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Versatilidade pontua carreira da talentosa Izabella Bicalho

No Castelo de Caras, atriz carioca Izabella Bicalho enaltece a paixão pela dramartugia e aposta em dom musical para alçar novos voos

Redação Publicado em 31/10/2012, às 00h39 - Atualizado em 24/03/2020, às 15h04

Em Tarrytown, Izabella diz estar sempre de braços abertos para a profissão e para a vida. Com 35 anos de trajetória artística, ela festeja sua atual fase. - Fernando Lemos
Em Tarrytown, Izabella diz estar sempre de braços abertos para a profissão e para a vida. Com 35 anos de trajetória artística, ela festeja sua atual fase. - Fernando Lemos

No vocabulário de Izabella Bicalho (40) não há espaço para a palavra limite. Apaixonada pela arte em todas as suas formas de expressão, a carioca divide-se entre a carreira de atriz e a de cantora. “Comecei atuando, mas a música sempre fez parte do meu imaginário e do meu coração de artista. Hoje, além de estar nos palcos, começo a fazer meus primeiros shows. É um momento mágico e quero manter as duas profissões paralelamente”, conta ela, em cartaz com Tim Maia – Vale Tudo, o Musical, em SP, e estrelando o show Izabella 3.5. “O nome é em comemoração aos meus 35 anos de carreira. Nas apresentações, mesclo canções de Chico Buarque e Herivelto Martins, explica ela, durante estada no Castelo de CARAS, em Tarrytown, New York.

A vida da atriz é tão atrelada ao universo artístico que o teatro foi o cenário onde aconteceu o mágico encontro com o produtor Edson de Morais Júnior (29), com quem namora há dois anos. “Somos superapaixonados. Ele também é ator e ainda assina o figurino do meu show”, afirma ela, mãe de Taoã (20), Tainá (19) e Maria Ingrid (15), de relação anterior, e de Flora (22), sua filha de criação. “Sou apegada à minha família e aos meus filhos. Adoro fazer festas em casa e tê-los por perto”, diz Iza.

Mas engana-se quem pensa que a versatilidade de Izabella se resume aos palcos. Apesar de os patins não fazerem mais parte de sua rotina, ela já se destacou no esporte sobre rodinhas encarando competições nacionais de patinação artística pelo Flamengo. “Sempre tive muita energia e precisava gastá-la de alguma maneira. Hoje, não pratico tanto, mas é legal ter esse conhecimento, pois tudo que o ator puder aprender é bem-vindo”, atesta ela, que fez participação no remake de Gabriela e já se prepara para mergulhar na adaptação para o cinema do espetáculo Gota D’Água, montagem que protagonizou entre 2007 e 2009. “Foi um dos trabalhos mais importantes da minha carreira. Agora, queremos transformá-lo em filme no ano que vem.”

– Sua versatilidade é um diferencial no meio artístico...

– Ajuda e facilita muito, pois é a capacidade de fazer várias coisas. Trabalhar com o corpo e com a música amplia nossa compreensão de mundo e nossos horizontes.

– Como a música entrou em sua vida?

– Lembro que, aos 4 anos, assisti ao musical Os Saltimbancos repetidas vezes, e logo decorei todas as cenas. A música sempre fez parte da minha vida, tanto que agora comecei a fazer shows. É um momento mágico, pois escolho as canções que quero cantar. O projeto de cantora chegou na hora certa, me sinto madura para realizar as apresentações.

– Pensa em gravar um CD?

– Tenho vontade, mas sem pressa. Acho que ainda preciso fazer mais shows, mas pelo meu maestro já teria gravado.

– Você é vaidosa?

– Mais ou menos. Faço academia porque é importante estar em cena com bastante fôlego, para cantar bem e forte. A motivação para ir à academia é só por isso. Mas também tenho de valorizar o fato de estar com 40 anos e com a cara boa, a pele boa. Tenho de me cuidar, ficar bonita, bem vestida. Isso significa estar com a autoestima em dia, que é o primeiro passo para realizar seus sonhos, pois é preciso acreditar em você. Acho que agora estou mais vaidosa.

– Como se sai no papel de mãe?

– Sou uma mãe liberal, bem tranquila. Quando eram pequenos, soube dar limites. Hoje procuro ensinar coisas como lutar pelos sonhos, nunca deixar de olhar para o próximo e não perder a oportunidade de ajudar as pessoas.

Você e seu namorado são da mesma área. Como lidam com a relação no campo do trabalho?

– A gente se comunica bastante. Ele dá opiniões, eu dou as minhas. Essa troca é saudável, só ajuda.

– Como define a sua atual fase profissional?

– Estou em um dos momentos mais lindos da minha carreira. Cresci muito e acho que o principal de todo o processo é entender que tenho de ser fiel às minhas emoções e intuições. Uma das maiores lições que aprendi foi correr atrás dos meus sonhos. Claro que a gente precisa de convites para trabalhar, mas lutar pelos projetos que acreditamos é fundamental. Agradeço a Deus por tudo o que está acontecendo.