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Mandelli na temporada CARAS/Neve

Com doçura e teimosia, ela supera contradições e festeja conquistas

Redação Publicado em 13/09/2011, às 15h35 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Na temporada CARAS/ Neve, a estrela da Record curte o anoitecer em Ushuaia, na Patagônia argentina, da varanda do Las Hayas Resort Hotel. - Martin Gurfein
Na temporada CARAS/ Neve, a estrela da Record curte o anoitecer em Ushuaia, na Patagônia argentina, da varanda do Las Hayas Resort Hotel. - Martin Gurfein

Entre as características marcantes de Rafaella Mandelli (32) destacam-se seu jeito carinhoso e agregador. Mas um outro traço forte em sua personalidade também chama a atenção: a teimosia. “Quando eu quero algo, ninguém me segura. Sou cabeça-dura mesmo. E isso, às vezes, pode não ser legal, demoro a reconhecer que estou errada”, admite ela, convidada da temporada CARAS/Neve 2011. Por outro lado, a insistência em buscar o que acredita, mesmo com acertos e tropeços, realça o orgulho de uma carreira de 12 anos na TV, cinema e teatro. “Batalhei muito. Então, hoje dou valor enorme para todas as minhas conquistas”, garante. No momento, a atriz da Record se dedica às telonas. Ela filma em 2012 Tim Maia e aguarda para o início do mesmo ano o lançamento de Reis e Ratos, ambos com direção do namorado, Mauro Lima (43), com quem se relaciona há quase seis anos. Mas a parceria na vida e também na profissão, no início, chegou a preocupar. “Confesso que fiquei receosa. Mas nossa química funcionou muito bem. Até brincamos que, se um dia a gente se separar, não importa, vamos continuar trabalhando juntos”, garante ela, mãe de Catarina (6), da relação com o ator Marcelo Serrado (44). “Ela é meu maior amor.”

– Catarina parece com quem?

– Fisicamente comigo. Mas, às vezes, também faz caras e trejeitos idênticos aos do pai. Em termos de personalidade, é um mix. Marcelo é agitado, ansioso, e ela puxou isso dele. De mim, tem o jeito carinhoso. Falo eu te amo para ela o tempo inteiro. Somos um grude.

– Como é a sua relação hoje com o Marcelo Serrado?

– Somos superamigos. Não tomo uma decisão sobre Catarina que não seja de acordo com ele. Temos a guarda compartilhada. Quando estou trabalhando muito, ele fica com ela, quando é o contrário, eu fico. Há muita flexibilidade. Hoje o que mais existe são pais separados que não têm relação. É algo que eu e Marcelo fazemos questão de manter para o resto da vida. Então, ela é segura. Não sente falta da presença paterna, nem da materna, em momento algum.

– Como conheceu Mauro?

– Através de amigos em comum. Quando surgiu a oportunidade de trabalharmos em um clipe da Bebel Gilberto, já estávamos juntos, assim como nas filmagens de Meu Nome Não é Johnny. Mas sempre fui reticente com essa coisa de misturar namoro e trabalho. Não me sentia confortável com a situação até conhecer Mauro. Ele me mostrou um outro lado, disse: ‘Por que não misturar, se admiro seu trabalho e você, o meu? Não estou a escalando de favor. Até porque, se não tivesse talento, podia ser minha amiga, namorada, o que fosse, mas não usaria em meu filme.’ E deu supercerto. A gente se encontrou ali.

– Que tipo de diretor ele é ?

– É muito seguro. Não tem dúvida sobre como deve conduzir as coisas. E isso traz tranquilidade para quem trabalha com ele. Outra coisa fundamental, dá abertura grande para os atores. Hoje, somos muito moldados, não conseguimos defender uma ideia. Claro que se você chegar com uma proposta que não tem a ver com o que ele acredita, vai dar argumentos inteligentes de que isso não seria legal. Mas se a a ideia for mais interessante do que aquilo que propôs, Mauro vai acatar na hora.

– E como namorado?

– Ele é muito generoso e companheiro, está sempre do meu lado, para o que der e vier. E torce para que as coisas deem certo na minha vida, no meu trabalho. É o tipo de namorado que acrescenta, soma. E relacionamento é isso.

– Pensam em viver juntos, oficializar a relação?

– Por enquanto, não. Está legal assim. Pode ser que daqui a algum tempo a gente resolva fazer isso. Mas, para mim, nunca foi importante a coisa do papel. Se você está feliz, isso não é necessário. Ele tem o apartamento dele, eu, o meu. Acho namorar delicioso. E também tenho esse espaço com a minha filha em casa, é algo nosso. Ao mesmo tempo, eu e Mauro nos vemos quase todos os dias.

– Já falam em filhos?

– Eu quero. Mauro também tem vontade, mas sem pressa. E isso é bom, estou trabalhando muito e parar nesse momento seria complicado. O dia em que acharmos que está na hora, pensaremos nisso.

– Como é a sua autoestima?

– Sempre fui muito bem resolvida, mesmo nos momentos em que me sentia acima do peso ou que não estava tão legal. Acho que vou saber envelhecer bem e tenho me cuidado para isso. Tem coisas com as quais eu não me preocupava muito. Por exemplo, nunca fui muito vaidosa em relação aos cuidados com o rosto, o cabelo. Hoje já uso cremes antirrugas em volta dos olhos, comecei a fazer hidratação regularmente no cabelo...

– E como mantém a forma?

– Adoro comer, sair para jantar, tenho o maior prazer nisso. E, apesar de parecer, não tenho tendência a ser magrela. Há alguns anos, podia chutar o pau da barraca, sem culpa. Depois fechava a boca dois dias, fazia spinning e voltava ao peso normal. Hoje, perder um quilo é um sacrifício. Além de spinning, comecei a fazer musculação. O corpo já pedia.

– Quais seus projetos?

– Continuo contratada da Record, meu último trabalho foi Sansão e Dalila, no início do ano. E estou fazendo muito cinema.

– Como analisa sua carreira?

– Às vezes, vejo gente conseguindo tudo de uma forma tão rápida. Comigo nunca foi assim. Sempre tive de correr atrás. Mas uma hora o resultado vem. Então, essa fase forte que vivo no cinema, primeiro com Johnny, agora com Reis e Ratos, em que faço uma crooner gaúcha, foi tudo fruto do meu esforço e trabalho. E me orgulho muito disso.