Miguel e Nívea Stelmann: paz e fé

Com o filho, atriz Nívea Stelmann revela como curte a época e faz balanço de vida

Redação Publicado em 26/12/2012, às 15h46 - Atualizado em 10/05/2019, às 11h20

Nívea e Miguel se divertem em meio à decoração da sala de sua casa, no Recreio, Rio, onde a atriz mora há 12 anos. - Fabrizia Granatieri

A aconchegante casa no Recreio dos Bandeirantes, Rio, onde Nívea Stelmann (38) mora com o filho, Miguel (8), se transforma quando chegam as festas de fim de ano. “Gosto da época e fico mais reflexiva, tento avaliar erros e acertos e os motivos que levaram pessoas a entrarem e saírem de minha vida”, explica a atriz, caprichando na decoração para receber a família, que tradicionalmente passa o Natal em sua casa. “Já no comecinho de dezembro tiro todos os enfeites das caixas e só recolho no dia 6 de janeiro, Dia de Reis. Decoro tudo, desde os guardanapos até o papel higiênico! (risos) A gente entra no espírito mesmo”, orgulha-se Nívea. “Tenho parentes no Rio, mas muitos moram em Paraíba do Sul, interior fluminense, onde nasci. Por isso, nos vemos pouco e aproveitamos as festas para matar as saudades, contar histórias, fazer brincadeiras... O amigo-ladrão, espécie de amigo oculto em que um pega o presente do outro, também é um costume. Sem a minha família, nada disso faria sentido”, frisa. Nívea diz que o nascimento de Miguel fez com que gostasse ainda mais da data. “Fico muito feliz e a nossa casa, linda. Continuo acreditando no Papai Noel para poder ganhar presente dele também!”, diverte-se Miguel, herdeiro de Nívea e do também ator Mário Frias (41). “Esse período se tornou muito mais emocionante com meu filho ao meu lado. Para mim, ele é a existência do Natal em si”, garante a atriz, que está solteira e pretende lançar um livro em 2013 no qual conta com humor histórias de decepções amorosas. “O título é autoexplicativo: Dedo Podre”, dispara.

– O que esta época representa para você?

– É tempo de estar perto das pessoas que gostam de mim exatamente como sou. Eu adoro o fim de ano porque, em geral, é um período de muita emoção, de solidariedade e bondade mais afloradas. Quando Miguel nasceu, pensei: agora tenho uma continuidade, algo que estou deixando de herança para o mundo, então, eu passo para ele o ano inteiro valores que são muito lembrados nesta época, como a importância da família e a união. Sou muito católica e estou educando meu filho na igreja. Estamos até construindo uma capelinha no fundo da minha casa e rezamos juntos todas as noites. Também aproveito para pensar bastante em tudo de bom e de ruim no ano que passou. É uma temporada de introspecção.

– E qual foi o resultado dessas reflexões que você fez?

– Profissionalmente, foi tudo lindo. Rodei quatro filmes e estou ensaiando Batalha de Arroz num Ringue para Dois, peça que estreia no dia 13 de Janeiro em São Paulo. O trabalho é um verdadeiro presente, trata-se de um clássico do Mauro Rasi que há dez anos não era remontado. Não faço novela desde Morde & Assopra, em 2011, mas trabalhei bastante. Muita gente acredita que quem não está atuando na TV não está fazendo nada. Mas, no meu caso, foi um ano excepcional, de muitos projetos. Por outro lado, perdi pessoas queridas, mas faz parte da vida e temos que aprender a conviver com isso.

– O que deseja para 2013?

– Espero que minha peça faça muito sucesso e quero continuar sempre ao lado do meu filho, que é meu grande companheiro. Também pretendo lançar o meu primeiro livro. De resto, a gente nunca sabe o que vai acontecer, por isso, sou muito intensa e vivo cada segundo com muito afinco.

– Pretende voltar à televisão no ano que vem?

– Não sei se vai pintar algum convite. Tenho um contrato longo com a TV Globo e já estou na emissora há 16 anos ininterruptos. Isso me dá tranquilidade e realmente não me imagino trabalhando em outro lugar.

– E para a vida pessoal?

– No momento, não estou vivendo nada, mas, apesar de tudo, acredito no amor. Todo ano-novo passo a virada de calcinha rosa. Amor é a palavra mais linda da língua portuguesa e é o sentimento que faz tudo fluir. Não só o amor de homem e mulher, mas também entre amigos, familiares, pelo trabalho, pela vida... E não vou dar uma de maluca e começar a achar que tenho 20 anos e ‘pegar’ homens mais jovens. Isso seria ridículo. Tenho que encontrar alguém com a minha cabeça, a minha idade e meu modo de pensar.

– Você está se aproximando dos 40 anos. Como lida com o passar do tempo?

– Me sinto orgulhosa. Sou uma pessoa muito consciente e acho que a única maneira de continuar vivendo é envelhecer. Chegarei aos 40 muito bem e pretendo estar mais gostosa! (risos) Me cuido bastante, faço drenagem linfática, pratico musculação e pilates e me alimento bem. Também tenho uma genética privilegiada. Sou muito feliz comigo e não tem nada que eu olhe no espelho e reclame. Agradeço sempre por isso. Além de tudo, recebi uma boa formação dentro de casa. A vida desvirtua se a gente deixar, tive contato com tudo que se possa imaginar, mas não fumo, não bebo nem uso drogas. E isso aconteceu devido ao caráter que herdei dos meus pais.

Arquivo nivea stelmann

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