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Marcello Antony diz que os homens evitam olhar para ele na rua: 'Acham que vou pensar que são veados'

Marcello Antony fala sobre beijo gay e a repercussão de seu personagem, o advogado homossexual Eron, em Amor à Vida: "Os homens evitam olhar porque acham que eu vou pensar que são veados"

CARAS Online Publicado em 07/08/2013, às 11h44 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Marcello Antony posa com a mulher, Carolina Villar, os filhos dela, Louis e Lucas, os filhos do primeiro casamento, Francisco e Stephanie, e o filho do casal, Lorenzo - TV Globo
Marcello Antony posa com a mulher, Carolina Villar, os filhos dela, Louis e Lucas, os filhos do primeiro casamento, Francisco e Stephanie, e o filho do casal, Lorenzo - TV Globo

Em entrevista ao site oficial da novela Amor À Vida, Marcello Antony  falou sobre a repercussão de seu personagem na novela, o advogado homossexual Eron. Este é o primeiro papel que o ator faz desde que se casou com a estilista Carolina Villar e se tornou pai mais uma vez - ele já era pai de Sthephanie e Francisco, do casamento com Mônica Torres, e agora teve o pequeno Lorenzo.

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Só estou voltando agora, dois anos e meio depois. Eu me casei, comprei minha casa e estava de mudança. Família é amor.” O sucesso do trabalho de Antony reflete em casa. Os cinco filhos do ator acompanham o trabalho do pai, mas não questionam o assunto abordado pela trama.

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Eles riem quando percebem que o personagem é gay, mas não se aprofundam. Nessa idade, daqui a pouco, essa historia de gay é normal. Homem não podia usar brinco porque era veado. Antes, divórcio era um crime, hoje em dia, eles estranham os casos de pais que são casados na turma do colégio porque a criança não tem duas casas", comenta o ator.

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Marcello também comenta como o personagem tem sido recebido nas ruas. “As pessoas riem muito e os homens evitam olhar porque acham que eu vou pensar que são veados”, diz o ator, que também falou sobre a possibilidade de dar o primeiro beijo gay em uma telenovela global do horário nobre.

Se tiver que rolar, vai ser uma bitoca carinhosa, mas é normal, algo tranqüilo e nada que agrida quem estiver assistindo. Para mim, não será nenhum problema”  Sobre a polêmica levantada pela novela de Walcyr Carrasco que envolve barriga de aluguel, Antony analisa, mas não sabe responder se seria capaz de fazer o mesmo que Eron e Niko fazem na trama.

Alugar uma barriga? Não sei se eu conseguiria. Adotar sim, mas alugar a barriga, não sei responder", pondera.

O ator explica que seu diálogo com os filhos é o mais franco possível. “A gente não quer impor nada em relação à sexualidade. Eles não questionam isso. Queremos que entendam toda essa violência, que existem pessoas ruins que eles vão ter que enfrentar na vida, até porque, a gente não vai estar aqui. Minha preocupação é com que armas que eles vão lidar com essa sociedade cada vez mais violenta, intransigente, preconceituosa e o que eles podem trazer de contribuição para uma coisa melhor ou um entendimento melhor", afirma.

Antony contou ainda que, embora hoje tenha esse diálogo com os filhos, na sua época era diferente. “Sou de 1965. Vivi a época pesada da repressão sem saber o que estava acontecendo. Meu pai escutava músicas com conotação política e eu não sabia. Eu achava que Richard Nixon era presidente do Brasil e fui saber como a gente nascia com 10 anos de idade. Eu achava que era um corte da barriga. Falta de interesse meu. Não tinha acesso a informações, TV era em preto e branco, brincava com bola de gude, pipa e bola. Telefone fixo era para poucos. Meu pai queria me poupar, proteger. Acabava ficando um alienado por não ter contato com as coisas", explica.