Alexandra Martins: carreira x separação

Após fim com Fagundes, foco na carreira

Publicado sexta 30 setembro, 2011

Após fim com Fagundes, foco na carreira
No Castelo de CARAS, em New York, a Márcia de Fina Estampa, que ficou quase quatro anos com o ator, diz que, apesar do jeito firme, é uma 'mulherzinha' em sua intimidade. - Cadu Pilloto

A atriz Alexandra Martins (32) afirma que em sua vida não há espaço para melancolia. “Sou uma pessoa adaptável”, conta, durante temporada no Castelo de CARAS, em Tarrytown, NY. Apesar do jeito prático de encarar mudanças, a carioca, que está no ar em Fina Estampa, ainda não se sente à vontade para entrar em detalhes sobre o fim do namoro com Antonio Fagundes (62), há três meses. “Não é o momento para comentar sobre a minha relação com Antonio. Preciso desvincular o pessoal do profissional”, julga ela, que mantém o vínculo de carinho e permanece íntima do clã. Em alguns eventos, como na festa de lançamento da novela, ela teve a companhia de Bruno (22), caçula do ator. Firme na maneira de se colocar, Alexandra garante que seu jeito não é problema. “Acho que isso pode impressionar. Nunca percebi algo diferente”, diverte-se, afirmando que na intimidade se mostra mais doce. “Sou mulherzinha. Curto trocas de gentilezas, que abram a porta do carro para mim, por exemplo”, entrega, ressaltando que também é bastante sensível quando se trata do relacionamento com a mãe, Helena. “Tenho carinho de informá-la sobre meus compromissos. É uma atenção. Ao mesmo tempo, fico preocupada quando ela demora a chegar em casa”, revela. Há cerca de seis anos, as duas voltaram a morar juntas, porque Alexandra decidiu abrir mão da vida estável como advogada em uma multinacional para realizar o sonho de atuar, como fazia na adolescência.  “Não tinha como manter um apartamento sozinha. Se meus pais não tivessem me acolhido, não poderia dar essa virada”, constata. Embora tenha feito trabalhos consecutivos na TV, como Tempos Modernos (2010) e Insensato Coração (2011), confessa que ainda não se sente estabilizada financeiramente. “Minhas amigas só faltaram me crucificar por abrir mão da estrutura. Mas senti necessidade. Na adolescência, passei por uma crise, acabei mudando o rumo das coisas e fui estudar Direito. Mas voltei atrás e hoje me sinto feliz”, pondera.

– Como está solteira?

– Podemos passar para a próxima pergunta? Necessito solidificar a minha carreira de oito anos.

– Mas trabalhar com TV aguça a curiosidade das pessoas em relação à sua vida pessoal...

– Tenho minhas barreiras. Sou assim até com amigas e família.

– Não é estranho isso?

– Minha mãe diz que sou esquisita. E realmente, eu sou. (risos) Quando tenho qualquer questão para resolver, sou minha terapeuta.

– Não se sente sozinha?

– Muito pelo contrário. O fato de ser reservada não me afasta de quem eu gosto. Adoro passear, bater papo. Eu não me fecho para a vida, para as pessoas, de maneira alguma.

– Como se define?

– Tenho equilíbrio, sou adaptável. Meu senso de ética é aguçado, assim como a minha postura.

– Pensa em ser mãe?

– Não quero filhos. Nunca gostei muito de boneca. Brincava de queimado, de subir em árvore. Aos 10 anos, fazia sacolé para vender no condomínio onde morava, em Jacarepaguá, no Rio.

– E como sua família encara essa decisão? Eles pressionam?

– Estranhou um pouco no início, mas, hoje, respeita. Minha avó Marina, de 98 anos, me apoia. No mundo atual, talvez ela também não quisesse ter filhos. É uma dedicação intensa, uma mudança total no seu estilo de vida. Algumas mulheres reagem negativamente sobre essa escolha. Porém, quando questionada com relação a isso, sou sempre honesta.

– Como foi a sua criação?

– Tive uma educação primorosa, de muita conversa. Frequentava festinhas, fazia balé e sempre respeitei os horários. Só não fui boa aluna no colégio. Repeti a sétima série em matemática. Mas foi legal porque os meninos me amavam. Como era grande e mais velha, passei a ser tratada como popstar e conselheira deles. (risos)

– E as meninas da turma?

– Antes de me conhecer, achavam que eu era metida. Me confessaram isso no fim do ano quando escrevíamos nos cadernos umas das outras. Acho que o fato de ser grandona, em primeiro momento, contribuía para essa distância. Sempre fui muito madura e tenho essa estrutura de corpo desde os 16 anos (56 quilos em 1,72m).

– Por isso que decidiu se casar tão jovem, aos 22 anos?

– Todas as atitudes que tomei e tomo na vida acontecem porque me sinto pronta para elas.

– Mas antes do casamento, já tinha morado sozinha?

– Morei de todas as maneiras. Com minha avó porque era perto da faculdade. Depois, casei, separei, e fui sozinha fazer teatro em São Paulo. Também vivi no México, aluguei um quarto na casa de uma senhora.

– O que foi fazer no México?

– Queria uma experiência de morar fora. Foi em 2005, ano em que também passei um período em Portugal. Foi ótimo conhecer outras culturas e usar meu trabalho para me manter. O momento era propício. Minha carreira de atriz no Brasil não estava solidificada.

– E para o seu futuro?

– Quero atuar em todos segmentos que minha profissão oferece. Começar uma trajetória no cinema e fazer teatro e TV, sempre. O princípio do trabalho do ator é a comunicação com o público. É isso que eu quero: me comunicar com o maior número de pessoas. O grande exemplo no Brasil é a diva Fernanda Montenegro. Quem sabe um dia chego perto? (risos)

 

 

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