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As verdades de Luana Piovani: "Eu falo o que penso"

Em paz com escolhas na intimidade e profissão: ‘eu falo o que penso e não sou de fazer social’

CARAS Publicado em 13/01/2015, às 14h27 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Na Ilha de CARAS, Luana garante ter encontrado a serenidade com seus amores e faz planos de ter outro filho. - FERNANDO LEMOS
Na Ilha de CARAS, Luana garante ter encontrado a serenidade com seus amores e faz planos de ter outro filho. - FERNANDO LEMOS

Aos 38 anos, Luana Piovani mantém a mesma beleza singular da jovem loira, alta, de olhos verdes e traços suaves que encantou os telespectadores em sua estreia na minissérie global Sex Appeal, em 1993.

A personalidade forte, com atitudes e opiniões marcantes, também continua igual. Mas após nove anos de análise, da qual teve alta, a estrela garante que a vida em família ao lado do marido, o surfista Pedro Vianna (26), o Scooby, com quem se relaciona há quatro anos e está casada desde agosto de 2013, e o nascimento do filho, Dom (2), lhe trouxeram a tão almejada serenidade. “Ao me tornar mãe, fiquei mais segura ainda, não sei se isso é bom ou ruim. Também estou menos ansiosa, mais seletiva, as coisas para me chatearem têm de ser realmente sérias, o irreversível já não me incomoda mais tanto”, garante ela, na Ilha de CARAS.

Assim como na vida afetiva, Luana não tem do que reclamar da profissional. Ela ressalta só ter orgulho das escolhas que a tornaram uma das atrizes mais bem-sucedidas de sua geração. “Sou muito feliz da maneira como consegui construir minha carreira, variando entre televisão, cinema e teatro. Acho que dei o passo do tamanho das minhas pernas, não sinto fracasso, arrependimento ou dor dentro de mim de algo que não tenha me trazido alegrias”, conta Luana.

Em 2014, ela teve atuação destacada na série Dupla Identidade, rodou o longa-metragem A Noite da Virada, em cartaz nos cinemas, ao lado de Marcos Palmeira (51), com direção de Fábio Mendonça (43), e produziu a imperdível peça infantil Mania de Explicação, que segue turnê nacional até abril, com estreia no dia 17 de janeiro, em Manaus, AM. Uma adaptação do livro homônimo de Adriana Falcão (54), a montagem venceu o disputado prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes, o APCA.

Você teve várias relações antes do Pedro. O que significou o encontro com ele?
Ele trouxe paz à minha vida. Acho que era só o que faltava. Foi por isso que a chave virou e resolvi casar, fez toda a diferença.

Os 12 anos de diferença de idade entre vocês somam de que forma na união?
Certamente, agrego mais a ele em relação à maturidade, porque já tenho empresa, trabalho há anos, então, o ajudo a ter um olhar mais tranquilo em relação à vida profissional, contratos, negociações com patrocinadores. E o que ele me traz? Por ser atriz, dramática, tudo para mim é custoso, sofro muito... E Pedro simplifica as coisas, é um grande dom: olhar para o tamanho de algo e enxergá-lo só daquele tamanho.

Pedro é surfista de ondas grandes... Como fica o seu coração a cada disputa dele?
Quando é uma onda realmente imensa, fico bem agoniada. Mas não é algo que dure muito. Ele viaja e, no dia da prova, é meio rápido. A gente fica sem se falar por cerca de cinco horas. Fico orando, mas confio no profissionalismo, no talento dele e em Deus. Tenho relação muito íntima com Deus, Ele gosta demais de mim. Então, cuida direitinho do Pedro.

O que você vê de si mesma e de Pedro no Dom?
Olha, é difícil... Ele tem a personalidade bem marcada. É risonho, conversador, vive dançando, cantarolando. É tão engraçado... Quando as pessoas o veem na piscina, dizem: ‘É um peixinho’. Logo, ele fala: ‘Sou um peixão!’ Está com uma intimidade grande com a água, não dá para negar, é o DNA. Isso puxou do Pedro. Mas essa história de cantar e dançar tem a ver comigo. Fisicamente, Dom é bochechudo como eu, mas acho que ele está cada vez mais parecido com o pai.

Já dá vontade de ter outro?
Depois da turnê da peça, que termina em abril, a gente vai começar a falar dessa possibilidade.  Gostei muito de ser mãe, tive um processo de gravidez bonito do Dom. Nada de enjoos, dor de cabeça. Engordei só o suficiente, foi uma fase muito feliz.

Sua autenticidade já a prejudicou como pessoa pública?
Na verdade, não analiso isso. No começo era mais difícil, porque ainda estava me colocando, as pessoas ficavam meio assustadas com minha maneira de levar a vida e me posicionar. Sou muito prática, sincera e verdadeira. Mas acho que agora todos já sabem quem eu sou e, quando estão próximos, já esperam essa atitude mesmo. Sabem que vão encontrar uma pessoa que não faz social, que fala o que pensa. Aplaudo o que admiro e também registro as coisas com as quais não concordo. É isso, sou feliz com as escolhas que fiz, deito tranquila com a cabeça no travesseiro. Tenho orgulho de olhar no espelho e enxergar quem eu sou. Não posso dizer, então, que é custoso. Se fosse, eu não seria essa pessoa. A vida que tenho fui eu mesma quem escolheu.

Você fez anos de análise. Voltaria caso precisasse?
Com certeza! E aconselho às pessoas. É muito bom você conseguir usar as próprias ferramentas de uma maneira mais sábia. É isso que a análise faz, ensina a lidar com você mesmo.

As pessoas viram seu amadurecimento pela TV. Como lida com o passar dos anos?
De maneira natural. Estou satisfeita com minha imagem, gosto do que vejo no espelho. E cuido bastante dela. Acho que, independentemente de ser atriz, seria assim, vaidosa. E quero continuar sendo quem sou: uma mulher de 38 anos que não parece ter 20, mas está muito bem cuidada.