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Luiza Valdetaro fala sobre separação: "Você pode chegar a um acordo que o melhor é não seguir junto"

Solteira, atriz diz como amadureceu na adversidade. “Não dá para passar ilesa pelo que vivemos. Acho positivo se apoderar de tudo o que acontece, seja o que for, bom ou ruim”, avalia

CARAS Publicado em 24/09/2014, às 07h59 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Em Tarrytown, a atriz conta pela primeira vez como enfrentou o fim do casamento de 8 anos com Alberto Blanco. - CADU PILOTTO
Em Tarrytown, a atriz conta pela primeira vez como enfrentou o fim do casamento de 8 anos com Alberto Blanco. - CADU PILOTTO

Nos últimos tempos, Luiza Valdetaro (29) tem a nítida sensação de que está construindo uma nova vida, como quis enfatizar em sua temporada no Castelo de CARAS, em New York.

O fim do casamento de oito anos com o executivo Alberto Blanco (45), em abril, é apenas mais um capítulo do intenso processo de amadurecimento vivido pela atriz. “É uma decisão muito séria. Foi uma relação boa, feliz. Tenho muita alegria por tudo o que foi construído. Mas, por vários fatores, não deu mais. Todo mundo que é casado saberá entender. Às vezes, você pode chegar a um acordo que o melhor é não seguir junto. Continuamos nos dando bem, temos uma filha”, explica ela, referindo-se a Maria Luiza (6).

A relação com a menina também contribuiu, e muito, para sua evolução. O sofrimento com a descoberta, em 2012, de que a filha tinha leucemia, deu lugar a um sentimento de euforia. 

“O tratamento acabou. Hoje, é como se ela não tivesse tido nada. Foi um processo difícil, mas a gente conseguiu atravessar de uma maneira feliz”, conta Luiza, festejando a cura. A alegria reflete-se hoje também em sua vida profissional. Mais segura e tranquila, a atriz vem conquistado papéis relevantes.

Na TV Globo, até abril, brilhou como a Hilda da novela Joia Rara. No cinema, faz sua primeira protagonista em O Candidato Honesto, com estreia em outubro. “Não dá para passar ilesa pelo que vivemos. Acho positivo se apoderar de tudo o que acontece, seja o que for, bom ou ruim”, avalia.

Como você consegue ser tão equilibrada em um momento de tantas mudanças?  
Quem ganha ou perde com isso é a própria pessoa. Meu terapeuta, Zé Raimundo, me ajuda bastante. A caminhada não é tão fácil. O autoconhecimento é fundamental para isso. A gente se reavalia e se recoloca de uma forma diferente na vida. Há descobertas maravilhosas, como o tempo para si. Tem muita coisa boa. E, o que não é, pode servir para a gente aprender, reparar e se reconstruir.

Apesar de ser precoce, não sente as angústias de uma mulher de 29 anos?
Acho que sim. (risos) Às vezes, penso que estou superpreparada para alguma coisa e tomo uma rasteira. É a graça da vida.

Como Malu reagiu ao fim do casamento de vocês?
Não sentir é impossível porque tem uma mudança. Mas foi tudo muito falado, de uma forma clara. Foi um processo bom, ela levou de forma tranquila.

Como está a nova rotina?
Tenho uma pessoa em casa que me ajuda, uma secretária. E minha mãe também está presente. Quando Malu vai para escola, tento fazer as minhas coisas nesse período. Moro em apartamento, deixei a casa. É mais fácil de tocar, estou administrando com a mão nas costas! Acaba que sobra mais tempo. E agora sou eu, a Malu e o meu trabalho.

E Maria Luiza tem exigido mais a sua atenção nessa fase?
A cobrança de antes e depois da separação é igual. Malu se adaptou bem. Volto a dizer, sempre verbalizei tudo, desde o tratamento dela.

Como você reagiu ao descobrir a doença de sua filha? Em algum momento questionou sobre o que aconteceu com ela?
Não questionei. Tive uma notícia ruim, mas foi só essa primeira. Depois, todos os resultados foram bons, as coisas evoluíram positivamente. Tenho fé e gratidão. A gente agradece todos os dias.

Entre tantas mudanças recentes, você escureceu o cabelo para rodar O Candidato Honesto. Por que optou por não voltar a ser loira?
Quero divulgar o trabalho com esse visual. Também acho que as coisas não são muito por acaso. A gente tem o livre arbítrio. Esse cabelo calhou mesmo para o momento, o ano. Mas não sou tão apegada. Ainda tenho o desejo de fazer a minha próxima novela morena. Gostaria, mas não sou eu quem decide. Só é uma vontade. Em paralelo a isso, há o desejo pessoal. Vou brincar mais de ser morena. É diferente, sim.

E qual é a diferença?
Loira chama atenção mais rápido. Mas, ser morena, para mim, é menos óbvio. Não resplandece de cara, mas, quando a pessoa olha, é diferente. Cada caso é um caso, no meu é assim. Como morena, sinto uma outra energia.

Você já ouviu que é até difícil reconhecê-la...
Está mesmo. (risos) Quando vou à Globo fazer workshop de interpretação ou consciência corporal, entre outras aulas, muitos colegas passam do meu lado e não me reconhecem. Até o meu pai me pede diariamente para eu voltar a ser loira, diz que pareço outra pessoa. (risos)

E já está namorando?
Não, permaneço solteira.