Coppola fala sobre nova fase da carreira

Francis Ford Coppola veio ao Brasil para divulgar sua nova obra 'Tetro', que discute relações familiares e tem um toque autobiográfico

Redação Publicado em 17/12/2010, às 20h43 - Atualizado às 20h44

Francis Ford Coppola - Getty Images
Francis Ford Coppola fez filmes supercelebrados e reconhecidos no que concerne à sétima arte. O Brasil foi um dos países escolhidos para o lançamento do no trabalho, Tetro, pois ele acredita que existe aqui um mercado promissor de espectadores que se interessam por um trabalho mais pessoal, menos clichê, menos mercadológico. "Acho que o Brasil está começando a realmente ter a audiência de pessoas que se interessam em filmes menos comuns, e mais artísticos. Sempre é difícil encontrar audiência para filmes menos comuns. Um filme incomum precisa de uma audiência incomum. E sei que há gente aqui no Brasil que pode estar interessada em algo mais pessoal, não apenas entretenimento", afirmou o diretor. No alto de seus 72 anos, ele não está mais preocupado em construir uma carreira, que se baliza através da crítica. Pelo contrário, quer experimentar. "Este filme foi feito em uma época em que eu estou mais velho e não me interesso mais em construir uma carreira, ou fazer muito dinheiro. Estou mais interessado em um trabalho mais pessoal, onde eu possa aprender comigo mesmo". Depois de quase dez anos afastados da cadeira de diretor, ele voltou a filmar e aparece com uma história que reconta relações familiares muito semelhantes às suas próprias. Mas, ele admite parcialmente as semelhanças. "Alguma coisa da minha vida me influenciou, certamente. É uma ficção, basicamente. Nunca vivi em Buenos Aires, meu pai não foi um famoso, mas existem coisas similares que eu posso explorar, que é justamente essa relação entre as pessoas", afirmou em entrevista à CARAS. Na visão do diretor, a curiosidade de entender as relações humanas, principalmente aquelas que se constroem a partir de laços familiares, é algo bastante normal e corriqueiro em todos os seres humanos. Artistas tentam transformar isso em arte e foi isso que moveu a produção. "Acho que a maioria das pessoas é influenciada por sua família, e tem experiências maravilhosas, outras um pouco difíceis. Mas eu acho que tentar entender as relações familiares é uma coisa universal", explicou.
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