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Eventos / One Day Golf

A 8ª REGATA ILHA DE CARAS-NÁUTICA

CLAUDIA OHANA DÁ INÍCIO À PROVA QUE REÚNE 157 BARCOS E 1200 PARTICIPANTES

Redação Publicado em 08/03/2007, às 17h50

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Ao sinal da buzina de Claudia Ohana, madrinha da regata, todas as embarcações se lançam à charmosa disputa na baía de Angra dos Reis, em seis categorias
Ao sinal da buzina de Claudia Ohana, madrinha da regata, todas as embarcações se lançam à charmosa disputa na baía de Angra dos Reis, em seis categorias
por Luciana Marques e Maria Vianna Meio-dia. A uma hora do início da 8ª Regata Ilha de CARAS-Revista Náutica, o mar de Angra dos Reis reveste-se de cores e ganha um balanço especial com a chegada dos veleiros. A ansiedade toma conta dos 1 200 participantes, entre profissionais, medalhistas olímpicos, velejadores veteranos e empresários que praticam o esporte como hobby, reunidos em frente da Ilha, ponto de partida da competição. Inspirados pelo sol e por uma das regiões mais bonitas dos 7 400 quilômetros da costa brasileira, todos aguardam com expectativa o sinal da atriz Claudia Ohana (43) para a largada. Estreante como madrinha da prova náutica mais charmosa do país, coube a ela acionar a buzina. "É um momento especial. Tenho uma ligação forte com o esporte. Namorei por dois anos o velejador Rafael Ceppas. Inclusive passei alguns dias dentro de um veleiro", contou a Raquel de Malhação, que fez questão de levar para casa a buzina. "Vou dar de presente para o meu neto. Ele iria adorar me ver aqui em cima, buzinando e cercada por barcos", disse a atriz, referindo-se a Martin (1), filho de Dandara Guerra (23) com o músico Rafael Rocha (25). Com patrocínio da Triumph e Oral-B, a competição reúne 157 barcos, que custam de 10 000 reais a 1 milhão de reais, em percurso de oito milhas náuticas - cerca de 15 quilômetros - entre a Ilha de CARAS e a Praia do Tanguá, onde fica o Blue Tree Park Eco Resort Angra dos Reis. "Senti saudades de velejar. E olha que sei até diferenciar as classes", comentou, ainda, Claudia. Considerada a Fórmula 1 da vela, a IMS largou na primeira bateria ao lado das categorias ORC e a RGS. Depois, em uma segunda largada, partiram as categorias feminino, APS e Cruzeiro. "A IMS é a principal categoria da classe oceano e é composta exclusivamente por veleiros de competição. A ORC também tem veleiros de competição, mas com mais conforto e que podem ser usados em cruzeiros. A RGS e APS são embarcações que competem só no país, com velejadores iniciantes. E a Cruzeiro é formada por barcos de lazer", explicou Pedro Paulo Petersen (51), da comissão de regata da prova e vice-presidente da Federação de Vela do do Rio de Janeiro. A dança dos barcos no litoral fluminense encantou vips como o empresário Luís Fernando Amorim (33), da High End, e seu filho Antonio Pedro (4), e as atrizes Mila Moreira (55), Pitty Webo (25) e Débora Lamm (29), que assistiram ao evento da Ilha. "Nunca velejei, mas tenho uma vontade enorme. Qualquer esporte que tenha contato com a natureza, principalmente com o mar, me atrai, já que morei a vida toda em Ipanema. Meus avós maternos foram mergulhadores e acredito que esta paixão está no sangue", constatou Débora. Ao contrário da atriz, com experiência de sobra em assuntos al mare, Ana Maria Braga (57), acompanhada do namorado, o empresário Marcelo Frisoni (36), também fez questão de prestigiar a largada. A apresentadora do Mais Você comentou com Sonia Quintella (43), diretora comercial e marketing da Triumph International, e com a empresária Lucilia Diniz (50) sobre a sua paixão pelo mar e por seu iate Ambar, de 85 pés (cerca de 25 metros), com cinco suítes, salas de estar e jantar, cozinha e salão