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Nívea Stelmann completa 20 anos de carreira: 'Só falta ser protagonista. Dou conta do recado'

Nívea Stelmann relembra os momentos mais marcantes da carreira, fala dos aprendizados que teve com a vida de famosa e confirma que está casada com Marcus Rocha

Renan Botelho Publicado em 26/06/2013, às 14h43 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Nívea Stelmann - Marcos Duarte
Nívea Stelmann - Marcos Duarte

Nívea Stelmann trabalhava como modelo para pagar a faculdade de jornalismo quando descobriu que a TV Manchete estava fazendo um teste para o elenco de Família Brasil. Com apoio de amigos e parentes que sempre acharam que ela tinha jeito para as câmeras, a garota, na época com 19 anos, se inscreveu e conseguiu o papel.

“Todo mundo falava para eu investir na carreira de atriz”, lembra Nívea, que está completando 20 anos de carreira, em entrevista à CARAS Online. “Eu não tinha experiência nenhuma, só tinha feito um curso no Tablado. E fiz o curso sem pretensão de ser atriz, fiz pelo jornalismo, porque é bom para qualquer pessoa de comunicação fazer teatro. Mas aí eu gostei muito dessa brincadeira”, conta.

Foi em Família Brasil, onde fez par romântico com Danton Mello, que descobriu a verdadeira vocação. “O Danton já era superfamoso. Acho que ele nasceu famoso (risos), porque está nessa desde criança. Ele foi um parceiro, me deu dicas para se posicionar na câmera, parar na luz... Foi um grande aprendizado e durou um bom tempo”, diz. “Depois eu decidi trancar a faculdade de jornalismo e comecei Artes Cênicas”.

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De lá para cá, Nívea atuou em 12 novelas, 8 peças profissionais, 3 filmes, sem contar participações em séries da Globo, como Brava Gente e Casos e Acasos. No meio disso tudo, ela também se formou em cinema, lançou um livro e foi repórter do Vídeo Show por um ano. “Eu trabalhei pra caramba! Não sei nem como coube”, diz a atriz, que sonha com um trabalho para somar no currículo: “Só falta ser protagonista de uma novela. Eu dou conta do recado!”

- Depois de Família Brasil, você participou do quadro Estrela por um Dia, do Domingão do Faustão. Se lembra de como foi?
Claro! Era 11 de dezembro de 1995. Eu fiz uma cena da Nathália Lage com o Carmo Dalla Vecchia de Cara e Coroa. Até hoje eu falo que o Carmo é meu pé de coelho porque me deu muita sorte. Logo em seguida o Wolf [Maya, diretor] estava escalando para a nova temporada de Malhação. Entrei em janeiro de 1996 na Malhação Férias e depois fui chamada para A Indomada. Daí não parei mais.

- Tomou alguma decisão errada nesses 20 anos?
Eu aceitei todos personagens que eu quis. Não me arrependo de nada. Fiz tudo na medida. Deus coloca tudo certinho. O fato de eu ter sido chamada para fazer novela a cada ano, com autores e diretores diferentes me deu a oportunidade de participar e aprender com o estilo de cada um. Artisticamente, eu não me arrependo. Óbvio que quando vejo as cenas, eu penso que poderia ter feito de outro jeito. Mas na vida a gente cresce, a gente muda.

- E pessoalmente? Se arrepende de algo?
Acho que queria ter preservado mais a minha vida pessoal.

- Esses dias você apareceu com uma aliança em uma foto do Instagram. Você se casou com o Marcus Rocha?
Estou casada sim, só não gostaria de me estender além disso nesse assunto porque eu não posso nunca deixar que essas minhas particularidades sejam maiores do que tudo que eu batalhei tanto pra conquistar profissionalmente, além disso ele é uma pessoa superdiscreta e não é do meio.

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- Então o que te deixou com mais orgulho nesses 20 anos?
Tenho muito orgulho de ter conseguido entrar lá dentro [da TV] sem ter indicação nenhuma, com meu talento, meu esforço. Eu corro mesmo atrás. É minha batalha. E outra coisa que me deixa feliz é o que meus pais sempre falam para mim, que eu nunca mudei mesmo com tudo que conquistei. Hoje eu tenho coisas materiais que nunca tive na minha infância, mas respeito todo mundo, sempre tratei todos muito bem, incluindo a imprensa. Não sou inimiga de ninguém, até os jornalistas considerados mais terríveis têm liberdade para falar comigo. Ano passado foi feita um enquete com os paparazzi e fui considerada a mais simpática com eles. Isso significou muito para mim, porque mostra que eu respeito o trabalho dos outros. Eu escolhi ser famosa, não me sinto invadida neste sentido. E também fiz muitas amizades.

- Hoje, se seu filho, o Miguel, chegar para você dizendo que quer ser ator, que conselho você daria para ele?
O mesmo que minha mãe me deu: a vida é uma roda gigante, um dia você está em cima e no outro está embaixo. E mesmo quando você está em cima e todo mundo te diz que você é incrível, você precisa lembrar que não é assim. Mas você pode fazer daquele momento algo inesquecível.

- Você já teve um momento que ficou para baixo? Que pensou em desistir?
Nunca. Sempre fui muito ativa. Se não estou fazendo uma novela, eu escrevo um livro, senão eu faço uma peça.

- Quem você agradeceria pelos 20 anos?
Jorge Fernando é a primeira pessoa que vem na minha cabeça. Ele me deu bons papeis. Mas acho injusto agradecer um só. Todo mundo me deu uma oportunidade bacana. O Walcyr [Carrasco, autor] é muito importante, apostou muito em mim. O Jayme [Monjardim, diretor] deu a minha primeira antagonista em O Clone. O Aguinaldo [Silva, autor] foi o primeiro a apostar em mim na televisão, me chamando para uma novela das oito. O Mariozinho Vaz que me enxergou como repórter no Vídeo Show. O Faustão... a lista é longa.

- Pensa em voltar a ser repórter ou ter um programa?
Penso em tanta coisa. Estou sempre em movimento. Neste último ano, eu resgatei uma coisa que deixei lá atrás, resgatei essa coisa de escrever um livro. Amo escrever. E fiquei feliz porque teve uma vendagem muito surpreendente. Fiquei realmente feliz. Isso me estimula de tal forma que já tenho um projeto de escrever um livro infantil. Não sei quando ele vai chegar nas livrarias, mas, para mim, ele já existe.  Também vou adaptar o Dedo Podre para o teatro.

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- O que falta no currículo?
Sendo bem sincera, queria poder ter a chance um dia de protagonizar uma novela. Já fui a antagonista, mas ainda acho que mereço uma protagonista. Queria experimentar. Já fui vilã, já fui gostosa, já fui feia, já fui maluca, já fui loira, morena... Essas coisas já me preencheram, mas o ator tem que estar em movimento. Quero fazer muita coisa ainda. O grande barato de ser atriz é que você amadurece dentro do teatro, da televisão e você cresce e amadurece na televisão.