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Bebê / Anuário

Segundo filho: a luta pelo colo

A chegada de um novo bebê agita o ambiente e muda a rotina da casa. E quem mais sente a mudança costuma ser o  filho mais velho. E o ciúme, nesse caso, é natural e até mesmo um bom sinal

Redação Publicado em 11/09/2011, às 03h05 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Aprenda a controlar o ciúme do primogênito com o caçula - Shutterstock e Divulgação
Aprenda a controlar o ciúme do primogênito com o caçula - Shutterstock e Divulgação

Normalmente, a vinda do segundo  filho começa a ser definida algum tempo depois do nascimento do primeiro, quando os ânimos estão acalmados e as rotinas, refeitas. “Nesse cenário, em geral, os pais estão mais seguros, com as situações financeira e emocional estabilizadas”, afirma Salete Arouca, psicóloga. “Mas não é por ser o segundo que tudo será necessariamente mais fácil”, acrescenta.

E existem ainda os bebês não planejados que, por vezes, levam os pais, especialmente a mãe, a conflitos psicológicos. Por um lado, há o susto, a insegurança, a irritabilidade e até a rejeição da gravidez naquele momento. Por outro, o desejo de dar vida a mais um ser humano. O apoio do cônjuge, da família e, quando for necessário, a ajuda psicológica, são fundamentais para superar o conflito e adaptar-se à nova gestação.

Além de todas as providências para a chegada de mais um bebê, a segunda gravidez acarreta um novo problema: o ciúme do irmão mais velho. E a reação mais comum dos pais é tentar evitar esse comportamento. Um erro básico, segundo Salete. Entender o ciúme – em vez de tentar evitá-lo – é a atitude mais adequada. Quando a criança mais velha já tem capacidade de discernimento para participar das atividades de cuidado com o bebê, o ideal é envolvê-la, até como forma de aumentar o vínculo entre os irmãos. “A relação estabelecida entre irmãos é única e especial, assumindo grande importância no desenvolvimento psicológico de ambos”, conclui Salete.