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A doce Giovanna Coimbra na Ilha

Basquete abre caminho do êxito

Bianca Portugal Publicado sexta 3 julho, 2020

Basquete abre caminho do êxito
De férias da TV, Giovanna relaxa no Spa Tantien - Martin Gurfein


Dedicação e estudo são a base para tudo o que a atriz Giovanna Coimbra (21) faz. E não é pouca coisa. Ela já jogou basquete profissionalmente, trabalhou como modelo, faz faculdade de Engenharia Civil e ainda curte o sucesso como atriz após ter vivido uma das filhas de Grazi Massafera (37) na novela das 7 Bom Sucesso, que acabou em janeiro. De férias da TV, Giovanna descansou na Ilha de CARAS, em Ilhabela, São Paulo, antes da pandemia, e explicou por que, apesar de ter tantos caminhos abertos para o seu futuro, já decidiu que atuar é o que vai seguir. “De alguma forma, sempre procurava estar inserida em algo da carreira artística: seja no ensino médio, participando de apresentações teatrais e de dança. Seja logo depois, quando fui atleta profissional e entrei no primeiro concurso de beleza. Seja quando estudava para o pré-vestibular e levava ao mesmo tempo os trabalhos de modelo. E, por fim, quando fui aprovada na faculdade, foi quando eu finalmente pude começar a estudar atuação.
E tudo isso só se tornou claro na primeira aula de interpretação. Me senti completamente realizada. E foi a partir disso que comecei a enxergar a atuação como minha primeira opção, ou a única opção para o meu coração. Olha, fico até romântica falando disso!
”, brincou ela, que acaba de ser convidada para ser embaixadora do eMuseu, o museu virtual do esporte, onde, desde 30 de junho, exibe sua trajetória esportiva em plataforma digital.

– Você é multitalentosa...

– Minha prioridade é a interpretação, mas nem por isso as outras atividades deixam de existir. Só que, no momento atual, funcionam mais como hobbies. Atuar é o que me deixa mais “viva”, é um combustível de prazer quando realizo.

– Jogou no basquete feminino do Botafogo. Como foi a mudança para atriz?

– Primeiro, o clube acabou com o time feminino. Aí parei de jogar e comecei a ter um tempo hábil maior. Porque, quando você é atleta profissional, simplesmente vive para aquilo. Era de segunda a domingo entre treinos, jogos e a escola, única outra coisa que eu conseguia fazer. Só que mesmo com horários mais livres, curso de teatro não é barato. Desde pequena sempre fui muito consciente de gastos e que meus pais tinham prioridades, então não pedia. Tive então a oportunidade de participar e de ganhar uns concursos de beleza que me levaram a virar modelo. Com o cachê desses trabalhos foi que iniciei o curso.

– Ser atleta é mais difícil do que ser atriz?

– São dificuldades diferentes, mas as ideias para a superação das dificuldades são similares. Outra coisa interessante é que a base, tanto na atuação quanto no basquete, é o relacionamento com o outro. No basquete é impossível vencer sozinho e, em uma cena, da mesma forma, o mais importante é trocar com o outro. Arrisco dizer que ator é atleta do emocional.

– Já sofreu preconceito?

– Sofri desde o momento que escolhi o basquete numa escolinha e o coordenador me perguntou se eu não queria escolher outro esporte porque este só era para meninos e eu podia me machucar. Eu tinha 10 anos e já estava tendo noção de como era ter meu campo de escolhas limitado por ser mulher. Um pouco maior, comecei a jogar num time feminino profissional que acabou por falta de verba. Então, além do machismo, as atletas têm muitas dificuldades para superar. Mas tenho uma perspectiva positiva de
melhora, inclusive pela visibilidade que Bom Sucesso deu à causa.

– O que mudou na sua rotina agora que é famosa?

– O reconhecimento foi a principal mudança. Porque comumente uso transporte público e as abordagens triplicaram. É engraçado, divertido e fofo. 

– Como cuida do corpo?

– Estava jogando pela faculdade, onde sou coordenadora do time. É inevitável. Paramos por conta da pandemia, mas espero ansiosa o retorno. Funciona como atividade física para me manter saudável. Não faço dietas, mas realmente gosto de comer saudável. Se alimentar bem é um ponto muito grande para toda uma disposição do seu organismo. Vi isso de pertinho quando era jogadora profissional: alimentação era a base para um ótimo ou péssimo desempenho. Ao passo que também não recuso nenhum doce. Pode ser a hora e o momento que for, se me derem um doce estou comendo. Principalmente se for chocolate.

– Verdade que tem ajudado outros alunos durante a pandemia?

– Sim. Criei um projeto chamado Quarentenáticos. Dou aula online gratuita de matemática para candidatos ao Enem.

– Namora João Vitor há mais de um ano. Vão morar juntos?

– Nós falamos sobre planos futuros, mas esta etapa é mais pra frente, com um certo nível de estabilidade.

Último acesso: 12 Aug 2020 - 04:33:23 (356058).