Revista CARAS
Busca
Facebook Revista CARASTwitter Revista CARASInstagram Revista CARASYoutube Revista CARASTiktok Revista CARASSpotify Revista CARAS
TV / ET?

A “fake news” que traumatizou: relembre a “autópsia do ET” exibida pelo Fantástico nos anos 90

Em 1995, o Fantástico exibiu uma matéria que mostrava uma suposta autópsia de um alienígena sendo feita

Em 1995, o Fantástico exibiu a filmagem de uma suposta "autópsia de ET" - Reprodução/Globo
Em 1995, o Fantástico exibiu a filmagem de uma suposta "autópsia de ET" - Reprodução/Globo

Neste domingo, 20, em celebração aos 50 anos de programa, o “Fantástico” lembrou alguns momentos marcantes do “show da vida” nos anos 90. O ator Paulo Vieira foi “repórter por um dia” e se lembrou de uma reportagem marcante exibida na década de 1990.

Em 1995, o Fantástico exibiu uma reportagem que mostrava uma suposta autópsia de um alienígena. Mas o programa da rede Globo não foi o único a mostrar este vídeo para espectadores. No dia 28 de agosto, a Fox Television exibiu a infame filmagem da autópsia, e devido ao sucesso, a retransmitiu mais duas vezes.Estima-se que ao menos 11, 7 milhões de pessoas assistiram a esta filmagem, apenas nos Estados Unidos. O vídeo foi vendido para mais de 33 emissoras, atingindo cobertura global, incluindo o Brasil.

A história desta suposta gravação da “autópsia”, viria de uma fita de 1947, que teria sido encontrada na cidade de Roswell, no Novo México, nos Estados Unidos. Esta cidade americana é famosa por supostamente ter sido local de presença extraterrestre.

O vídeo, que aterrorizou muita gente quando foi exibido, é bem gráfico e mostra um “alienígena” machucado, e ao longo do processo da autópsia alguns órgãos são retirados e mostrados. Foi o empresário Ray Santilli que vendeu globalmente a gravação de 17 minutos que teria sido feita em uma base militar americana.

A farsa!

Foi em 2006, anos após a exibição da reportagem, que a farsa foi descoberta. De acordo com o empresário que forneceu o vídeo, a autópsia era na realidade uma recriação de uma fita supostamente verdadeira que ele teria visto.

Mas o cineasta Spyros Melaris, afirmou que tudo não passava de uma ficção. De acordo com sua entrevista ao tabloide britânico The Sun, os órgãos do “alien” eram órgãos de animais e o próprio extraterrestre era uma escultura. Além disso, a base militar de 1947, era a casa de uma namorada do cineasta.

Não foi uma tarefa fácil e, além da aparência e sensação, o filme tinha que ser correto em todos os aspectos – os adereços, os figurinos, cada pequeno detalhe”, contou Spyros na época. Ele ainda relatou: “Tive a sorte de ter acesso a equipamento profissional de filmagem e edição. Mais importante, tive acesso a um punhado de pessoas muito talentosas”.

O equipamento de filmagem e edição, os talentos envolvidos e até um profissional de efeitos especiais foram todos desembolsados pelo empresário Santillli para que a filmagem fosse feita. A quantia? 54 mil dólares, hoje equivalentes a quase R$ 270 mil, e na época o equivalente a 46 mil reais.

Lembranças (ou traumas)!

Não dá para falar de anos 90 sem falar de ET”, comentou Paulo Vieira que estava como “Repórter Por Um Dia” mostrando essa reportagem na rua. “A Globo hoje mostraria só o corpo com um ‘blurzinho’ [imagem borrada], e iam falar: ‘Será que é verdade?”.

Vale lembrar que tanto a reportagem original da Fox, quanto a reportagem da Globo, exibiam além da filmagem da “autópsia”, uma outra parte em que tentavam desvendar se o vídeo era real ou não. Porém, o que ficou na memória dos espectadores da época foi a filmagem assustadora.

Gente do céu! Como nós, então crianças da década de 90, sobrevivemos? Eu lembro de uma época, deitar para dormir e sonhar com o ET marrom de olhos vermelhos! Acordava chorando todas as noites, isso por um tempo”, relatou uma espectadora nas redes sociais. “Trauma reativado com sucesso”, ainda disse um seguidor.

Eu fiquei traumatizado, passei dias impressionado, sem dormir direito, tendo pesadelo todos os dias. Foi muita maldade passar isso no horário nobre [da TV]”, comentou um espectador. E outra “criança dos anos 90” relembrou: “Essa autópsia do ET de Roswell, me lembro claramente de ver a matéria. Tinha seis anos na época”.