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Cais de chegada

By Laura e Cristina Bezamat, inspirado na Coréia do Sul

Redação Publicado em 22/12/2010, às 21h14 - Atualizado em 07/06/2012, às 23h25

Sócias e cunhadas, elas levam para o cais 4 as tonalidades da Coreia do Sul, cinza, preto, vermelho e madeira escura, e as nuances do país que vive entre a tradição e a modernidade. - CADU PILOTTO; PRODUÇÃO: CLAUDIO LOBATO E ANA LUIZA VEIGA
Sócias e cunhadas, elas levam para o cais 4 as tonalidades da Coreia do Sul, cinza, preto, vermelho e madeira escura, e as nuances do país que vive entre a tradição e a modernidade. - CADU PILOTTO; PRODUÇÃO: CLAUDIO LOBATO E ANA LUIZA VEIGA
Uma das civilizações mais antigas do mundo, a Coreia do Sul fascinou Laura (50) e Cristina Bezamat (51) pelas suas nuances entre a tradição milenar e a modernidade. Esse foi o ponto de partida para as cunhadas e sócias trabalharem na transformação do cais de chegada, local que serve de recepção aos vips ainda no continente, antes de embarcarem em direção à Ilha. "Se a gente fosse mostrar esses dois extremos, poderíamos estar falando de qualquer parte do mundo. Então, juntamos essa coisa do contemporâneo, com tonalidades que ligassem à história da Coreia. É aquela coisa da madeira escura, do cinza, preto e vermelho. Mostramos tudo o que se vê na arquitetura tradicional de lá, mas com uma linguagem diferente", explicou Cristina sobre o país, um dos mais desenvolvidos da região e dono da décima terceira maior economia do mundo. "A gente não quis apelar para o caricato, copiar aquela estética já conhecida. Por isso, optamos em fazer essa leitura diferente, mostrando os elementos representativos da nação hoje em dia. A Coreia do Sul é o que conta no mundo, economicamente falando. A do Norte, por exemplo, só faz guerra", completou Laura. No local, as arquitetas levantaram uma estrutura metálica coberta e fizeram todos os fechamentos com madeira, pintura e textura. "A ideia foi transformar esse espaço em um lounge. Um ambiente com clima moderno, mas aconchegante. Para que a pessoa ao chegar de uma viagem de carro a Angra consiga descansar um pouco. Na verdade, o nosso desejo foi fazer aquela brincadeira de que transformaríamos isso aqui em uma espécie de oásis, um local ultrareceptivo", disse Laura. Pensando na questão do conforto dos convidados, elas criaram um living, com sofá, bancos e duas poltronas de bambu com futtons. "Elas têm personalidade, dão um movimento estético interessante. Fora que o bambu faz uma ligação com o Oriente", lembrou Laura. Outra novidade que chama a atenção e dá um certo charme são as brises verticais colocadas atrás do sofá. "São réguas de madeira, tipo uma veneziana. Criamos para permitir a entrada de sol e também da ventilação natural. É um elemento muito geométrico", contou Cristina. Entre os tons usados no espaço, bases claras e neutras. Um pouco de cor se vê nas almofadas e nos futtons. As sócias, que fazem sua estreia na repaginação da Ilha justamente nesta temporada 2011, aprovaram o desafio que encararam. "A gente teve de construir tudo em um prazo mínimo. Então, foi uma certa adrenalina para criar algo bacana, que tivesse a ver mesmo com arquitetura, que é a essência do nosso trabalho, e ainda partindo de um tema. Mas nós adoramos!", celebrou Cristina.