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Atualidades / LEGADO

Adriana Lessa mantém legado de Léa Garcia vivo em peça: 'Escolhida através do amor'

Em entrevista à CARAS Brasil, Adriana Lessa contou como foi escolhida para substituir Léa Garcia em O Admirável Sertão de Zé Ramalho

por Mariana Krunfli, sob a supervisão de Arthur Pazin

mkrunfli@caras.com.br

Publicado em 20/09/2023, às 07h30 - Atualizado às 18h31

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Adriana Lessa está em cartaz com a peça O Admirável Sertão de Zé Ramalho - Foto: Jorge Luiz Garcia
Adriana Lessa está em cartaz com a peça O Admirável Sertão de Zé Ramalho - Foto: Jorge Luiz Garcia

Adriana Lessa (52), que tem uma longa carreira na atuação, esteve em cartaz em curta temporada com a peça O Admirável Sertão de Zé Ramalho, no Theatro Municipal de Niterói, no Rio de Janeiro, e se prepara para estrear com o espetáculo na capital carioca em 28 de setembro. Em entrevista à CARAS Brasil, a atriz contou como foi escolhida para substituir Léa Garcia (1933-2023) na produção teatral após a morte da artista, em agosto deste ano, e entregou como mantém o legado dela vivo: "Escolhida através do amor".

"Lamento muito por ela não estar conosco. Da minha parte, com muita humildade e alegria, aceitei essa missão, que é trazer e também manter vivo o legado dela e de tantos artistas ancestrais e pessoas que já nos deixaram. Nesse trabalho, a gente fala de uma relação muito forte com os nossos antepassados através da música de Zé Ramalho", compartilhou Adriana Lessa.

"É uma honra muito grande fazer parte desse trabalho. Tinha proximidade com Léa Garcia e, dessa forma, fui escolhida através do amor e da amizade, de ser próxima à ela, e acabei estando nesse trabalho", acrescentou sobre Léa Garcia.

Com uma reflexão do legado da artista, Adriana Lessa também ponderou sobre sua relação com Léa Garcia: "Era uma amiga, uma grande mulher, artista e cidadã, que digo até que estava à frente do seu tempo. Ela abriu caminhos para muitos de nós, muitas mulheres pretas e negras, muitas pessoas pretas nas artes. Uma mulher que esteve à frente e quebrou muitos paradigmas em relação ao racismo e ao preconceito. Isso é muito forte e especial".

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Além de trazer esse legado na peça, a atriz ainda ressaltou que vai levá-lo para outros trabalhos: "É necessário ter a consciência de quem somos para continuarmos caminhando à frente e trazendo um grande significado na trajetória de pessoas e mulheres que vieram antes. É uma celebração para as mulheres que vieram antes e para as que estão também. Dessa forma, a gente mantém vivo esse caminhar digno que ela já caminhou até aqui".