulgação

Nascida na família fundadora da escola de samba Capricho do Centenário, de Duque de Caxias, Dandara Mariana (35) tem o carnaval no DNA. Sua vida muda nesta época do ano, mas a atriz encontrou tempo para conversar com exclusividade com a CARAS. “Quando vai chegando perto é um caos, mas é gostoso. Espero o ano inteiro para viver essa fantasia”, afirma ela, que nos atendeu às 23h15 de uma sexta-feira, após um dia de muito trabalho. Depois de desfilar pelo Salgueiro e Unidos de Padre Miguel, a artista terá uma nova experiência na Marquês de Sapucaí, como uma das correspondentes da folia na Globo. Animada com o desafio, ela celebra as novas possibilidades em sua carreira.

– Você ama esta época do ano!

– Eu amo! Dá para a gente ser o que quiser, se vestir do que quiser e é muito bom colocar para fora, extravasar, é uma semana que você vai para a rua brincar, respeitando a tudo e todos. Carnaval é um momento de alegria, é sagrado e é profano, eu sempre digo isso.

– Você fez ensaio para a estilista Carol Rossato e encarnou mulheres que são referência, como Carmen Miranda e Frida Kahlo...

– Mulheres maravilhosas, duas referências. É impossível não se apaixonar por Frida e pela arte dela. Carmen também, a Pequena Notável. Sempre fico com isso na cabeça, ela era conhecida assim. Uma mulher de 1,50 m e com uma potência. Fiquei muito feliz de ter sido convidada pela Carol para representar essas mulheres. Mulheres importantes, atemporais, a arte delas ultrapassou o tempo, as gerações, deixaram legado.

– Seu carnaval este ano está diferente. Fale sobre ele.

– Diferente e legal, é um desafio. Ter sido convidada para ser uma das integrantes dessa comissão de carnaval da TV Globo está sendo demais, porque nós visitamos os barracões de todas as escolas, tanto de São Paulo quanto do Rio, e é muito interessante, porque a gente tem uma aula de história em cada barracão, aula sobre o enredo que a escola vai contar, com os carnavalescos, enredistas, historiadores, para a gente entender o que vai acontecer na avenida, ter escopo para falar.

– Pensa em se dedicar mais a esse lado apresentadora?

– Eu não descarto nenhuma possibilidade dentro da arte, acho que é uma oportunidade que estão me dando e que eu estou amarradona em viver. Vai que... Não sabemos, né, estou deixando a vida me levar, mas jamais abandonaria a atuação, a dança, o canto, acho que tudo vai se complementando.

– Por causa desse trabalho você não vai conseguir desfilar. Como está o coração?

– Desfilar é uma adrenalina gigante, você vive um carrossel de emoções, mas esse novo desafio também tem sido muito bom. Este ano estou em outra perspectiva, estou fora da avenida, porque não tem como desfilar, mas estou feliz, estou curtindo viver isso. É uma nova experiência.

– Por não ir desfilar, relaxou mais nos cuidados com o corpo?

– Eu permaneço fazendo minhas atividades, porque amo treinar, treino o ano inteiro e não é uma questão estética, eu treino por saúde, por gostar mesmo. Eu gosto de suar, eu preciso fazer alguma atividade todo dia, me faz bem acordar e fazer ginástica, liberar endorfina. Adoro correr, fazer yoga, é bom para a mente.

– E sua alimentação? É rigorosa ou se permite comer o que tem vontade?

– Eu sou supercomilona! Eu também malho para comer, eu prefiro malhar mais e não me limitar. E é lógico que a gente vai balanceando. Se esta semana acho que peguei pesado, vou dar uma segurada, é questão de equilíbrio, mas não me privo de comer um doce, um chocolate. Eu faço com moderação, mas também não consigo seguir uma dieta rigorosíssima.

– Como foi protagonizar a comédia romântica União Instável, da Netflix?

– Foi um filme muito gostoso de fazer, leve e que, ao mesmo tempo, tem uma mensagem linda. Fiquei muito feliz de trabalhar com o Silvio Guindane, com o Dan Ferreira e com todos, um elenco potente, preto e supercompetente. Fiquei feliz com o resultado desse filme, desse casal preto, bem-sucedido, que se ama, se respeita e respeita o tempo de cada um, aceita que o outro tem suas conquistas individuais... isso é valioso para o relacionamento.

– Você e o seu namorado, Dhon, levam a relação assim?

– Claro! Nós somos dois atores, o que é ótimo, porque a gente conversa muito sobre isso. E é legal porque, durante o ano, tem um momento que a gente trabalha junto por conta da série Encantado’s, então, a gente sabe que durante quatro meses vamos trabalhar juntos. É muito gostoso, porque faço Encantado’s com o Dhon e com o meu pai (o ator Romeu Evaristo), então fica tudo em família. Mas nós temos projetos individuais também e a gente vai se apoiando sempre.

– Assim como no filme, Encantado’s também tem um elenco negro muito potente. Isso mostra que o audiovisual mudou e que bom que mudou!

– Se a gente pega dez anos atrás, que revolução estamos vivendo e que necessário! Disseram que não achavam a gente, que éramos poucos e você vê aí a quantidade de talentos e de entregas. Isso é muito lindo, é emocionante de ver o que está acontecendo. Ver quantas histórias podem ser contadas e que nós precisamos ser protagonistas delas também.

– E isso deve dar mais gás para vocês: pensar que não vai ser tão difícil para você quanto foi para seu pai, por exemplo.

– Total! É saber que nós temos espaço, que a gente não está brigando por espaço, tem espaço para contar histórias que são a nossa cara, histórias que nos atravessam e que precisam ser vistas, precisam ser contadas. E que estão sendo contadas com maestria, porque nós temos artistas pretos absolutamente maravilhosos, competentes e bonitos de se ver, está muito lindo.

– Olha você aí, protagonizando um filme que está disponível em vários países.

– Fico muito emocionada com isso. Uma pessoa no Japão pode estar me assistindo. Isso é incrível, né?Acho que o streaming também abriu muito esse canal. Quando a gente começou a ver no streaming a quantidade de protagonismo, de caras, de belezas, você vê que é limitador a gente manter o que vinha sendo feito há décadas. Essa abertura se deu com as plataformas, a própria Globo está nesse caminho, o mercado mudou, temos mais diversidade de canais, o que é ótimo, porque multiplicam as histórias, abre o mercado para novas caras, para novas direções.

– Quais são os seus planos para o pós-carnaval?

– Estou contratada da Globo, então, passando o carnaval, estreio a segunda temporada da série Encantado’s e começo a gravar a terceira. A gente brinca nos bastidores: ‘Será que vamos virar uma A Grande Família? Será que vamos ficar juntos quantos anos?'. Tem sido muito legal fazer esse projeto, que é muito bem-feito, uma comédia moderna, é um grupo maravilhoso. E nada mais brasileiro do que uma série que se passa dentro de um supermercado que vira uma escola de samba. 

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