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WERNER SCHÜNEMANN REVELA SUA RELAÇÃO MODERNA E FAMÍLIA FELIZ

APESAR DE ACHAR O CASAMENTO ANTINATURAL, ELE CONTA COMO VIVE BEM HÁ 16 ANOS COM TÂNIA

Redação Publicado em 04/09/2008, às 14h19

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Convidados da temporada CARAS/NEVE, Werner e Tânia se aventuram com os filhos, Dagui e Arthur, em divertida pescaria de truta no hotel Arelauquen Lodge.
Convidados da temporada CARAS/NEVE, Werner e Tânia se aventuram com os filhos, Dagui e Arthur, em divertida pescaria de truta no hotel Arelauquen Lodge.
por Valença Sotero Há 16 anos com a figurinista Tânia Oliveira (46), Werner Schünemann (49) apresenta seu casamento como uma relação heterodoxa. Avessos aos padrões tradicionais, eles priorizam a lealdade, não cobram fidelidade e nem dão satisfações ao parceiro. Durante divertida pescaria de truta em família, no Arelauquen Lodge, ele abre o jogo e jura que não acredita na instituição do matrimônio nos moldes impostos pela sociedade e se dispõe a explicar os motivos do fracasso desse modelo de vida a dois. Mas, sem mudar o discurso, o gaúcho se revela devoto incondicional da companheira, um amante que investe em flores e não esquece a primeira vez que fez amor com a mãe de seus filhos: 3 de outubro de 1992. "Nosso dia de casamento foi um encontro amoroso, essa é a nossa marca, o nosso ritual", revela o ator, que a convite de CARAS embarcou para Bariloche com a deliciosa missão de apresentar a neve aos filhos, Dagui (12) e Arthur (11). - Qual foi a reação das crianças ao ver a neve? - Era um sonho antigo e é gratificante ver o quanto eles se encantaram. A Dagui não cabe em si de felicidade. Isso era mais importante para eles do que a Disney. Posso dizer que eles viram Papai Noel. - Você gosta da neve? - Moro no Rio há seis anos e sinto falta do frio do Sul. Em Bariloche, várias vezes fiquei sentado do lado de fora do hotel só para sentir o frio, que, assim como a neve, é romântico. Tudo que pensamos para o inverno é com uma outra pessoa. Queremos aquecer e ser aquecido. - Ideal para comemorar o aniversário de casamento... - O nosso dia de casamento foi a primeira vez que a gente transou. Não temos nenhum outro ritual em que tenhamos estabelecido algum tipo de compromisso, nem que fosse só entre nós. Nossa marca é um encontro amoroso de duas pessoas que, na época, não alimentavam expectativas quanto à relação. E, provavelmente, por isso deu certo. O grande problema das relações humanas é exatamente a expectativa que um tem do outro. Um casamento que dura um ano já deu certo. - Não acredita no casamento? - A sociedade nos impõe um modelo de casamento que é uma verdadeira fonte de frustração. É muito difícil compartilhar a vida, por mais que se goste do companheiro. Dizer que o amor supera tudo não é verdade, pois o amor acrescenta problemas. Não é tão simples quanto dividir o apartamento com um amigo. O amor não é solução. E como a grande maioria dos casamentos dura mais de um ano, o ser humano é vitorioso. Casamento tradicional é muito traiçoeiro e antinatural, mas a gente consegue assim mesmo. - E como conseguiram ficar juntos e bem por 16 anos? - Continuamos apaixonados e com tesão. É o sexo que mantém essa cumplicidade. Filhos também. E temos as duas coisas. Falta de sexo e falta de dinheiro, por exemplo, derrubariam tudo. - Fidelidade é importante? - Os cães são fiéis, eu sou leal. Eu e Tânia entendemos que não podemos cobrar do ser humano que ele não seja humano. Nosso acordo é 'não me conta que eu não quero saber, não fique cheio de culpas e venha me fazer confissões'. Ou melhor, 'só me conta se for definitivo, se você estiver saindo de casa'. Coisas que pintam e desaparecem no dia-a-dia ou que surgem, encantam e desaparecem de vez, como um pôr-do-sol, não precisam ser colocadas. Isso porque elas têm um potencial destruidor de coisa definitiva, mas não são. - Suas posições e opiniões de alguma forma são incompatíveis com uma relação romântica? - Nesses 16 anos foram raríssimas as semanas que a Tânia não ganhou flores. Elas já fazem parte da nossa vida. Olho as flores e penso nela, seja na rua ou no supermercado. Não é um compromisso, nem mesmo um presente. Mas uma dádiva, que deposito junto ao altar onde ela está.