de jogos. Já o bate-papo entre os atores Juliana Lohmann (17) e Ícaro Silva (19) girou em torno dos respectivos trabalhos em Vidas Opostas, da Record, e Malhação, na Globo. Se a festa em terra firme era grande, em alto-mar a disputa logo começou a esquentar. Heptacampeão da prova, o grande favorito André Mirsky (29), comandante do barco Oral-B/Neptunus Express, fez uma boa largada. Mas já nas primeiras milhas foi ultrapassado pelo Agripina, tendo no comando do timão o medalhista olímpico em Seul e Atlanta e pentacampeão sul-americano Lars Grael (43). O barco foi o primeiro a contornar a bóia próximo da Ilha do Brandão, onde os veleiros chegavam a adornar a 45º graus da água à procura do melhor vento de popa. Neste momento, acontece o mais aguardado e lindo espetáculo da competição: o içamento das spinnakers, as velas balão. Com problemas justamente nessa vela, o Oral-B/Neptunus Express se atrasou um pouco na competição. Porém, não perdeu seu brilho. Em sua estréia na regata, Lars Grael, liderando15 tripulantes, quebrou a hegemonia de vitórias do Neptunus, que acabou em segundo lugar. Com uma diferença de 2 minutos e 26 segundos, o Agripina venceu a prova, sagrando-se Fita Azul - título dado ao primeiro barco a cruzar a linha de chegada entre os representantes de todas as categorias - e vencedor da IMS. "Garanto que não foi fácil", disse Lars. Vítima de um trágico acidente, em 1998, na Praia de Camburi, em Vitória, quando seu barco foi atingido por uma lancha em alta velocidade, ele teve parte da perna direita amputada. Mas a força de vontade e a paixão pelo esporte não o afastaram do mar. "Esta regata não é apenas festiva, é muito organizada. Cresce a cada ano e atrai velejadores profissionais, o que aumenta o prestígio técnico da prova. Foi uma grande festa da vela nacional", elogiou Lars. Quem pôde observar do alto o belo cenário do vaivém na água foram os casais Marcio Moraes (47), apresentador da Rede TV!, e a modelo Mônica Damasio (27), e os atores Lucy Ramos (24) e Thiago Luciano (27). Eles fizeram um vôo panorâmico no helicóptero da Oral-B. "Com esta paisagem, tudo se torna mais interessante. O visualé inspirador, ideal para festejarmos nossos quatro anos de namoro", comemorou Marcio. Outra disputa que embelezava ainda mais a competição foi a feminina. Em segundo e terceiro lugares, respectivamente, chegaram as embarcações Ocean Spirit e Triumph/Farasan. "Comandar um time só de mulheres é um desafio maravilhoso. O barco era grande e foi preciso trabalhar com seriedade e sintonia. Mas também queríamos nos divertir. Somos amigas de longa data e esta foi uma ótima oportunidade de matarmos as saudades", disse a comandante do Triumph/Farasan, Cláudia Swan Freitas (42), medalhista no Pan de Havana, em 1991. Quem fez mais bonito ainda e sagrou-se vencedora foi a embarcação Capim Canela, liderada pela velejadora Fernanda Oliveira (26), dez vezes campeã brasileira da classe 470. A atleta gaúcha festejou ainda seu título, de comandante mais elegante, e o da irmã Gabriela Oliveira (24), também tripulante do barco, eleita a musa da regata em eleição organizada pela Revista Náutica, durante feijoada no Blue Tree logo após a competição. "Acabamos de ligar para casa e nosso pai ficou todo orgulhoso com nossas vitórias", divertiu-se Fernanda. Diretor da Revista Náutica, Ernani Paciornik (52) festejou o sucesso do evento. "Começamos com 30 barcos na primeira edição. Nesta, chegamos a mais de 150, sendo que 70 ficaram de fora na inscrição. Sabemos que o mar tem espaço. Mas nosso propósito não é torná-la a maior, mas mantê-la como a regata mais charmosa", justificou Ernani. FOTOS:ANDRÉ DURÃO/A.DURÃO FOTOGRAFIA, PAULO BATELLI/PAULO CESAR BATELLI, FERNANDO LEMOS, ORESTES LOCATEL, RAMIRO DE JESUS E SELMY YASSUDA/ARTEMISIA